Logística, Transporte e Embalagens

Entraves regulatórios atrasam a chegada de inovações – Embalagens

Hamilton Almeida
31 de maio de 2019
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    Normas – Indagado sobre como as normas regulatórias influenciam a seleção e o desenho de embalagens químicas, Gonçalves da Intertank, responde que, de forma ainda lenta, o processo tem melhorado. “Temos participado ativamente junto à ABNT na criação da Norma Brasileira que regerá a fabricação de IBCs plásticos para o transporte de produtos inflamáveis. Isso será um grande avanço na legislação e na segurança operacional. O IBC metálico, especificamente aquele fabricado de aço inox, não apresenta qualquer restrição de segurança. Nisso estamos bastante tranquilos, pois nunca um cliente nosso perdeu o seu patrimônio por incêndio em equipamentos que ele tenha locado ou comprado de nós”.

    As normas exigidas para uso de IBCs estão em sua maioria atreladas a produtos classificados como perigosos; são as certificações para transporte terrestre e marítimo, de classe II ou III, dependendo da necessidade do cliente, explica Cunha. “Além disso, as embalagens providas pela Schütz Vasitex possuem homologações conforme estabelecido na resolução ANTT 5232/16 (transporte terrestre) e no código IMDG e NORMAM-05/DPC (transporte marítimo), bem como em atendimento ao Regulamento de Avaliação da Conformidade, portaria Inmetro nº 250/06”.

    Renata expõe que as embalagens disponibilizadas pela Embaquim são aprovadas para transporte de produtos não perigosos: “Temos, portanto, bastante liberdade na seleção e desenho das embalagens químicas. Antes da aprovação, os novos sistemas de embalagens são submetidos a testes de transporte que simulam as condições mais adversas das rodovias”.

    Com relação ao reúso/reciclagem das embalagens, Gonçalves lembra que o aço inox é 100% reciclável e ecologicamente correto. O IBC metálico fabricado de aço inox tem vida útil longa e, quando se adiciona a tecnologia do antiestático, ele se torna ainda mais viável e sustentável.

    Devido às dimensões continentais do país, o reúso de embalagens deve, de acordo com Renata, ser estudado com cautela, pois os impactos ambientais do retorno geralmente são maiores que a disposição para reciclagem. “90% de nossas embalagens são fabricadas em 100% polietileno, portanto facilmente recicláveis. Além disso, estamos sempre acompanhando as novas tecnologias e somos referência para o desenvolvimento de embalagens diferenciadas. Exemplo disso foi o lançamento em 2018 da bolsa de 1000 l high performance, que reduz em 53% a espessura do filme das bolsas de 1000 l tripla camada, indicadas para transporte a longas distâncias, com resistência mecânica superior”.

    Cunha recorda que a Schütz Vasitex implementou no Brasil, há aproximadamente 20 anos, um sistema inovador e pioneiro de ciclo de vida fechado para embalagens plásticas industriais. Até então, as embalagens eram descartadas sem controle e conhecimento do fabricante do produto envasado.

    Assim, promoveu-se a sustentabilidade em toda a cadeia de fornecimento, reduzindo os impactos ambientais das embalagens através da reciclagem. Para tanto, desenvolveu-se um sistema que rastreia a embalagem após o uso e acompanha a sua localização até o destino final; garante a coleta em todo o território nacional e torne a logística reversa economicamente viável e ainda possibilite que as embalagens sejam retornadas para serem recondicionadas para reúso, ou refabricadas, e retornadas aos clientes para um novo ciclo de vida. Atualmente, esse sistema é utilizado por grandes empresas para envase de líquidos industriais.

    Química e Derivados, Renata: opções criativas para acondicionar produtos químicos

    Renata: opções criativas para acondicionar produtos químicos

    Investimentos – A Embaquim tem um programa de melhoria contínua implementado há anos que lhe permite sempre olhar para os processos buscando aperfeiçoamento. “Para 2018, pretendemos ampliar nosso parque industrial, verticalizando processos, o que nos permitirá oferecer ainda mais flexibilidade a nossos parceiros”, antecipa Renata.

    A Intertank comunica que nunca deixa de investir na melhoria de qualidade e nem nas opções tecnicamente corretas. Seja do ponto de vista segurança como no ecológico. Gonçalves detalha as novidades em tecnologia de produtos e aplicação: “Sistemas modernos de rastreamento por satélite e controle de frotas ajudam a levar ao parceiro cliente a tranquilidade que ele necessita para aumentar os seus lucros”.

    A Schütz Vasitex iniciou 2019 em um novo parque fabril de IBCs, que permitirá duplicar a sua capacidade produtiva. São três unidades distintas: uma para os IBCs lavados, recondicionados, reaproveitados; outra para os refabricados, produzidos de forma integrada (onde os não-reaproveitáveis são desmontados, seus recipientes plásticos contaminados são reciclados e as grades metálicas seminovas são reutilizadas e utilizadas na produção de IBCs novos); e a de produtos totalmente novos.

    Este ano, a empresa também trouxe ao Brasil o novo tambor plástico produzido a partir de resina 100% reciclada, oriunda de embalagens industriais não-reaproveitáveis – o F1 Reco –, que congrega características de design e utilização idênticas ao mundialmente reconhecido Schütz F1. A nova máquina é dotada de avançada tecnologia de produção, inédita no Brasil.



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