Tintas e Revestimentos

Entrevista: Fabricante de tintas nasce para ser líder

Quimica e Derivados
16 de outubro de 2013
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    QD – Cujas intervenções muitas vezes geram distorções…
    Oliveira – De fato, há represamento de vendas na expectativa de novos benefícios, há tratamento favorecido para um setor e não para outros, não se atacam os gargalos estruturais, como as carências logísticas, a complexidade tributária etc. Mas beneficiam o setor, de alguma forma. As mudanças frequentes de regras, em especial na área econômica, acabam por afastar os investidores estrangeiros. A variação cambial, por sua vez, também desperta receios nos investidores. Para nós, isso não muda nossos planos, estamos preparados, temos capital, tecnologia e o pessoal está muito motivado.

    QD – A construção civil sofreu mais do que o setor automotivo?
    Oliveira – Sofreu mais, sim. Ao mesmo tempo, o potencial é imenso. Há uma previsão da entrega de 23 milhões de novas moradias até 2020 no país, sem contar as reformas. O mercado nacional de tintas imobiliárias já está acima de um bilhão de litros por ano e o consumo per capita ainda é baixo, em relação aos Estados Unidos e Europa. Não podemos ficar fora disso. Lembre-se que o Brasil constrói principalmente com tijolos e concreto, é um substrato diferente do usado em outros mercados, por isso é considerado como uma particularidade, favorecendo a fabricação local.

    QD – O nome Axalta quer dizer alguma coisa?
    Oliveira – Esse nome foi criado com o auxílio da FutureBrand, uma empresa internacional especializada. Ela realizou uma pesquisa ampla, com clientes e funcionários da empresa em vários lugares do mundo. Ela identificou os valores corporativos e a imagem externa da empresa e com base neles organizou um concurso interno para sugerir nomes. Alguns funcionários foram premiados pela colaboração. Axalta venceu porque passa a ideia de exaltar, elevar. Pode ser pronunciado com facilidade em várias línguas, embora cause algum desconforto em alemão e em chinês. O nome foi bem recebido tanto pelo pessoal interno como pelos clientes. Depois que você se acostuma com a pronúncia, fica fácil. Aliás, é “eczalta”.



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