Logística, Transporte e Embalagens

Embalagens: Clientes buscam alternativas mais seguras e econômicas

Antonio C. Santomauro
28 de agosto de 2013
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    Há evoluções também nas embalagens menores, mesmo nas tradicionais bombonas: “Melhoram as resinas, e isso propicia embalagens plásticas com peso menor: uma bombona de polietileno de 50 litros, que há algum tempo pesava cerca de 2,5 kg, hoje pode pesar 2,1 kg”, conta Rossi, da Mauser

    Química e Derivados, Contêiner tipo tanque cilíndrico, da Rentank

    Contêiner tipo tanque cilíndrico, da Rentank

    E há espaço para essas embalagens mais tradicionais, como as próprias bombonas, além dos tambores (aliás, gêneros de embalagens também utilizadas pela própria quantiQ). Para Melo, da Greif, “o consumo de tambores e bombonas crescerá no mesmo ritmo de expansão do mercado de químicos, particularmente em especialidades químicas e nichos de mercado”. Mas Melo também observa: “Existe atualmente uma tendência na utilização de embalagens cada vez maiores para otimização de custos; entretanto, as linhas de envase de clientes e as necessidades específicas dos usuários finais é que determinam o tipo de embalagem a ser utilizada.”

    Atenta a esse movimento de expansão das embalagens maiores, a Greif passou a produzir no ano passado IBCs plásticos (mesmo ano em que inaugurou uma fábrica de embalagens plásticas para o mercado alimentício, localizada em Manaus). Atualmente, esse grupo mantém no Brasil onze plantas, com as quais pode atender o mercado químico com um grande portfólio de embalagens: de aço, tem tambores médios e pequenos (38 a 120 litros), e grandes (de 200 a 230 litros); de plásticos, frascos de 250 ml até 1 litro, bombonas de 5 a 60 litros, tambores grandes de plástico (200 litros), além dos IBCs, incluindo os chamados IBCs flexíveis, mais conhecidos como big bags.

    Nesse segmento específico dos big bags, os negócios no primeiro semestre parecem ter sido bastante satisfatórios. Pelo menos na Topack, que tem nesse produto o carro-chefe de sua linha de embalagens. “Para nós, o primeiro semestre foi surpreendentemente bom”, comemora José Maddaloni, diretor-geral da Topack. Ele credita parte significativa do bom desempenho ao crescente uso desse gênero de embalagens no transporte de produtos agropecuários, como a soja; mas os big bags – como o próprio nome revela, algo como grandes sacos confeccionados com polipropileno – também são muito empregados para a movimentação de produtos químicos e petroquímicos, como ácido tereftálico e resinas termoplásticas.

    Química e Derivados, Topack quer ampliar a produção de big bags em Suape

    Topack quer ampliar a produção
    de big bags em Suape

    É exatamente esse segundo segmento um dos grandes alvos do projeto, no qual trabalha agora a Topack, de ampliação de uma planta já mantida pela empresa nas proximidades do polo de Suape. “Estamos pleiteando ao BNDES recursos para ampliar essa filial,
    que passará a ter uma área de 17 mil metros quadrados, e dobrará nossa capacidade de produção”, diz Maddaloni. “Esse projeto está orçado em R$ 14 milhões, e pretendemos implementá-lo em aproximadamente um ano, já temos até algumas máquinas para essa nova planta”, detalha.

    Os produtos da Topack, afirma Maddaloni, são customizados para as necessidades dos usuários: o transporte de ácido ascórbico para alimentos e na indústria farmacêutica, por exemplo, exige bags extremamente limpos, com proteção interna, que minimizem qualquer risco de contaminação do produto.

    Produtos mais serviços – Agregar serviços à tradicional oferta de produtos é prática hoje comum entre os grandes fabricantes de embalagens industriais; prática, ressalta Picchio, hoje responsável por boa parte do mérito pela expansão dos negócios de sua empresa no mercado onshore. Ela cita como exemplo de serviço recentemente incluído no portfólio de sua empresa o rastreamento da frota por localizadores do tipo GPS, lançado no final do ano passado. “Havia grande demanda reprimida por esse serviço de GPS: uma empresa que está pagando por locação de tanques – por exemplo, fornecedores de tintas para montadoras – precisa otimizar o tempo de ida e volta, e de permanência no cliente; o GPS ajuda muito nessa tarefa”, pondera.

    Serviços compõem também a oferta da Chep, que disponibiliza um sistema denominado pooling: “É mais que a logística reversa da embalagem, pois realizamos a entrega na hora e no local definido, e coletamos o material no cliente desse cliente, cuidando depois da higienização e do condicionamento das embalagens, para depois disponibilizá-las novamente no mercado”, detalha Bastos. A Chep, ele comenta, não vende embalagens, apenas as aluga. “No Brasil, temos hoje cerca de 4,5 mil embalagens e dezessete centros de serviços”, diz.



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