Equipamentos – Grundfos investe para suprir demanda por bombas

“Em geral, as linhas de inox estão sendo importadas, mas logo serão montadas no Brasil”, comentou Sandanelli. São equipamentos de aplicação sanitária, que aceitam limpeza no lugar (CIP), usando liga inox 316 (interior e exterior).

Ele comentou que o volume de vendas anual das quatro divisões está equilibrado, com cerca de 25% para cada uma delas. Nos próximos anos, ele espera que a divisão CBS amplie sua participação, acompanhando a demanda nacional.

Custos elevados – Um empecilho para os planos de ampliar a fabricação local são os custos elevados apresentados pelo país. Sandanelli comentou que o grupo dinamarquês possui várias fábricas ao redor do mundo, a exemplo do México e da China. “Temos duas unidades mexicanas que atendem à demanda da América do Norte, mas não fabricam os mesmos produtos que produzimos aqui”, explicou.

Segundo o executivo, os custos de produção no México são muito menores que no Brasil. “Os mexicanos estão se saindo melhor do que a China. Eles têm mão de obra qualificada e de baixo custo, câmbio favorável e logística eficiente”, avaliou. As fábricas chinesas se mostram mais competitivas em equipamentos seriados, fabricados em alto volume. Ele comentou que o grupo internacional tem transferido a produção de peças para as unidades mexicanas.

Apesar disso, a maior fonte de bombas e peças para a Grundfos brasileira ainda é a matriz, na Dinamarca. “Estamos estudando como ampliar nossa produção em São Bernardo, realocando a área de estocagem, adotando mais turnos e até pensando em comprar mais áreas operacionais”, revelou. Isso justificaria a aquisição de empresas concorrentes. “Estamos mais interessados em área fabril do que em portfólio, pois o nosso é bastante amplo e não pretendemos ir além do nosso core business”, salientou.

A despeito das dificuldades competitivas, a filial brasileira ainda consegue obter entre 5% e 10% de seu faturamento anual com exportações, normalmente direcionadas para outros países da América Latina. “Nosso foco é o mercado interno”, afirmou o gerente geral.

Uma das estratégias mundiais da Grundfos para aumentar sua produtividade e reduzir custos consiste na padronização de componentes, tanto o quanto possível. Essa padronização abrange até a pintura dos equipamentos. Com isso, é possível operar com estoques menores de peças, item que também facilita a manutenção.

Aliás, as operações de reparos e revisões de conjuntos de bombeamento representam entre 5% e 10% do faturamento anual da subsidiária local, valor interpretado como relevante para a companhia. “Os clientes querem suporte técnico e baixo custo de manutenção”, explicou. Os produtos seriados têm uma rede de assistência técnica nacional com 80 prestadores de serviços credenciados. Alguns modelos, no entanto, só são abertos e consertados na unidade de São Bernardo do Campo.

Permanece como incógnita a evolução das vendas para a Petrobras. Grande consumidora das bombas para utilidades, a estatal é exigente tanto na qualidade dos equipamentos quanto no seu grau de nacionalização. A subsidiária brasileira possui alguns modelos totalmente fabricados aqui, caso da linha de combate a incêndio, em parte herdada da Mark. “Quando se verifica o índice de produção nacional de todo o faturamento da empresa, nós estamos acima dos 65% requeridos”, explicou. Em geral, cerca de dois terços do faturamento no país decorrem de produtos feitos ou montados aqui.

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