Química

Fabricante local de nitrocelulose faz 85 anos e mira mercado global

Quimica e Derivados
1 de dezembro de 2020
    -(reset)+

    QD – Qual o papel da internacionalização dos negócios no desenvolvimento da companhia? Quanto à exportação representa no total das vendas e resultados? 

    Marcos Cruz – A Nitro já exportava seus produtos há várias décadas e, ao longo dos anos, aumentamos muito nossa participação no mercado externo. Em 2016, finalizamos a aquisição da Alchemix, em Atlanta, nos Estados Unidos, e abrimos o primeiro escritório regional fora do Brasil, em Viena, na Áustria. No ano seguinte, realizamos a aquisição da Promak, em San José, no Uruguai. Essas aquisições e investimentos na ampliação do portfólio fizeram com que a nossa presença no mercado externo ganhasse força e é muito importante para nós atendermos clientes no Brasil e no exterior. Hoje, as exportações representam cerca de metade de todo o faturamento da empresa e aproximadamente dois terços de todo o volume de nitrocelulose produzido em São Miguel são destinados a mais de 70 países do mundo em todos os continentes.

    QD – Quais os maiores problemas encontrados por um fabricante brasileiro para disputar mercados e atender bem seus clientes em outros países? Como lidar com eles?

    Marcos Cruz – As operações internacionais oferecem muitos desafios, os principais são os logísticos e os regulatórios, pois cada país importador pode contar com diferentes legislações. Nossas equipes de logística, de assuntos regulatórios e de customer services lidam com estes desafios todos os dias, com muita seriedade e comprometimento, buscando manter a qualidade e o nível de serviço nas operações internacionais.

    Para melhor atender os clientes, além das operações centrais no Brasil e das unidades do Uruguai e Estados Unidos, temos o escritório regional com uma equipe de customer services na Áustria, onde temos profissionais de várias nacionalidades e culturas, falando dez idiomas diferentes. Para aumentar a confiabilidade nas nossas entregas, temos armazéns, além de Brasil, Uruguai e dois nos Estados Unidos, na Holanda, França e Itália.

    A Nitro é uma empresa internacional muito respeitada por clientes do mundo todo e as dificuldades causadas pela pandemia foram prova disso. A competência da empresa nessas operações internacionais permitiu que nossos clientes, empresas de embalagens para alimentos ou empresas farmacêuticas, consideradas essenciais, continuassem operando apesar dos episódios de fechamentos de fronteiras portuárias ou rodoviárias, das dificuldades no transporte marítimo e mesmo a interrupção de fábricas de concorrentes na China e em outros países.

    QD – Quais são os planos da companhia para os próximos anos? Quanto precisará ser investido para isso? Há planos para internacionalizar também a produção? 

    Marcos Cruz – Nosso principal plano é seguir crescendo mediante novos investimentos e de aquisições e participações estratégicas, mas principalmente atendendo nossos clientes com produtos de excelente qualidade, com soluções cada vez mais eficientes e sustentáveis. Trabalhamos para ampliar, cada vez mais, nossa atuação nesses setores estratégicos, com compromisso de longo prazo para o setor agro, e constante inovação em especialidades químicas, que faz parte da nossa história desde a fundação. A equipe de P&D da Nitro se empenha para desenvolver soluções cada vez mais customizadas e completas, que atendem às necessidades de clientes nos diversos mercados. Além disso, somos comprometidos com a segurança das nossas operações, que são características já reconhecidas da Nitro no Brasil e no exterior, e continuaremos investindo nas nossas unidades fabris, com o objetivo de sempre melhorar nossos processos.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *