Química

Empresas de todos os portes têm mais opções de financiamento para promover a inovação

Quimica e Derivados
9 de junho de 2017
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    Por meio de editais com recursos não-reembolsáveis e capital de fundos de investimento é possível concretizar ideias inovadoras na cadeia de valor química

    Química e Derivados, Núcleo de pesquisa em químicos renováveis da Braskem ©QD Foto: Divulgação/Braskem

    Núcleo de pesquisa em químicos renováveis da Braskem

    O financiamento e a captação de recursos é uma das principais dificuldades para a promoção de inovações nas empresas, independente de seu tamanho e área de atuação. Apesar de muitas das inovações ainda serem geradas com financiamento próprio, o Brasil atualmente possui outras fontes de financiamento que podem ser usadas pelas empresas para o desenvolvimento de inovações.

    Nas duas últimas décadas, vêm crescendo as opções de captação de recursos para que as empresas possam desenvolver projetos inovadores.

    Além do Plano de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (Padiq) – lançado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES) em parceira com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em 2015, e atualmente em fase final de avaliação jurídica e contratação – as empresas podem recorrer a outras formas de financiamento, que além de recursos financeiros oferecem capital humano e tecnológico, caso da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e dos Institutos Senai de Inovação (ISI).

    A Embrapii antecipa recursos para suas unidades credenciadas, que contratam projetos diretamente com as empresas. Dessa maneira, os recursos já estão disponíveis para as empresas, que recebem investimentos assim que o contrato para o desenvolvimento do projeto é assinado. A parceria com uma unidade credenciada pela Embrapii gera menor risco e custo por dividi-lo entre a Embrapii, a unidade credenciada e a empresa.

    O Edital de Inovação para a Indústria foi lançado em 2004 e é realizado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e pelo Sesi (Serviço Social da Indústria). Desde o seu lançamento, foram aprovados 770 projetos, incluindo 89 do setor químico, 39 para o de polímeros e 10 para o de petróleo e gás.

    Segundo o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do Senai Nacional, Marcelo Prim, o Edital foi criado com o objetivo de financiar o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços inovadores para a indústria nacional de todos os portes. “Nos últimos anos, novas iniciativas foram criadas no Edital para estimular a inovação da cadeia industrial e incentivar oportunidades de desenvolvimento de projetos de inovação para empresas de menor porte”, afirma Prim.

    Química e Derivados, Lopes: software ajuda a gerar produtos renováveis inovadores

    Lopes: software ajuda a gerar produtos renováveis inovadores

    O último Edital de Inovação para a Indústria foi lançado pelo Senai em 4 de abril deste ano e destina até R$ 50 milhões para projetos elaborados e executados em parceria com o Senai, e até R$ 3,6 milhões para projetos elaborados e executados em parceria com o Sesi. “O Edital tem submissão de projetos contínua e três ciclos de aprovação ao longo do ano”, explica Prim.

    Os recursos aportados são de caráter não-reembolsável e devem ser destinados à fase de desenvolvimento dos projetos de inovação, que estão divididos em seis categorias: Inovação Tecnológica para Grandes e Médias Empresas; Inovação Tecnológica para Micro e Pequenas Empresas, MEI e Startups; Empreendedorismo Industrial – Inovação na Cadeia de Valor; Inovação em Segurança e Saúde no Trabalho e Promoção da Saúde; Inovação Setorial em Segurança e Saúde no trabalho e Promoção da Saúde; e Empreendedorismo Industrial em Segurança e Saúde no Trabalho e Promoção da Saúde.

    A Braskem é uma das empresas com projetos já contemplados pelo Edital de Inovação para a Indústria. Segundo o gerente de Inovação em Tecnologias Renováveis da empresa, Mateus Garcez Lopes, o edital está ajudando a Braskem a desenvolver uma ferramenta computacional (software) capaz de coletar em vários bancos de dados informações genéticas e bioquímicas, com o objetivo de mapear novas rotas metabólicas para a produção de químicos renováveis a partir de açúcares, utilizando microrganismos geneticamente modificados. “Após o desenvolvimento do software, pretende-se realizar experimentos para a produção do químico de interesse no laboratório para demonstrar a capacidade de predição da ferramenta”, afirma Lopes.

    O executivo explica que, além do investimento financeiro, o edital possibilita às empresas contar com o know-how do Senai. “No momento temos um bioinformata do Senai realizando as pesquisas com nosso time de biotecnologia em nosso Núcleo de Pesquisa em Químicos Renováveis, localizado em Campinas-SP”.



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