Logística, Transporte e Embalagens

Embalagens Industriais: Custo logístico muda formatos

Quimica e Derivados
11 de maio de 2002
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    Mercado mantém nível de crescimento estável e se diversifica com novas concepções de design, que privilegiam o ganho de espaço para a estocagem e a facilidade no transporte

    Química e Derivados: Embalagem: embalagens_abertura.

    1) Tambores de aço recuperados: demanda caiu
    2) Bombonas retangulares: estocagem mais fácil
    3) Contentor cúbico de ráfia: para inflamáveis e explosivos

    A demanda de embalagens industriais cresce estável, ao ritmo do Produto Interno Bruto (PIB), em torno de 3% a 5% ao ano, mas os novos desenvolvimentos oferecidos pelos setores do metal e do plástico prometem aquecer a oferta. Novas concepções de formatos, designs, materiais, dimensões e espessuras, a facilitar a estocagem, o transporte, as aplicações e o desenvase, de acordo com os rigorosos parâmetros internacionais de segurança, já começam a influenciar a produção brasileira.

    “Desde a latinha de tinta de 100 ml até o balde de 20 litros, passando pela gama de latas para tintas números 1 e 4, até o tambor de 200 litros, a embalagem metálica mantém constante participação no mercado, com o aço respondendo por 14% do setor como um todo”, afirmou o coordenador do Programa de Valorização e Incentivo ao Consumo da Embalagem Metálica (Prolata) e membro da Metalúrgica Prada, Elio Cepollina.

    Os fabricantes, segundo reconhece Cepollina, têm buscado reduzir custos e melhorar a apresentação dos produtos, aperfeiçoando o acabamento litográfico, tamanhos, capacidades e fechamentos, e alicerçam suas iniciativas nas vantagens competitivas inerentes ao material, envolvendo a degradabilidade, os altos índices de reciclagem e sua reutilização. Isso tudo sem contar o aspecto econômico favorável aos metais, bem mais livres das grandes oscilações de custo que os outros materiais sujeitos ao comportamento do dólar.

    Consumidora de cerca de 9 mil toneladas de folhas metálicas ao mês, a Metalúrgica Prada, de São Paulo, cujo faturamento anual gira em torno de R$ 300 milhões, fabrica mais de cem tipos de embalagens diferentes para produtos químicos, tintas e vernizes, alimentos e óleos vegetais. Dentro desse mix, um conjunto de latas para transporte de produtos perigosos, que acaba de ser homologado pelo Ministério da Marinha, é a principal novidade da empresa.

    “Nossa linha de embalagens para produtos químicos não só credencia os nossos clientes junto ao mercado internacional, como também agrega maior segurança e confiabilidade no manuseio dos produtos acondicionados”, disse o assessor de marketing da empresa Adriano Marson. Para obter a homologação, as embalagens foram submetidas a testes de ensaio de queda, estanqueidade, pressão interna e empilhamento, superando todos os quesitos exigidos.

    Química e Derivados: Embalagem: Marson - perigosos sob homologação.

    Marson – perigosos sob homologação.

    A lata de 18 litros com frisos verticais para tintas, massas e texturas é outro lançamento da empresa. A inovação exigiu um investimento de US$ 500 mil. Os frisos verticais visam aumentar a resistência mecânica da embalagem, eliminando a tendência de “embarrigamento” da lata.

    “O mercado está estável, facilitando as constantes inovações da indústria nacional”, comentou Marson. Para ele, o setor vem demonstrando crescente aprimoramento do produto e dos processos de fabricação. Um exemplo notável é a qualidade da impressão litográfica, considerada de alta performance e excelente desempenho por especialistas do setor.

    Olhar estrangeiro – O reconhecimento do aperfeiçoamento do mercado nacional de embalagens metálicas também vem de fora. O diretor-superintendente da Brasilata, também de São Paulo, Antonio Carlos Teixeira, ministrou palestra técnica sobre “Inovações em Fechamentos de Embalagens de Aço”, em congresso internacional promovido pela APEAL – Association of European Producers of Steel for Packaging, realizado no início do ano, em Düsseldorf, Alemanha. Na ocasião, Teixeira apresentou os novos sistemas de fechamento plus e biplus, para latas de tintas, lançados pela Brasilata.

    Química e Derivados: Embalagem: Teixeira - fechamento por trava mecânica em latas.

    Teixeira – fechamento por trava mecânica em latas.

    O sistema de fechamento plus para vasilhames de aço acaba de conquistar o selo Brasil Premium. O produto foi analisado e avaliado por técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo e outros profissionais, sendo depois julgado por um conselho deliberativo, com apoio da Câmara de Comércio Exterior e da Apex – Agência de Promoção de Exportações.

    Patenteado nos Estados Unidos e Europa, o produto quebrou um paradigma de mais de 90 anos, ao substituir o fechamento convencional, por atrito, por uma trava mecânica, oferecendo como vantagens, além da resistência três vezes maior à pressão interna, maior performance ante as quedas e facilidade de manuseio nas operações de abertura e fechamento.

    Com mais de 180 milhões de latas plus vendidas desde 1994, o produto, na opinião de Teixeira, oferece melhor desempenho e produtividade nas linhas de enchimento das indústrias de tintas e produtos químicos. “Com esta inovação, o Brasil pode exportar tecnologia na produção de latas, invertendo a rota usual da globalização”, afirmou.

    Para Teixeira, a Brasilata não atua sozinha no quesito lançamentos. Por isso, esta movimentação da indústria brasileira de embalagens metálicas demonstra fortes indícios de que o País tem potencial para tornar-se referência no setor, em pouco tempo.

    Na avaliação do diretor da Raft Embalagens, Sérgio Nunes, de cinco anos para cá o mercado de tambores metálicos manteve-se estabilizado, sem perdas para o aumento de consumo das bombonas plásticas, suas principais concorrentes. Estas sim, no entanto, vêm perdendo mercado para os contêineres plásticos e enfrentado forte concorrência do material recuperado.



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