Tratamento de Água

Fabricantes mantêm produtos atualizados – Bombas

Marcelo Fairbanks
7 de janeiro de 2019
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    Nas bombas centrífugas, a linha convencional voltada aos processos industriais é a que encontra maior demanda, seguida pelas dosadoras de baixa pressão. Depois aparecem as bombas sob norma API e as dosadoras de tamanho intermediário.

    “Além disso, temos muito serviço de manutenção de equipamentos, porque temos um grande número de bombas instaladas no país”, comentou Vallo. A empresa também tem exportado seus produtos para Argentina, Peru e Colômbia, com bons resultados. “Nosso setor precisa que a Petrobras volte às compras e que as regras para exportação de produtos brasileiros nos permitam melhores condições de competitividade”, salientou.

    Ele vê com cautela as recentes mudanças nas regras de conteúdo local nos investimentos da estatal petroleira. “O dólar mais caro nos ajuda, mas as mudanças facilitam a entrada de importados; a diferença é que o fabricante local dá assistência técnica efetiva”, afirmou.

    Novidades – A Omel desenvolveu modelo de bomba de fluxo axial, que produz alta vazão (2.400 m³/h), adequada para estações de tratamento de água de grande porte. “O rotor dessa bomba parece uma hélice, e suas pás podem ser reguladas para se obter o volume desejado”, explicou Corrado Vallo. Outra inovação recente são as bombas de baixa vazão (low flow, de 0,3 a 25 m³/h), com um ou dois estágios, que podem suportar condições de alta temperatura e pressão.

    Química e Derivados, Bombas magnéticas da Omel

    Bombas magnéticas da Omel

    A Omel oferece bombas centrífugas com acionamento magnético, com fabricação própria, indicadas para conduzir fluidos perigosos, impedindo vazamentos. “É um produto muito seguro, mas a procura é pequena porque não há norma oficial que obrigue seu uso”, comentou Vallo.

    Química e Derivados,Corrado: bombas magnéticas oferecem elevado índice de segurança contra vazamentos

    Corrado: bombas magnéticas oferecem elevado índice de segurança contra vazamentos

    A KSB reavalia sua ampla linha de bombas para eliminar itens que tenham superposição de desempenho e aplicação, buscando aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos. Um dos maiores focos da companhia no Brasil está voltado aos sistemas de esgotamento sanitário, em franco processo de crescimento no país. “São bombas submersíveis, já tínhamos a linha KRT, mas estamos fazendo um upgrade na parte hidráulica, no motor e na eficiência geral do equipamento”, comentou Pugliese. A atualização hidráulica foi estudada na matriz, na Alemanha, mas o desenho final e as demais atualizações são frutos do empenho da equipe local de desenvolvimento.

    A KSB Brasil é referência no grupo internacional para a área de óleo e gás. “Em setembro, lançamos a bomba CHTR Vane Island horizontal multiestágios, bipartida horizontalmente, completando a linha de produtos sob norma API 610, 11ª edição”, informou. São bombas de baixa vazão e alta pressão, construídas com algumas peças trazidas da Alemanha. O produto é indicado para aplicações industriais e em refinarias de petróleo, incluindo alimentação de caldeiras de geração de vapor. Opera com vazões entre 5 e 25 m³/h, altura manométrica de 1.500 mca, aceitando temperaturas até 400ºC, gerando 250 bar na saída. O modelo permite intervenções de manutenção sem desmontar os flanges de conexão à sucção e descarga.

    A KSB instalou em 2018 o primeiro sistema Power House, um gerador de eletricidade que usa uma bomba (funcionando em sentido inverso) acoplada a um gerador, de modo a aproveitar fluxos disponíveis com alguma pressão. O sistema foi instalado na Sabesp de Barueri-SP. “Esse tipo de bomba é mais eficiente que uma turbina para gerar eletricidade nessas condições, esperamos vender outros sistemas desse tipo porque eles oferecem retorno rápido do investimento”, disse. O produto foi divulgado durante a Fenasan deste ano (veja nesta edição).

    Por sua vez a Netzsch anuncia avanços em materiais usados na construção de suas bombas Nemo. Durante a feira Achema, realizada em junho, na Alemanha, a companhia lançou um novo conceito construtivo que facilitará a manutenção. “Ainda não dispomos desse novo produto por aqui, mas estamos nos preparando para recebê-lo”, informou Ferreira.



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