Notícias

30 de dezembro de 2017

Encontro Nacional de Conselhos Comunitários Consultivos debate os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU – Abiquim

Mais artigos por »
Publicado por: Quimica e Derivados
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, Encontro Nacional de Conselhos Comunitários Consultivos debate os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU - Abiquim

    Química e Derivados, Encontro Nacional de Conselhos Comunitários Consultivos debate os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU - Abiquim

    Representantes do poder executivo e legislativo destacaram a integração das empresas com a comunidade

    Representantes do poder executivo e legislativo destacaram a integração das empresas com a comunidade

    O VII Encontro Nacional de Conselhos Comunitários Consultivos (CCCs) foi realizado nos dias 19 e 20 de outubro, em São José dos Campos-SP, na Monsanto. O evento foi promovido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), por meio da Comissão de Diálogo com a Comunidade, e reuniu cerca de 80 participantes, entre representantes dos CCCs e das empresas Monsanto, Basf, Braskem, Clariant, Dow, Oxiteno, Stepan, Unipar Carbocloro, Vale Fertilizantes, além do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic-BA), do Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC (Cofip ABC), do Polo Industrial de Cubatão e do Polo Petroquímico de Triunfo.

    Química e Derivados, Coordenador executivo da Rede Brasileira do Pacto Global, Carlos Pereira

    Coordenador executivo da Rede Brasileira do Pacto Global, Carlos Pereira

    Formados por representantes voluntários das comunidades localizadas no entorno das plantas químicas, os CCCs trabalham com o objetivo de disseminar informações sobre questões voltadas à saúde e segurança das pessoas que convivem próximas às regiões industriais. Os CCCs se reúnem periodicamente com o apoio das empresas, para preparar as comunidades para eventuais situações de emergência, além de debater e criar ações e projetos relacionados aos requisitos do Programa Atuação Responsável®, que propõe melhoria contínua nas áreas de saúde, segurança e meio ambiente.

    O Encontro realizado anualmente desde 2011 oferece a oportunidade para que conselheiros de diferentes regiões do País troquem experiências sobre as ações realizadas em suas comunidades e como eles, em parceria com as empresas do setor, podem adequar e implementar essas ações em suas regiões.

    Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), disseminados mundialmente pelo Pacto Global, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), foram o tema desta edição do Encontro. O coordenador-executivo da Rede Brasileira do Pacto Global, Carlos Pereira, explicou o histórico dos ODS e sua importância em sua apresentação.

    O Pacto Global é uma iniciativa voltada à disseminação dos ODS no setor privado e possui 13 mil organizações signatárias, entre elas mais de 9 mil empresas, distribuídas por cerca de 150 redes ao redor do mundo, incluindo empresas, associações, sindicatos e organizações não-governamentais para a construção de um mercado global mais inclusivo e igualitário. A rede brasileira é a quarta maior do mundo e formada por 740 instituições, incluindo a Abiquim signatária desde 2014.

    Os ODS são uma iniciativa para o desenvolvimento sustentável voltados a acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas. Segundo Pereira, coordenador-executivo do Pacto Global, os 17 ODS abrangem 169 metas, medidas por 231 indicadores, e essa agenda deverá ser cumprida até 2030.

    Pereira alertou que a preocupação com o crescimento sustentável se deve a problemas que já são enfrentados pelas nações. “A frequência dos desastres naturais duplicou desde 1980, a violência e os conflitos armados custaram o equivalente a 9% do produto interno bruto (PIB) mundial em 2014, a perda da biodiversidade e os danos ao ecossistema custam cerca de 3% do PIB mundial e de 25 a 30 milhões de pessoas estão em risco de cair na pobreza na América Latina e Caribe, sendo que dessas 4,5 milhões estão no Brasil. Não podemos ter nenhum retrocesso de direitos humanos”.

    Para o coordenador-executivo do Pacto Global, o cumprimento desta agenda depende de princípios fundamentais. “É preciso respeitar os direitos humanos, incluindo a igualdade de gênero e acabar com o trabalho escravo e infantil. A sociedade civil e as empresas têm um compromisso a desempenhar na tomada de decisões. As ações precisam ter abordagem inclusiva e participativa e serem relevantes para todas as pessoas. Não devemos trabalhar com a média, todos devem ser incluidos. Cada governo terá que definir suas metas nacionais com abordagem inclusiva e participativa. Temos que pensar na sustentabilidade de maneira ambiental, social e econômica”.


    Página 1 de 3123

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *