Logística, Transporte e Embalagens

Embalagem industrial – Setor investe no meio ambiente

Antonio C. Santomauro
26 de abril de 2020
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    Possibilidades mercadológicas – Relativamente a 2019, este ano os negócios da operação brasileira da Mauser podem crescer pelo menos os 2% estimados para a expansão do PIB, prevê Rossi. E a busca pela redução de custos, observa o CEO da empresa, amplia o interesse pelas embalagens maiores: “Os IBCs vêm sendo crescentemente demandados e utilizados por diversos setores, sendo o setor químico um dos principais responsáveis pela expansão desse uso”, especifica.

    Bassi, da Rentank, credita a maior demanda por IBCs não apenas a fatores financeiros e logísticos, mas também ao fato de eles substituírem, com vantagens ambientais, outras embalagens utilizadas para produtos não classificados como perigosos, como o conjunto composto por caixas de papelão e embalagens plásticas flexíveis que é descartável.

    Na opinião de Bassi, o mercado das embalagens de maior porte tem potencial para se expandir, tanto na vertente dos produtos metálicos, quanto nos plásticos. “O metal, inquestionavelmente, proporciona maior segurança. E não necessariamente o plástico é vantajoso financeiramente, pois as embalagens metálicas, além de serem locadas, reduzem os processos logísticos”, pondera. “Registraremos este ano desempenho superior ao de 2019, apostamos em crescimento mais forte em cosméticos e alimentos”, acrescenta Bassi.

    Também a operação brasileira da Greif, hoje composta por oito fábricas, registrará em 2020 um resultado de negócios melhor que o do ano passado. “Aposto em crescimento, não apenas pelo setor agro, que certamente crescerá, mas também nos negócios com a indústria química”, destaca.

    Trabalhando quesitos como o design, a Greif, relata Mello, vem conseguindo reduzir o peso de suas embalagens, sem perda das características de resistência. “Reduzimos significativamente o peso de nossa embalagem anelada de um litro, utilizada para agroquímicos, e também o peso das bombonas de 20 litros”, salienta.

    A Intertank, projeta Gonçalves, pode este ano incrementar seus negócios em índice “um pouco superior ao crescimento do PIB nacional”. Contribuirá para essa expansão o IBC plástico recém-lançado pela empresa: “Com ele, cresceremos bastante no mercado de produtos não perigosos”, projeta Gonçalves.

    Como afirmou, as normas de instituições como ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), ainda geram alguma confusão relacionada ao uso de IBCs metálicos ou plásticos no transporte de produtos classificados como perigosos. “Há quem use nesse transporte um IBC plástico que não poderia ter esse uso, mas cujas informações da certificação necessária para o transporte de produtos perigosos se perderam por terem passado por revendas e reformas”, relata. “Grandes empresas e multinacionais não usam tanques plásticos no transporte de produtos perigosos”, acrescenta Gonçalves.

    Química e Derivados - Schütz-Vasitex produz IBCs e tambores de plástico

    Schütz-Vasitex produz IBCs e tambores de plástico

    Por sua vez, Cunha afirma que os IBCs plásticos da Schütz-Vasitex dotados de propriedades antiestática e condutivos, são “totalmente seguros” no transporte dos produtos classificados como perigosos. Aliás, não somente ao transporte, mas também no armazenamento. “No mundo inteiro se utilizam IBCs plásticos antiestáticos também no armazenamento de produtos inflamáveis”, ressalta. “A norma brasileira está em processo de atualização, pois quando foi elaborada essa tecnologia, mundialmente reconhecida e utilizada, não estava ainda disponível localmente, e suas propriedades e desempenho eram desconhecidos”, argumenta.



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