Farmacêutico e Biotecnologia

Química Fina – Expo Índia – Indústria indiana oferece produtos

Maria Silvia Martins de Souza
6 de outubro de 2001
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    Exportações gozam de isenção tributária

    Em coletiva à imprensa, o embaixador M. P. M. Menon, a presidente da CII (Confederation of Indian Industry) Rathi Vinay Jha e o diretor do ITPO B. M. Tandan divulgaram dados sobre a Índia e seu parque industrial. Com uma população de 1,027 bilhão de habitantes (censo de 2001), a Índia tem um PIB de cerca de US$ 437 bilhões, com crescimento real de 6%, em 2000.

    Suas exportações somaram US$ 32,26 bilhões, de abril a dezembro de 2000, sendo os principais itens a fibra de algodão e produtos têxteis, roupas prontas, artigos de couro, pedras preciosas, peças de joalheria e produtos agrícolas. Os artigos cujas exportações mais crescem, entretanto, são castanhas de caju, softwares, artigos eletrônicos e metais manufaturados. Os principais destinos das mercadorias são os EUA, Reino Unido, Alemanha, Japão e Bélgica. Conforme informou Menon, a baixa inflação na economia interna, aliada aos incentivos governamentais, fortaleceram a competitividade das exportações indianas nos mercados globais.

    Também a isenção de impostos, com exceção de alguns poucos itens, contribui muito em favor do produto indiano. Os lucros auferidos com exportações são isentos de imposto de renda mas, a partir do ano fiscal 2000/2001, essa medida será gradualmente eliminada ao longo de cinco anos, à taxa de 20% ao ano.

    Química e Derivados: Índia: india_queijoNo caso oposto, as importações também crescem, graças a várias ações do governo, como a racionalização das barreiras e tarifas de importação. Tem havido queda constante nessas tarifas nos últimos sete anos.

    Taxas elevadíssimas, da ordem de 350%, em junho de 1991, caíram para 35% no ano 2000-01.

    A maioria das importações de bens de capital é submetida a um imposto aduaneiro básico da ordem de 25%. A estrutura tarifária é favorável a empresas que desejam importar equipamentos para estabelecer projetos no setor de infra-estrutura. Matérias-primas, insumos e peças, objetivando a manufatura de bens para exportação, podem ser importadas com isenção de taxas, por meio de licença. Além disso, o governo está empenhado em eliminar gradualmente todas as quotas de importação até 2005, conforme compromisso assumido com a OMC (Organização Mundial de Comércio).

    O incremento das importações tem outras explicações. “O mercado indiano, é vasto e crescente”, disse Tandan. As vendas de eletrodomésticos mostraram crescimento impressionante durante a década de 1990. Em 1993-94, as famílias possuíam 586 milhões de bens duráveis, quantia essa que atingiu os 705 milhões em 1995-96, ou seja, um incremento de cerca de 20,3% em dois anos. O aumento no número de famílias chefiadas por assalariados, profissionais liberais e homens de negócio, e a disponibidade de financiamentos aos consumidores alimentam a expectativa de continuidade do boom de consumo.

    Comércio com o Brasil – Os dados fornecidos pela embaixada dão conta de que comércio bilateral entre Índia e Brasil encontra-se em ascensão. O Brasil exportou para a Índia, no ano passado, US$ 217 milhões, incluindo na pauta desde óleo de soja, açúcar, produtos de papel e celulose, até máquinas, ferramentas e automóveis. Na mão inversa, as exportações da Índia para o Brasil aumentaram de US$ 12 milhões, em 1992, para US$ 271 milhões, em 2000. Neste ano, só no primeiro semestre a soma atingiu US$ 244 milhões, um crescimento de 150% sobre igual período de 2000. Os produtos químicos e farmacêuticos foram os que registraram incremento mais expressivo dentre as importações brasileiras. Esse desempenho é o resultado das novas estratégias comerciais desenvolvidas pelo governo indiano. Exemplo disso é a própria Expo Índia 2001, evento que integra o programa oficial “Focus LAC” (Foco nos Países da América Latina), criado há quatro anos pelo Ministério do Comércio daquele país, com o objetivo de divulgar o potencial tecnológico e produtivo da Índia, buscando novas parcerias comerciais. No seu âmbito, feiras comerciais e industriais semelhantes à Expo Índia 2001 foram realizadas na Venezuela, Chile, México e Colômbia.

    As pequenas empresas indianas também têm recebido grande apoio para desenvolver-se tecnologicamente e exportar. São vistas como a solução para gerar oportunidades crescentes de emprego, eliminar desequilíbrios regionais e propiciar crescimento econômico acelerado na sociedade indiana. Hoje as indústrias de menor escala produzem uma série ampla de itens, não só convencionais mas também sofisticados, incluindo produtos industriais e bens duráveis. Várias pequenas empresas empregam sistemas de qualidade ISO- 9000. O setor com maior número de empresas é o químico, com cerca de 35% do total. As pequenas indústrias indianas têm uma presença forte no mercado internacional, sendo responsáveis por cerca de 34% do total das exportações do país. “O processo de liberalização econômica levou este setor a ser mundialmente competitivo, não só em termos de preço mas também quanto à qualidade”, disse o diretor do departamento de desenvolvimento do SSI (Ministry of Small Scale Industries) A. K. Gogia. O estande do departamento na feira divulgava produtos de 52 pequenas empresas, incluindo uma grande variedade de itens. Informou Gogia que a missão do departamento é dar apoio a exportadores potenciais em feiras como esta. Interessados em mais informações sobre os produtos oferecidos para exportação pelas pequenas indústrias indianas podem obtê-las no site www.smallindustryindia.com.



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