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22 de dezembro de 2014

Especialidades: Líder em papel, Solenis mira a água

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Criada em agosto deste ano, após a aquisição da Ashland Water Technologies (AWT) pelo fundo de investimentos Clayton, Dubilier & Rice (CDR, dos EUA), a Solenis já nasce gigante. Líder mundial no fornecimento de especialidades químicas para o setor de papel e celulose, detentora da marca e da tecnologia da Hercules, a companhia também tem atuação de respeito em água industrial e pode crescer no setor de água e efluentes municipais, com presença em 118 países. Afinal, a água é o insumo usado em maior volume no setor de celulose e papel.

    Contar a história da Solenis exige um esforço considerável de memória. As companhias químicas Hercules e BetzDearborn tinham uma posição global muito forte no setor de papel e celulose e, em 1998, resolveram unir forças para criar um player global nesse setor. A BetzDearborn tinha interesses também no tratamento de águas e efluentes industriais e municipais. No Brasil, havia comprado a Grace, que tinha absorvido a antiga Aquatec – por sua vez, herdeira da operação brasileira da Drew, que aqui atuou até os anos 1970.

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    “Ocorre que a Hercules, pensando em crescer, assumiu elevado endividamento e precisou vender a unidade de negócios de tratamento de água, exceto os interesses em papel e celulose, para a GE, que formou a GE Water”, comentou John Panichella, presidente e CEO da Solenis. Já em 2008, a Ashland comprou a Hercules, de olho na participação no mercado de celulose e papel. Ocorre que a Ashland comprara em 1981 a antiga Drew, em escala global, e também a alemã Stockhausen (ex-DegussaHüls), fabricante de polímeros derivados do ácido acrílico e suas emulsões. Essas empresas são mundialmente conhecidas por suas tecnologias nos mercados industrial e municipal de água e efluentes.

    A aquisição do fundo CDR volta a reunir na mesma empresa – a Solenis – as atividades que foram separadas nos tempos a Hercules, somando novas tecnologias de produtos e de aplicações. “Em escala mundial, temos 30% do mercado de água e especialidades para papel e celulose, porém apenas 10% do tratamento de águas nas demais atividades”, informou Panichella.

    Ele informou que a companhia obtém a maior parte de seu faturamento com o portfólio de produtos com menos de cinco anos de vida, evidenciando o caráter inovador. Além disso, possui boa participação nos mercados emergentes (leia-se Ásia e América Latina). “Nós oferecemos melhorias reais e mensuráveis para os seus processos”, disse o CEO.

    No Brasil, a estratégia de negócios enfoca os grandes clientes do setor de celulose, como CMPC, Fibria, Klabin, Suzano, além de ingressar nas refinarias da Petrobras. “Os 60 maiores clientes representam 30% do nosso faturamento local”, afirmou Wanderley Flosi Filho, vice-presidente para a América Latina da Solenis Especialidades Químicas Limitada.

    No caso da Petrobras, a companhia atacou as torres de resfriamento de água das unidades de refino, sistemas de grande porte que necessitam de cuidados especiais contra corrosão. “Temos soluções que oferecem resultados excelentes com custo inferior de operação”, afirmou.

    O destaque, nesse caso, fica com o On Guard Control, sistema de controle otimizado da qualidade do tratamento de água de resfriamento. “Os sistemas da concorrência medem a corrosão pelo teor de marcadores presentes na água, geralmente usando dosagem de produtos acima da necessária”, explicou Panichella. “Nosso sistema faz a leitura direta da corrosão e da contaminação biológica do meio, aplicando a dosagem exata requerida em cada momento, sem desperdícios.” O sistema foi lançando mundialmente em 2013 e já está sendo usado em empresas de celulose e em refinarias brasileiras.

    Na área de papel e celulose, o coração da Solenis, as inovações não se restringem à água do processo, mas se direcionam às características dos produtos finais, como papéis tissue ou de embalagem. A empresa oferece vários produtos químicos para melhorar a resistência a seco e a úmido das folhas, entre eles a polivinil amina, que poderá se produzida no Brasil.

    A Solenis possui 3.500 funcionários em todo o mundo, dos quais 400 estão na América Latina, região na qual mantém quatro de suas 30 fábricas, três delas no Brasil (Paulínia, Americana e Leme, todas no estado de São Paulo) e uma no México. A existência de três plantas no Brasil se explica pelo histórico de aquisições promovido nos últimos quinze anos. “Estamos estudando para ver se podemos racionalizar a produção brasileira em menos unidades, vamos verificar o custo/performance das alternativas nos próximos anos”, afirmou Panichella. A área de pesquisa e desenvolvimento concentra cientistas e especialistas em centros localizados nos Estados Unidos e na Europa. “As atividades de P&D precisam ser concentradas para avançar mais rápido”, comentou.


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      1. Romualdo Batista Neves

        Sou tecnólogo em Gestão Ambiental, curso NR 13,35,20, curso de empilhadeira, operador de campo ( fabricação hidrogênio) conheço todo processo de geração de calor, torres alpinas ( resfriamento), estou a disposição,especializado em coletas de águas indústrias, residuárias, gostaria de trabalhar com vocês, para operador utilidades, empilhadeirista.


      2. adriano

        Boa noite. Gostaria de saber se esta contrato um tecnico. De campo l para a area da fibria em tres lagoas pois tenho interesse estou a disposiçao e tenho conhecimento ja da area aguardo um contato ou telefone 67-93074471 muito obrigado


      3. DEIVSON BARBOSA DA SILVA

        Boa noite, achei um anuncio no qual a Solenis esta precisando de um tecnico de campo aqui para Pernambuco Como estou desempregado a 2 meses gostaria de saber se essa vaga esta em aberta me interessei muito, se estiver em aberta gostaria de me candidatar.



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