Química

Entrevista: Walter Piccirillo Pinto, fundador da Ipel Itibanyl

Quimica e Derivados
29 de julho de 2013
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    QD – Montar equipes também é complicado?
    Piccirillo – Começamos com três funcionários, hoje temos perto de 70. Eles sempre ajudaram a empresa a crescer. Há pessoas que começaram em funções como portaria e limpeza, a empresa acreditou nelas, investiu em capacitação e formação, e hoje essas pessoas ocupam funções nas áreas de expedição, administração e técnica. Além disso, a maior parte da diretoria e da gerência iniciou em cargos operacionais e cresceram junto com a empresa. Se o empregado cresce, a empresa cresce também. Todos têm um bom potencial, basta dar uma oportunidade. Aqui tudo é simples. Qualquer um fala comigo diretamente, o ambiente de trabalho é o melhor possível. As pessoas passam um terço do seu tempo no trabalho e procuramos oferecer um ambiente sadio e motivador para todos. Além disso, temos a mentalidade de que não adianta procurar culpados, mas buscar soluções para os problemas que aparecem. Os resultados são da equipe. E uma equipe não pode ser formada por heróis e cabeças de bagre. Todos contribuem para alcançar o resultado. Para isso, todos são estimulados a ter uma atitude participativa, e se sentirem úteis e responsáveis. Isso é fundamental.

    QD – É uma visão bem moderna de relações humanas.
    Piccirillo – E dá resultado. Como a equipe é valorizada, todos compartilham conhecimentos. Quem sabe alguma coisa, ensina os outros. Surgem muitas sugestões para melhorar processos e produtos. E elas são sempre bem acolhidas. Ter esse diálogo interno é muito importante.

    QD – Mas é preciso manter a rentabilidade.
    Piccirillo – Certamente, mas acredito que a única coisa que realmente temos é a própria vida, portanto, precisamos viver da melhor maneira possível, ser úteis para alguma coisa e deixar algo útil. Na minha vida, nunca fiz nada com dinheiro. Fiz muita coisa com ideias e elas deram retorno. Fico feliz em poder retribuir.

    QD – Uma curiosidade: de onde veio o nome Ipel Itibanyl?
    Piccirillo – Foi uma coincidência até engraçada. Quando montei a empresa, há quase vinte e cinco anos, precisava dar um nome para ela. Como pretendíamos fazer emulsões, queria um nome terminado em “yl”, já que o radical vinil (vinyl, no inglês) era parte da maioria das emulsões. Eu também queria fazer uma referência a Atibaia, cidade onde moro. As combinações não estavam indo bem, até que, durante o banho, veio um nome na minha cabeça: Itibanyl. Ficou Itibanyl Indústria Química. Em uma oportunidade recebi a visita de um cliente de origem japonesa que me disse que a empresa teria muito sucesso, porque o fonema “itiban” em japonês remete à ideia de ser o primeiro. Quando passamos a fazer especialidades, o nome já não era tão bom, além disso, era comprido. Troquei para Ipel, sigla de Itibanyl Produtos Especiais Ltda., que é mais fácil de lembrar e de falar, além de manter o Itibanyl.



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