Equipamentos e Máquinas Industriais

Equipamentos – Grundfos investe para suprir demanda por bombas

Marcelo Fairbanks
22 de fevereiro de 2013
    -(reset)+

    “Em geral, as linhas de inox estão sendo importadas, mas logo serão montadas no Brasil”, comentou Sandanelli. São equipamentos de aplicação sanitária, que aceitam limpeza no lugar (CIP), usando liga inox 316 (interior e exterior).

    Ele comentou que o volume de vendas anual das quatro divisões está equilibrado, com cerca de 25% para cada uma delas. Nos próximos anos, ele espera que a divisão CBS amplie sua participação, acompanhando a demanda nacional.

    Custos elevados – Um empecilho para os planos de ampliar a fabricação local são os custos elevados apresentados pelo país. Sandanelli comentou que o grupo dinamarquês possui várias fábricas ao redor do mundo, a exemplo do México e da China. “Temos duas unidades mexicanas que atendem à demanda da América do Norte, mas não fabricam os mesmos produtos que produzimos aqui”, explicou.

    Segundo o executivo, os custos de produção no México são muito menores que no Brasil. “Os mexicanos estão se saindo melhor do que a China. Eles têm mão de obra qualificada e de baixo custo, câmbio favorável e logística eficiente”, avaliou. As fábricas chinesas se mostram mais competitivas em equipamentos seriados, fabricados em alto volume. Ele comentou que o grupo internacional tem transferido a produção de peças para as unidades mexicanas.

    Apesar disso, a maior fonte de bombas e peças para a Grundfos brasileira ainda é a matriz, na Dinamarca. “Estamos estudando como ampliar nossa produção em São Bernardo, realocando a área de estocagem, adotando mais turnos e até pensando em comprar mais áreas operacionais”, revelou. Isso justificaria a aquisição de empresas concorrentes. “Estamos mais interessados em área fabril do que em portfólio, pois o nosso é bastante amplo e não pretendemos ir além do nosso core business”, salientou.

    A despeito das dificuldades competitivas, a filial brasileira ainda consegue obter entre 5% e 10% de seu faturamento anual com exportações, normalmente direcionadas para outros países da América Latina. “Nosso foco é o mercado interno”, afirmou o gerente geral.

    Uma das estratégias mundiais da Grundfos para aumentar sua produtividade e reduzir custos consiste na padronização de componentes, tanto o quanto possível. Essa padronização abrange até a pintura dos equipamentos. Com isso, é possível operar com estoques menores de peças, item que também facilita a manutenção.

    Aliás, as operações de reparos e revisões de conjuntos de bombeamento representam entre 5% e 10% do faturamento anual da subsidiária local, valor interpretado como relevante para a companhia. “Os clientes querem suporte técnico e baixo custo de manutenção”, explicou. Os produtos seriados têm uma rede de assistência técnica nacional com 80 prestadores de serviços credenciados. Alguns modelos, no entanto, só são abertos e consertados na unidade de São Bernardo do Campo.

    Permanece como incógnita a evolução das vendas para a Petrobras. Grande consumidora das bombas para utilidades, a estatal é exigente tanto na qualidade dos equipamentos quanto no seu grau de nacionalização. A subsidiária brasileira possui alguns modelos totalmente fabricados aqui, caso da linha de combate a incêndio, em parte herdada da Mark. “Quando se verifica o índice de produção nacional de todo o faturamento da empresa, nós estamos acima dos 65% requeridos”, explicou. Em geral, cerca de dois terços do faturamento no país decorrem de produtos feitos ou montados aqui.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *