Química

Empresas de todos os portes têm mais opções de financiamento para promover a inovação

Quimica e Derivados
9 de junho de 2017
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    A primeira versão da ferramenta capaz de identificar novas rotas metabólicas já foi desenvolvida e é utilizada pela empresa para a prospecção de novas enzimas e vias metabólicas. “Esta inovação ajuda a ampliar o portfólio de projetos da Braskem visando oferecer novos produtos renováveis para os nossos clientes”, finaliza Lopes.

    O apoio para o desenvolvimento de projetos também pode partir das grandes empresas. A Basf realiza o programa AgroStart, que permite às startups validarem e escalarem seu negócio no mercado agrícola. Segundo o gerente de Marketing Digital da Basf na América Latina, Almir Araújo, a empresa tem em seu DNA a inovação aberta e o programa permite às startups beneficiadas contar com apoio financeiro, com know-how em diversas áreas do agronegócio, incluindo a mentoria com executivos da Basf, de parceiros e mentores da aceleradora ACE. “Como o programa é voltado para toda a América Latina, as startups também têm acesso a esse mercado consumidor e eles têm a oportunidade de expandir seus negócios, profissionalizar e buscar aumento de escala”.

    Química e Derivados, Laboratório da Braskem pesquisa rotas metabólicas para químicos

    Laboratório da Braskem pesquisa rotas metabólicas para químicos

    A última seleção do programa Agrostart, realizada entre novembro de 2016 e janeiro de 2017, selecionou startups que tivessem soluções para: agricultura de precisão, automação, reposição contínua, gestão da lavoura e rastreabilidade. “As empresas precisam ter soluções para problemas reais. No processo de seleção das startups, é analisado qual o estágio de desenvolvimento do produto, se ele já existe e é validado por um cliente. Também avaliamos o perfil da equipe, sendo importante que já tenham profissionais na área de marketing, vendas e tecnologia”, explica Araújo.

    Os empreendedores também podem se capitalizar por meio dos fundos que investem recursos financeiros de fundos de pensão, investidores internacionais, agências de desenvolvimento e fomento, recursos próprios, entre outros. Esses fundos são administrados por gestores independentes e têm duração pré-definida em regulamento, sendo que o prazo de investimento pode chegar a dez anos. Todas as ações são regulamentadas e, no caso do Brasil são supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ao final do prazo previsto nos regulamentos, os fundos devem vender suas participações nas empresas investidas e para retornar os valores aos seus investidores.

    Os fundos têm perfis variados: fundos regionais, que investem em empresas de uma região específica; fundos setoriais, que investem em empresas de um determinado segmento econômico, como óleo é gás, energia, entre outros; multisetoriais, que buscam as melhores oportunidades de investimento independente do setor; fundos que investem em uma ou mais modalidades, private equity, venture capital e seed capital.

    O seed capital é destinado às empresas em fase inicial dos negócios, por isso o nome “seed” (semente, em inglês), e o investimento visa estruturar e fazer as empresas crescerem. O venture capital é destinado às empresas que já tem faturamento, mas ainda estão em processo de crescimento e desenvolvimento. Já o private equity é destinado às empresas desenvolvidas, que estão em processo de consolidação de mercado.

    Além de receberem recursos financeiros, as empresas também passam a ter um sócio, que colabora para acelerar o desenvolvimento do negócio, no relacionamento com outras empresas, fornecedores ou compradoras e na governança corporativa. Segundo o diretor da gestora Inseed Investimentos, Alexandre Alves, que gerencia três fundos de investimentos, as empresas que recebem recursos de um dos fundos também recebe a indicação para a incorporação de um profissional para completar a equipe. “Em geral temos em nossos acordos um mandato para indicar um novo profissional em complemento à equipe, pode ser um diretor executivo, um diretor industrial, comercial ou financeiro, esse perfil profissional varia conforme a necessidade da empresa”, explica Alves.

    As condições e possibilidade de saída dos fundos de investimentos estão previstas no Acordo de Acionistas para evitar desavenças futuras, e nele estão incluídas cláusulas como drag along (obrigação de venda conjunta), tag along (direito de venda conjunta), recompra garantida e preferência em caso de liquidação.

    A forma do fundo se desfazer de sua participação num negócio depende da situação de mercado. A saída pode ocorrer com um IPO (abertura de capital da empresa), com ou sem oferta pública, via mercado de capitais, ou acesso (BovespaMais). Pode ocorrer ainda uma venda secundária, fusão ou aquisição por outra empresa do setor ou, até mesmo, a recompra da participação pelo próprio empresário. Porém existem situações de write-off (procedimento contábil de dar baixa a um determinado ativo de uma empresa), em que a companhia é encerrada por se demonstrar inviável.



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