Logística, Transporte e Embalagens

Emergências – Nova resolução exigem presença de expedidores e transportadores nas emergências químicas

Marcelo Furtado
16 de abril de 2012
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    Viatura da Cetesb suporta controle dos acidentes

    A Ecosorb possui 18 bases espalhadas por sete estados brasileiros, sendo quatro delas em rodovias (Rio, São Paulo, Santa Catarina e Paraná), com pessoal e equipamento especializado para atendimento a emergências químicas rodoviárias. No momento, também a base do Porto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, passa por investimento de R$ 300 mil, entre equipamentos e treinamentos, para adequar o local com a mesma expertise. Apesar do foco em atividades portuárias, em contenção de vazamentos marítimos, barreiras de contenção e cerco a embarcações em operações de carga e descarga, a intermodalidade leva a empresa a ampliar sua oferta.

    Além da prestação de serviço, a Ecosorb também comercializa produtos para emergências, tanto os importados, como as turfas naturais absorventes trazidas do Canadá – e que originaram a empresa, fundada em 1998 por Rogério Igel, do grupo Ultra –, como os produzidos em sua fábrica em Itatiba-SP. Nela são fabricados absorventes sintéticos de polietileno, cordões de contenção, travesseiros (com turfas) para vazamentos pequenos e kits de segurança para caminhão, postos de gasolina e indústrias.

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    Ranevsky: novo produto para absorver vazamentos

    Recentemente, aliás, a empresa lançou um novo produto, o Ecospounge, um absorvente, segundo Ranevsky, mais eficiente do que as turfas naturais comercializadas pela empresa. Trata-se de desenvolvimento com outra empresa brasileira – cuja composição natural é mantida em segredo – que tem a capacidade de encapsular o contaminante e não soltar mais, criando um substrato hidrofóbico e biodegradável. É disposto em pequenos flocos, quando para uso no mar, ou em pó, para o solo. “É melhor do que usar a turfa, que se torna um resíduo classe 2 depois de absorver o óleo, porque o Ecospounge se decompõe”, explicou.

    O produto, já aprovado pelo Ibama, para ser bem-sucedido não precisa apenas demonstrar ser uma opção melhor do que a turfa, ainda o carro-chefe da Ecosorb. Infelizmente, segundo o presidente da Ecosorb, também necessita superar o mau hábito do mercado, prin-cipalmente indústrias, de usar produtos improvisados, como o pó de serragem e a areia para absorver produtos vazados. “Fica muito mais barato, mas eles não absorvem; apenas se agregam ao contaminante, gerando um resíduo muito maior para ser destinado, que pode ainda contaminar o solo”, disse. A prática é mais comum dentro de fábricas, principalmente as do ramo químico, ainda não muito conscientes nesse aspecto.

    Pró-Química – Assim como toda a cadeia envolvida no atendimento, um outro braço importante para as operações de emergência química no Brasil também está precisando se aperfeiçoar. Trata-se do Pró-Química, sistema de informações e comunicações desenvolvido pela Abiquim, que funciona para todo o país por meio de atendimento por telefone (0800118270), durante 24 horas, todos os dias da semana, por meio do plantão de quatro bombeiros devidamente treinados para auxiliar em emergências químicas.

    química e derivados, gerente de gestão empresarial da Abiquim, Luiz Shizuo Harayashiki, próquímica

    Shizuo: Abiquim reestrutura o sistema de informações PróQuímica

    Essa é a opinião do gerente de gestão empresarial da Abiquim, Luiz Shizuo Harayashiki. “Os bombeiros são excelentes no atendimento por telefone, mas estamos trabalhando para tornar o sistema mais ágil e também para dar maior visibilidade pública ao serviço”, disse. O primeiro gargalo será combatido por meio de recursos de informatização; o segundo, utilizando as ferramentas que a propaganda e o marketing podem oferecer. “Ele não é tão difundido quanto poderia ser”, completou Harayashiki.

    A central de atendimento funciona atualmente de uma forma padrão. O bombeiro, ao receber a chamada, obtém os dados do produto envolvido e transmite as informações necessárias para que sejam tomadas as primeiras providências no local do acidente, a fim de minimizar as consequências. Após isso, a central entra em contato com o fabricante, o transportador e as entidades públicas (Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais, polícia de trânsito) para avisá-los sobre a ocorrência e solicitar a presença deles no local. Faz parte ainda do trabalho acompanhar o socorro, via telefone, até o término da ocorrência e, por fim, elaborar um relatório sobre cada emergência para gerar as estatísticas e criar um banco de dados para consulta pública.



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