Aromas e Fragrâncias

Escassez de matérias-primas reduz oferta de oleoquímicos – Ácidos Graxos

Renata Pachione
6 de novembro de 2020
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    Arroz – O mercado brasileiro do ácido graxo destilado de arroz desponta como um dos de maior potencial de crescimento. Líder na produção de ácido graxo destilado de arroz na América Latina, a Irgovel hoje produz em torno de 700 t/ano, porém, de acordo com seu diretor, tem grande potencial para aumentar este volume. Vale dizer que toda a produção da companhia se destina ao mercado doméstico. “Atualmente não há espaço para exportação”, explica.

    O ritmo produtivo dessa indústria é limitado pela oferta sazonal da matéria-prima considerada ideal para produção de ácido graxo destilado de arroz, no caso, o farelo de arroz gordo com alta acidez. Ávila afirma que um caminho para suprir uma demanda maior seria optar pela produção de ácido graxo destilado de arroz a partir do óleo de arroz com baixa acidez. No entanto, o valor do produto final ficaria muito mais alto. “Acredito que os consumidores não suportariam uma alta além do atual, que já é um recorde histórico se comparado a períodos anteriores”, diz.

    Uma boa notícia é que o governo sinalizou a retirada momentânea da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de arroz em casca e também de arroz beneficiado, numa tentativa de frear a alta de preços do complexo do arroz e, consequentemente, poderá de algum modo afetar os derivados do arroz.

    Este segmento do mercado, por tradição, tem como principais consumidores os segmentos de higiene e limpeza. No entanto, Ávila diagnosticou uma nova demanda: a dos fabricantes de lubrificantes. Segundo ele, esse movimento tem a ver com a qualidade técnica e o desempenho do ácido graxo destilado de arroz que são superiores, se comparado a outros ácidos graxos.



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