Química

Entrevista: Arkema investe na produção nacional

Quimica e Derivados
20 de maio de 2014
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    QD – A fábrica brasileira será usada para suprir clientes na América do Sul?
    E.S. – A América do Sul é um bom mercado para produtos de alto valor agregado, é o caso dos nossos aditivos e das resinas para adesivos sensíveis a pressão (PSA). Para as emulsões, nem tanto. O custo de transporte é muito alto e já existem fornecedores locais nos principais países consumidores.

    QD – Qual a posição da Arkema no mercado global de acrílicos?
    E.S. – Hoje nós disputamos de perto com a Basf e a Dow esse mercado. Aliás, nós crescemos muito nos Estados Unidos mediante a compra de algumas fábricas que foram colocadas à venda após a aquisição da Rohm and Haas pela Dow, para atender à ordem do órgão de controle da concorrência de lá. Foi muito bom para nós.

    QD – Em que pé está o projeto da Arkema de produzir acrílico a partir de glicerina?
    E.S. – O processo foi desenvolvido em pequena escala, mas não está mais avançando. A Europa parou de estimular o crescimento da produção de biodiesel, do qual a glicerina é um subproduto.

    QD – Como a companhia está avançando nas especialidades?
    E.S. – Isso é um ponto forte para nós. As aquisições da Coatex, da Cray Valley e da Sartomer nos colocaram em uma excelente posição, tanto em termos de mercado quanto em tecnologia. A Cray Valley e Sartomer têm produtos únicos para tintas em pó e de cura por ultravioleta, por exemplo, um mercado muito interessante. No Brasil, a concorrência com insumos asiáticos é muito forte, mas eles nem sempre entregam a qualidade exigida pelos clientes. As aplicações mais qualificadas não são muito atingidas.

    QD – O PVDF tem mercado no Brasil?
    E.S. – É a nossa linha Kynar, que tem grande participação nos EUA, Europa e China, onde a fabricamos. Aqui no Brasil, temos há anos um grande demanda para revestimento dos flexíveis usados em offshore, pois o PVDF tem elevada resistência ao intemperismo e inércia química. Mas a Petrobras está usando alternativas de menor custo. Na área de coatings, o Kynar Flex apresenta excelente desempenho em mangueiras, até mesmo na distribuição de água potável, pois não libera bisfenol nem outras substâncias indesejáveis. O PVDF também é usado como aditivo de polimerização de poliolefinas. A demanda brasileira, porém, ainda é pequena para justificar a instalação de uma fábrica local.

    QD – Para o futuro, qual a intenção da Arkema no Brasil?
    E.S. – Queremos continuar a investir no país, a fábrica de emulsões é um exemplo. Precisamos superar as dificuldades, sem desanimar nunca.



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