Equipamentos – Parcelamento, leasing e venda em cartão atraem clientes

Faturamento no cartão de crédito ou via boleto, com parcelamento entre três e doze vezes – em alguns casos, até sem juros – estão entre as alternativas de financiamento oferecidas pelos negociantes aos potenciais compradores, além de condições especiais à vista.

Mas existem outros atrativos para chamar vendas, como a variação dos preços dos usados, quando comparados com os dos novos, canais de negociação mais ágeis e seguros, além de rapidez na entrega.

Por exemplo, o preço de um misturador de pó novo, tipo “V”, de 100 litros, varia entre R$ 20 mil a 25 mil e o tempo de produção é de 45 e 60 dias, estima Raul Santucci, gerente comercial da Fórmula Equipamentos.

Em contrapartida, sua empresa que às vezes parcela, sem juros, vendeu um equipamento usado recentemente, com perfil semelhante, por cerca de R$ 15 mil, com pronta-entrega.

Na média, diz ele, o comprador economiza entre 20% e 70% no custo e adquire um equipamento que, mesmo usado, funciona com eficiência e tem longa durabilidade.

Ganha também agilidade operacional, ao se livrar do prazo de entrega de um novo, cuja fabricação demanda de 30 a 60 dias. Santucci acrescenta que, via leasing, os juros podem ser mais baixos.

Nessa condição, o bem entra como garantia, o cliente desembolsa 20% do valor total no ato da compra e financia o restante da dívida pela rede bancária.

“Na verdade, o parcelamento direto sai mais em conta, por não acrescentarmos juros, mas o prazo é menor. No caso de leasing, a taxa varia de acordo com o banco, mas existem linhas de juros do BNDES (para equipamentos novos) que são as mais baixas do mercado. Temos parcerias com caldeirarias que fabricam alguns equipamentos, justamente para conseguirmos atender a maior demanda de clientes que nos chegam. Fazemos de tudo para não perder vendas”, afirmou Santucci.

José Cavalcanti, sócio-fundador do grupo Jemp, aposta na flexibilidade de sua plataforma – a empresa fornece equipamentos novos e usados – na percepção e no senso de oportunidade do comprador, para alavancar seus negócios.

Mas, por precaução estratégica, prefere não divulgar condições de financiamento, nem citar nomes de compradores.

Química e Derivados - Equipamentos - Parcelamento, leasing e venda em cartão atraem clientes ©QD Foto: Divulgação
Tanques de aço inoxidável são bastante procurados

Contudo, ao longo dos anos, segundo ele, a empresa registrou “diversos casos de clientes que iniciaram suas operações mediante a compra de equipamentos seminovos e usados da Jemp. Nessa trajetória, começaram em unidades fabris quase artesanais, com apenas dois ou três funcionários, e, posteriormente, tornaram-se potências de mercado. Esses clientes, que cresceram conosco, desenvolveram um relacionamento de parceria extremamente duradoura e fiel. Nelas, a preferência pela Jemp é certeira, quando há a necessidade de novos investimentos”, argumenta.

Cerca de 60% das vendas a prazo da Expomaq incluem juros e o parcelamento, quando ocorre, é fechado em seis a dez vezes, no máximo.

Antes, porém, a empresa avalia rigorosamente a reputação financeira dos clientes. “Só financiamos para quem tem um CNPJ muito bem estruturado, ou seja, nosso conhecido”, justifica o diretor comercial Felipe Antonicci Exposito.

A empresa também tenta esclarecer os riscos a que estão sujeitos os clientes ao optarem pela aquisição de um equipamento novo.

“É difícil fabricar equipamentos como reator industrial para aquecimento, misturador químico, trocador de calor, trocador de placas, moinho de tintas, tanques de aço inox de mil a 200 mil litros etc. Além do custo e da especificação correta da matéria-prima, há outros indicadores de qualidade e de desempenho operacional que precisam ser monitorados e levados em conta pelo fabricante” alerta o diretor.

Na filial brasileira da EquipNet, as vendas sempre são fechadas à vista, 90% delas via marketplace.

Em contrapartida, antes mesmo da compra, os clientes recebem monitoramento diferenciado e têm amplo acesso ao conteúdo informativo desse canal, visando subsidiar suas decisões, argumenta Roberta Bosignoli, gerente de operações e de desenvolvimento de negócios da companhia.

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Roberta da EquipNet ©QD Foto: Divulgação

“Prestamos suporte completo aos vendedores e potenciais compradores, atuando como uma ponte qualificada entre ambos; assessoramos desde a avaliação dos equipamentos até a precificação, indicação do canal de venda adequado etc.”, afirma.

Além disso, acrescenta Roberta, “o comprador pode visitar e inspecionar os equipamentos antes da conclusão efetiva da compra. Essa é uma prática que nós disponibilizamos e incentivamos com o propósito de oferecer a melhor experiência possível. Depois da compra realizada, outro grande diferencial nosso é que o comprador tem o equipamento instalado em sua fábrica, em curto prazo, sem comparação com o tempo que seria necessário no caso da aquisição de um equipamento novo”.

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