Tratamento de Água

Fabricantes mantêm produtos atualizados – Bombas

Marcelo Fairbanks
7 de janeiro de 2019
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    Química e Derivados, Ferreira: bombas de lóbulos Tornado são as mais recentes no portfólio da Netzsch

    Ferreira: bombas de lóbulos Tornado são as mais recentes no portfólio da Netzsch

    As atividades de manutenção de pós-venda são importantes também para a Netzsch do Brasil, que mantém estrutura para isso na fábrica de Pomerode-SC e nas suas filiais. “Manutenção e remanufatura de bombas geram receitas, mas isso não chega a um terço do faturamento”, considerou Osvaldo Ferreira, diretor-geral da empresa desde julho deste ano, em substituição a Silvio Beneduzzi Filho, que se aposentou. Ferreira explicou que as bombas fabricadas pela Netzsch, nas linhas de cavidades progressivas (Nemo), de lóbulos e de fusos, são muito robustas e apresentam vida útil longa, até 30 anos. “Elas operam em baixa rotação e seu desenho ajuda a prevenir desgaste prematuro, mas precisam ser bem especificadas para cada aplicação.”

    Ferreira avalia o desempenho de mercado em 2018 como um pouco superior ao de 2017, sendo que 2016 foi muito ruim para a companhia, refletindo a situação geral do setor. “Em 2016, registramos uma queda de 30% nas vendas, ainda estamos no meio caminho da recuperação”, afirmou. Antes dessa crise, a Netzsch havia ampliado a fábrica para atender a demanda projetada, que não se realizou. “Conseguimos manter a estrutura intacta, sem corte de pessoal, mas ainda carregamos alguma ociosidade.”

    No Brasil, o campo de aplicação mais relevante é o de petróleo, absorvendo 35% do faturamento. “Nesse setor, o preço do barril de óleo é que determina os investimentos; em 2016, o preço caiu e derrubou a demanda pelos equipamentos”, explicou.

    Em contrapartida, o setor de papel e celulose apresentou demanda considerável de equipamentos em 2016 e 2017, para atender à expansão do parque produtivo nacional. Inauguradas as novas plantas, porém, houve retração, já esperada. “O setor de alimentos sempre vai bem, a produção de açúcar sofre variações a cada ano, e a indústria química, como a indústria em geral, não apresenta grandes investimentos e compra menos bombas”, disse.

    O carro-chefe da companhia é a linha Nemo, muito conhecida no mercado. A unidade brasileira desenvolve os elastômeros utilizados no revestimento interno do canhão, adequando-os às exigências de cada aplicação. “Estamos recertificando os materiais conforme a norma Anvisa, antes seguíamos as orientações da FDA americana; os novos elastômeros foram apresentados durante a Fispal e são formulados com uma cor diferente da usual, para identificação mais fácil”, salientou.

    A linha completa de bombas de fusos é desenvolvida pela fábrica de Pomerode e seus produtos são vendidos para todas as subsidiárias internacionais do grupo de origem alemã. “Temos modelos inclusive com acoplamento estanque, sem vazamento, para movimentar produtos químicos”, disse Ferreira. A linha compreende bombas com três fusos (para óleo bunker de navios, gerando alta pressão) e quatro fusos (usada em petróleo ou aplicações severas, apresentando alta vazão).

    As bombas de lóbulos compreendem modelos para aplicação industrial, feitas ferro ou de inox (para alimentos e químicos) e versões para saneamento (de ferro fundido). “Essas bombas levam a marca Tornado, e são as linhas mais recentes na companhia”, salientou.

    Corrado Vallo, diretor da Omel Bombas e Compressores, também aponta uma retração no mercado nacional de bombas. “O último ano bom mesmo de vendas foi 1992 ou 1993, quando faturávamos o dobro do que fazemos hoje”, informou. Como disse, houve alguma recuperação de negócios com a Petrobras nos governos Lula e Dilma, mas aquela euforia se revelou artificial e deixou problemas, como equipamentos prontos que não puderam ser faturados por causa da paralisação dos respectivos projetos.

    De forma geral, atuar com equipamentos engenheirados sob encomenda ainda é mais rentável do que as linhas de prateleira, estas mais atingidas pelos importados. “O setor não mudou sua configuração, mas está com grande capacidade ociosa, até mesma nas fundições, um antigo gargalo da produção”, considerou.

    Vallo comenta que a empresa consegue se manter em atividade por ter investido na diversificação de produtos e segmentos atendidos. “A prospecção de clientes em um campo tão amplo, que está sob o comando do meu irmão Marzio, tem um custo, mas está dando bons resultados”, informou.

    Atualmente, os sopradores tipo Roots, trilobados, de deslocamento positivo, representam a linha mais vendida pela empresa nacional, sendo aplicado em sistemas de transporte pneumático em diversos mercados (cimento, grãos alimentícios e outros).



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