Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Espaço para testar insumos conquista formuladores de cosméticos

Hamilton Almeida
27 de novembro de 2018
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    Química e Derivados, Espaço para testar insumos conquista a atenção dos formuladores de cosméticos

    Química e Derivados, Espaço para testar insumos conquista a atenção dos formuladores de cosméticos

    Química e Derivados, Espaço para testar insumos conquista a atenção dos formuladores de cosméticos

    Um público recorde à cata de novidades e atualização profissional marcou a 5ª edição da in-Cosmetics Latin America, nos dias 19 e 20 de setembro, no pavilhão azul do Expo Center Norte, na capital paulista. Um total de 4.844 visitantes (3,3% superior a 2017), sendo 54% novos, teve a oportunidade de ver de perto o que mais de 150 marcas de 22 países estão desenvolvendo.

    Química e Derivados, Zanetti: interesse de grandes players consolida a exposição ©QD Foto: Divulgação

    Zanetti: interesse de grandes players consolida a exposição

    Na visão dos organizadores, esta foi uma edição histórica assinalada pelos números e, principalmente, pela consolidação de um ecossistema único. O formulador que participou do evento conheceu e testou ingredientes inovadores, teve acesso aos maiores nomes da indústria, aprendeu sobre regulamentação, novos comportamentos e diferenças regionais e entendeu como traduzir esses insights em oportunidades reais de negócios.

    “A validação acontece quando empresas como a Sarfam e a Gattefossé escolhem a in-Cosmetics Latin America para um lançamento mundial. Isso significa que o planejamento estratégico passa pela feira como um ambiente perfeito para apresentação de suas próximas apostas”, declarou o diretor da mostra, Daniel Zanetti.

    Com o tamanho 6% maior em comparação com o ano passado – 28 novos expositores –, a feira também exibiu ingredientes lançados na exposição global de abril, em Amsterdã (Holanda), como o PrimalHyal Ultrafiller, da Givaudan. A produção made in Brazil mostrou a sua força com o ativo da Chemyunion que protege a fibra capilar da agressão térmica, e as alternativas naturais ao silicone, da Beraca, entre outros.

    Nesse movimentado ramo industrial vêm ganhando espaço os ingredientes antipoluição, antiestresse, contra a luz azul dos computadores e dispositivos móveis, os protetores solares… É notória igualmente a maior procura tanto por produtos masculinos como de sem gênero.

    Química e Derivados, Basílio da Silva: expectativas são muito favoráveis ao setor ©QD Foto: Divulgação

    Basílio da Silva: expectativas são muito favoráveis ao setor

    Os cuidados com a pele e o cabelo lideram a demanda mundial. Ao mesmo tempo, movimentos sociológicos revelam novas tribos de consumidores que impactarão o setor nos próximos três a cinco anos: “ativistas locais”, que têm interesse contínuo em marcas independentes e de nicho; os que usam produtos premium; os “cautelosos”, que respeitam a saúde e o meio ambiente; e os “radical dandies”, entre outras correntes, na definição de Fernanda Pigatto, da Beautystreams, plataforma online de tendências.

    Bons números não faltam para celebrar o momento. O presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio, projeta um crescimento real de 1,5% a 2% ao final deste ano, comparado ao desempenho do exercício passado. O faturamento preço fábrica, sem impostos, deverá somar R$ 52 bilhões em 2018.

    E 2019 poderá ser melhor ainda, se confirmada a sua previsão de expansão de 4,1%, já descontada a inflação. “Aí, voltaremos a recuperar o patamar de 2015”, afirmou. O ano de 2015 é um ponto fora da curva. Foi a primeira vez, em relação aos 23 anos anteriores, que houve uma retração no comércio de HPPC. As estatísticas da associação registram uma queda real no faturamento de 9% em 2015, e de 6% em 2016. Nesses dois anos, devido à elevação da carga tributária, tanto no IPI como no ICMS, em 22 Estados e o Distrito Federal, aliada à crise econômica que aumentou o desemprego, o segmento apresentou perdas muito próximas à da indústria em geral (-8,3% e -6,6%, respectivamente).



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