Logística, Transporte e Embalagens

Embalagem – Produção registra a pior queda desde 1992

Rose de Moraes
16 de maio de 2004
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    Embalagem – O mercado brasileiro movimentou R$ 23,7 bilhões em 2003.

    Cada um dos setores que dele participam gerou as seguintes receitas líquidas de vendas: R$ 8, 3 bilhões (plásticos), R$ 6,68 bilhões (papelão), R$ 4,94 bilhões (metálicas), R$ 1,59 bilhão (vidro) e R$ 584 milhões (madeira). A indústria de embalagens, no entanto, sofreu o impacto da forte retração econômica observada no último ano. Sondagem conjuntural realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), envolvendo universo de 77 empresas do setor, empregadoras de mais de 35 mil trabalhadores, e divulgada pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre), revelou queda de 6,6% na produção, no período de janeiro a novembro do último ano, maior nível de redução enfrentado pela indústria desde 1992, quando a produção recuou 8%. Entre todas as categorias analisadas, apenas duas, vidro e madeira, apresentaram crescimento, de 3,97% e 12,26%, respectivamente.

    As demais classes que compõem a sondagem – metálicas, papel e papelão e plásticas – enfrentaram reduções em vários níveis, com o agravante de que esses setores representam cerca de 90% das vendas da indústria. Dessa forma, as variações percentuais no comparativo das produções de 2003 em relação a 2002 foram as seguintes: embalagens metálicas (-13,30%); papel e papelão (-4,93%), sendo flexíveis (0,87%), caixas de papelão (-7,04%) e semi-rígidas (-5,51%); plásticas (-8,52%), sendo flexíveis (-6,67%) e rígidas (-11,73%).

    Na indústria de alimentos, maior usuária de embalagens, as quedas de produção foram generalizadas, mas com magnitudes relativamente reduzidas. No setor de bebidas, a redução foi de 5,93%. Em laticínios, a redução nos volumes produzidos foi 1,56%. Em aves, a queda foi de 2,49%, embora tenha se registrado um bom desempenho exportador. No setor de óleos, 3,73%. A maior retração entre os principais usuários de embalagens foi observada na indústria farmacêutica, de 18, 36%, considerando-se que, em 2003, a produção de medicamentos foi 18,4% menor do que em 2002, seguida da indústria do vestuário, onde a retração no consumo de embalagens chegou a 17,39%.

    O baixo consumo no mercado interno motivou fabricantes a exportar mais em 2003.

    Estimulados pelas taxas de câmbio, eles ampliaram as vendas externas em 33%, passando de US$ 136 milhões, em 2002, para US$ 181 milhões, em 2003, segundo a pesquisa.

    O segmento com maior desempenho nas vendas externas foi o de papel e papelão.

    Em 2003, as exportações de produtos como caixas e sacos de papel ou cartão totalizaram US$ 101,1 milhões, o equivalente a 55,9% das vendas externas consolidadas de embalagens.

    A maior taxa de crescimento coube, porém, ao vidro, cujas exportações subiram 60,1%, em 2002.

    Com esse nível de crescimento, essas embalagens de vidro agora representam 15,3% das vendas externas totais. O vidro, conforme divulgado na pesquisa, é também o segmento da indústria de embalagem com o mais alto coeficiente de exportação ( 8,5%), seguido da madeira (8,4%) e do papel e papelão (5,9%), enquanto o coeficiente médio de exportação da indústria de embalagens é de 3,7%.

    No ranking de participação dos segmentos no mercado total, as embalagens plásticas levam a maior fatia, com 35,5%. Em segundo lugar vêm as embalagens em papelão, com 28,19%. Em terceiro, as metálicas, com 20,87%.

    Em quarto, as embalagens em papel, com 6,74%, seguidas pelas embalagens em vidro (6,69%) e madeira (2,47%). A íntegra dessa pesquisa, intitulada “A indústria de embalagem em 2003 e perspectivas para 2004”, realizada pelo professor Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da FGV, é disponibilizada tanto pela Abre como pela FGV.



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