Logística, Transporte e Embalagens

Embalagens: Clientes buscam alternativas mais seguras e econômicas

Antonio C. Santomauro
28 de agosto de 2013
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    Química e Derivados, Armazém da quantiQ, em Guarulhos-SP, exibe variedade de embalagens

    Armazém da quantiQ, em Guarulhos-SP, exibe variedade de embalagens

    Opções diversas – Embora haja novas possibilidades de uso para IBCs de plástico, seguem em evolução os negócios dos produtores das versões feitas de aço dessas embalagens, como a Intertank, fabricante de tanques e IBCs de inox com capacidades situadas na faixa de 500 a 1.500 litros, destinados às indústrias química, alimentícia, farmacêutica e de cosméticos (batizado internamente como mercado onshore). Na primeira metade deste ano, afirma o CEO Sandro Picchio, nesse segmento do mercado onshore, a empresa realizou volume superior de negócios em relação ao mesmo período do ano passado. “Mas, nesse segmento, cresceu basicamente nosso share, especialmente por nossa oferta de serviços, pois esse mercado parece não ter apresentado expansão”, ressalta.

    Mas a Intertank produz tanques também para o chamado mercado offshore: em linhas gerais, indústria de óleo e gás. E nesse mercado, afirma Picchio, na primeira metade deste ano, a quantidade de embalagens com as quais a empresa trabalha cresceu 38%. A frota soma quase 12,7 mil unidades, divididas de maneira praticamente igualitária entre os segmentos onshore e offshore.

    Química e Derivados, Picchio: rastreamento por GPS acelera operações logísticas

    Picchio: rastreamento por GPS acelera operações logísticas

    Como explica Simone Vanin, gerente comercial da Rentank, mesmo quando o plástico é tecnicamente viável, o inox mantém diferenciais favoráveis: “Tem maior resistência mecânica, por exemplo, contra um impacto de um garfo de empilhadeira, e também pode suportar incêndios na área”, especifica a gerente da Rentank, empresa que tem nos IBCs de aço a sua mais importante linha de embalagens industriais, mas produz também, entre outros itens, contentores do tipo bag in box, em versões de aço e de plástico: articulados, para poderem ser dobrados e, assim, diminuírem de tamanho – esses equipamentos recebem em seus interiores bolsas descartáveis.

    Os IBCs compostos nesse modelo da caixa rígida articulada e apta a receber bolsas – neste caso, de polipropileno, tanto o box quanto o bag –, constituem a oferta com a qual disputa o mercado brasileiro de embalagens industriais a Chep (que aqui produz também pallets e caixas). Na Chep – que traz esses contentores dos Estados Unidos e seus bags da Argentina –, esse gênero de embalagem é designado como “colapsável”, ou “desmontável”. Este ano, afirma Clayton Bastos, gerente comercial da empresa, “os negócios da Chep no mercado brasileiro de embalagens crescerão algo entre 25% e 30%”.

    De acordo com Bastos, o IBC desmontável apresenta vantagens nos aspectos logístico, operacional e ambiental. Ele promove redução dos volumes de transporte das embalagens vazias, permite melhor aproveitamento de espaço de armazenagem, e reduz a geração de resíduos, pois gera apenas uma bolsa descartável em lugar de um grande volume de efluentes provenientes de lavagem.

    Química e Derivados, Tanque offshore para 5.200 litros, da Intertank

    Tanque offshore para 5.200 litros, da Intertank

    Segundo ele, IBCs desmontáveis com bags especificamente desenvolvidos para essa finalidade, em outros países, começam a ser utilizados também para transporte de produtos qualificados como perigosos. “No exterior, a Chep já trabalha com embalagens para produtos perigosos, principalmente nos segmentos de petróleo e solventes”, relata Bastos.

    Tambores, bombonas, big bags – A ampliação do uso de IBCs, sejam eles de aço inox ou de plástico, é afirmada não apenas por fabricantes, mas também por usuários de embalagens, como a distribuidora quantiQ. “A preocupação com o meio ambiente e as melhores práticas em saúde e segurança reforçam nossas iniciativas no sentido de aumentar a geração de negócios com este tipo de embalagem, que nos últimos dois anos cresceram cerca de 20%”, relata Fábio de Lima Silva, gerente de logística da quantiQ.

    Embalagens industriais para produtos químicos, lembra Silva, são muito padronizadas e regulamentadas, e a tecnologia não muda muito rapidamente. “Parece, porém, haver uma evolução mais acentuada nos contentores de polietileno rígido, hoje já considerados para outros usos, como produtos inflamáveis. Mas é preciso avaliar essa evolução em várias vertentes, como regulamentação, validação e custos”, ressalva o gerente da quantiQ.



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