Conceito ESG: a química fina está fazendo a sua parte – Abifina

Atuar no universo corporativo na atualidade não significa mais precisar escolher entre construir um mundo mais sustentável ou ter bons resultados financeiros. O conceito ESG (Environmental, Social and Governance) serve como um termômetro para avaliar se as práticas de uma organização são socialmente responsáveis e sustentáveis. Estas não são apenas práticas louváveis, mas também têm se mostrado essenciais para a saúde financeira das empresas.

Conceito ESG na química fina

A indústria da química fina no Brasil, especificamente, tem se destacado em sua jornada ESG. A Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina), como parte de sua agenda estratégica para 2023, lançou seu segundo relatório sobre o tema, demonstrando as iniciativas de sucesso de seus associados nestas três vertentes. As ações descritas vão desde estudos de materialidade e gestão energética até combate à corrupção, alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Um exemplo notável está no segmento de catalisadores, com soluções que enfatizam a economia circular. Uma inovação, por exemplo, é um catalisador para reciclagem química de resíduos sólidos urbanos, capaz de converter chips de pneus inservíveis em combustíveis líquidos.

ESG no Setor agrícola

No setor de insumos agrícolas, as novidades são igualmente animadoras. O Brasil possui o maior programa global de logística reversa para destinação apropriada de embalagens de defensivos agrícolas. Empresas deste setor têm adotado medidas como a redução das emissões durante o transporte de produtos, uso integral de energia renovável em seus complexos industriais e gestão rigorosa de emissões de carbono e resíduos.

Conceito ESG na saúde

O setor de saúde também tem evidenciado sua dedicação à sustentabilidade, especialmente as indústrias produtoras de medicamentos, vacinas, insumos farmacêuticos ativos e kits diagnósticos. Estas empresas têm intensificado seus compromissos com o conceito ESG, adotando práticas como adesão ao Pacto Global da ONU, gestão ambiental robusta, e a transição para fontes renováveis de energia.

No pilar social, têm se destacado por apoiar projetos que beneficiam grupos vulneráveis, promover a diversidade e inclusão, e estabelecer parcerias estratégicas com instituições renomadas, como a Fundação Amazônia Sustentável. O foco na saúde e bem-estar dos colaboradores e comunidades, bem como programas de capacitação, demonstram um compromisso com o desenvolvimento humano sustentável.

Já em termos de governança, a estruturação de Comitês de Ética, Compliance e ESG, aliada à implementação rigorosa de códigos de conduta e políticas anticorrupção, sublinha a importância de uma gestão transparente e ética. A existência de canais de ouvidoria e denúncias, bem como auditorias periódicas, reforça esse compromisso, garantindo que as práticas empresariais estejam alinhadas com os mais altos padrões de integridade corporativa.

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Albifina

ESG: a química fina está fazendo a sua parte - Abifina ©QD Foto: iStockphoto
Juliana Megid é vice-presidente de Planejamento Estratégico da Abifina

São inúmeras as iniciativas evidenciando que as empresas nacionais da química fina estão não só atentas, mas engajadas no conceito ESG. A própria Abifina vem, há anos, atuando nesta direção, possuindo um histórico de ações no campo da sustentabilidade e da biodiversidade, que vão desde a Eco-92, quando participou em eventos relacionados à transferência de tecnologia e propriedade intelectual, passando pela conferência Rio+20, em 2012, o protagonismo na construção do marco legal de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional, chegando em 2021, quando reforçou seu compromisso com práticas sustentáveis no âmbito da indústria ao integrar o Fórum da Geração Ecológica, um colegiado de mais de 40 especialistas e representantes de organizações da sociedade civil de apoio à elaboração de um Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável.

Como já se sabe, o Complexo Industrial da Química Fina (CIQF) é responsável por 20,5% do faturamento do setor químico no Brasil. E diversos estudos apontam que as empresas e organizações que adotam práticas ambientais, sociais e de governança alcançam melhores impactos positivos, como maior lucratividade e aumento de seu valor de mercado a longo prazo. O caminho é esse para a indústria nacional como um todo e a química fina está fazendo a sua parte.

Texto: Juliana Megid*

*Juliana Megid é vice-presidente de Planejamento Estratégico da Abifina

Combate à pirataria de defensivos agrícolas - Abifina ©QD Foto: iStockPhoto

ABIFINA

A Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA) trabalha há 36 anos pelo desenvolvimento do parque industrial do setor no Brasil comprometida com a transparência, a ética e o avanço econômico nacional.

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