Química

Engenharia – Empresas ainda acreditam em obras públicas e privadas

Hamilton Almeida
13 de agosto de 2012
    -(reset)+

    Há 22 anos atuando no segmento de construção e montagem industrial, Nishimura concorda que a concorrência é forte, mas não se assusta: “A con­fiança do mercado no compromisso do desempenho dos
    contratos da Niplan é um diferencial que nos posiciona posi­tivamente no mercado. Outra vantagem  competitiva é a pluralidade dos segmen­tos em que a Niplan atua (para todos os tipos de indústrias).”

    O padrão de qualidade “diferen­ciado” da Niplan também conta pon­tos, afirma Nishimura: “Temos uma equipe altamente qualificada e com processos que asseguram a entrega do resultado dentro dos padrões previstos. Diferencial que, aliado à prioridade e atenção à segurança do trabalho, contri­bui para a imagem positiva da empresa no mercado.”

    Química e Derivados, Paulo Nishimura, Presidente da Niplan Engenharia, Engenharia

    Paulo Nishimura: carteira diversificada garante estabilidade nos contratos

    A Niplan tem um importante históri­co de serviços prestados nos segmentos químico, petroquímico, petróleo, refino, papel e celulose e etanol. Atualmente, está presente em diversos projetos, como nas refinarias da Petrobras em Cubatão, Paulínia e no Paraná, além da Bahia.

    Concorrência – A maior presença da en­genharia brasileira nos projetos básicos pode estimular o aumento do conteúdo local nos projetos, mesmo que haja a participação de concorrentes interna­cionais. Nos últimos anos, a Abemi e suas associadas têm feito “um esfor­ço gigantesco”, informa Müller, para diagnosticar os problemas no processo produtivo, desde a etapa de projeto até a operação, incluindo a fabricação de componentes.Os resultados desse levantamento estão sendo aplicados para aumentar a produtividade do setor. “Fizemos dois seminários de competitividade para compartilhar experiências entre as empresas e estamos editando algumas publicações para orientar os engenheiros e o pessoal técnico nas obras. Há uma atividade constante de revisão e melhoria e, para isso, temos buscado parcerias com entidades norte-americanas. Os Estados Unidos são a nossa principal referência de produtividade e buscamos aprender com a experiência deles”, declara Müller.Para aumentar a produtividade e reduzir custos, Nishimura revela que a atividade é estruturada em gestão de recursos humanos equipada com processos. “A nossa busca pela eleva­ção da produtividade está embasada no treinamento contínuo das pessoas e na melhoria dos nossos processos produtivos.”O presidente da Abemi considera também que, para aumentar a produtivi­dade e reduzir custos, o setor tem feito “um trabalho intensivo”. Mas, a carga tributária, as limitações da legislação trabalhista e os custos de transporte no país praticamente impedem que as empresas brasileiras cheguem aos níveis de preços praticados no mundo, mesmo em países centrais, como a Alemanha e os Estados Unidos.

    “Esse desafio de reduzir os custos indiretos cabe ao governo. A equipe da presidente Dilma Rousseff parece estar focada no desenvolvimento da indústria e tem sinalizado algumas mudanças, como a redução de encargos sociais. Porém, essas são medidas tímidas para que a indústria e a engenharia nacional possam deslanchar. Outros problemas são a falta de financiamentos mais baratos e o câmbio, que continua desfa­vorável”, afirma Müller.

    Durante alguns anos, a Abemi li­derou o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), que formou cerca de 80 mil profissionais em vários níveis, como montadores, técni­cos, engenheiros, pessoal de projeto e administrativo.

    No momento, trabalha-se para criar um sistema de treinamento e certifi­cação da mão de obra, nos moldes do The National Center for Construction Education and Research (NCCER), dos Estados Unidos, que há 20 anos mantém um programa de qualificação e certifica­ção de trabalhadores. No final de 2011, o número de empregados no setor era da ordem de 418,7 mil, incluindo pro­fissionais de nível superior (33,4 mil), técnico (22,8 mil) e outros (352,6 mil) – administrativos, nível básico e médio.No caso da Niplan, Nishimura diz que há investimento contínuo em cursos profissionalizantes (por exemplo, escola de solda), que, em parceria com institui­ções como o Senai, já formaram diversos profissionais para esse mercado.

    O desenvolvimento de tecnologia é constante. Müller destaca que, na área de óleo e gás, o Brasil é líder no segmento offshore. A Petrobras é, portanto, interna­cionalmente, um benchmark em tecnolo­gia. Nos outros segmentos da engenharia industrial, incluindo o segmento de refino de petróleo, existe constantemente um investimento internacional de pesquisa e desenvolvimento. “Novidades existem em todos os segmentos da engenharia industrial”, conclui Müller.

    “Existem novos processos, como metodologias de construção, implanta­ção de linhas de produção e novos con­ceitos de solda para redução de tempo e recursos”, arremata Nishimura.

    Química e Derivados, Evolução no N° de empregos / Faturamento, Engenharia

    Evolução no N° de empregos – Em-mil / Evolução do faturamento das 20 maiores associadas – Em US$ Bilhões. Clique para ampliar.

     

    Leia também:



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *