Meio Ambiente (água, ar e solo)

Encontro técnico debate MP 844 sem deixar de lado tecnologia

Marcelo Furtado
29 de novembro de 2018
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    Química e Derivados, Coutinho: tratamento permite aplicar membranas descartadas

    Coutinho: tratamento permite aplicar membranas descartadas

    Reciclagem de membranas – Uma apresentação com grande potencial de inovação para o mercado brasileiro de tratamento de água foi realizada pelo professor do departamento de engenharia sanitária e ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Eduardo Coutinho de Paula.

    O professor mostrou os testes de bancada e em escala piloto da reciclagem de membranas de osmose reversa e de nanofiltração realizados por sua equipe de pesquisa desde 2012. A proposta, que já se mostrou viável pelas pesquisas, é reciclar essas membranas não-porosas, transformando-as em porosas, ou seja, em membranas de ultrafiltração.

    Com vida útil entre cinco e sete anos, as membranas descartadas de osmose reversa e de nanofiltração – utilizadas respectivamente para desmineralização/dessalinização e remoção de sulfato de água de reinjeção de poços de petróleo – passaram por técnica de reciclagem baseada na conversão química de membranas compósitas de filme fino por imersão em hipoclorito de sódio comercial, que degrada e remove a camada seletiva de poliamida aromática das membranas (responsável pela remoção salina, mas já saturadas) e mantendo a camada resistente inferior de polissulfona, porosa e permeável como as de ultrafiltração.

    Segundo Coutinho, os testes de bancada e piloto foram feitos com águas de rios mineiros (Rio Doce, Paraopeba e das Velhas) e provaram, através das águas superficiais tratadas com as membranas recicladas, que houve remoção dentro do padrão brasileiro de potabilidade, de cor aparente, turbidez, coliformes totais, Escherichia coli e bactérias heterotróficas. De acordo com o professor, as membranas recicladas podem ter vida útil aproximada de mais dois anos com a utilização igual a de uma membrana de ultrafiltração nova. Nada mal para membranas que, sem a reciclagem, seriam descartadas em aterros. Segundo ele, a universidade está aberta para conversar em interessados privados na tecnologia.



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