Logística, Transporte e Embalagens

Embalagem industrial – Setor investe no meio ambiente

Antonio C. Santomauro
26 de abril de 2020
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    Diversificação dos portfólios – Os investimentos dos fabricantes de embalagens industriais abrangem também o desenvolvimento de produtos que expandem seus mercados. Na Intertank, essa estratégia já rendeu o lançamento, este ano, do primeiro produto feito com plástico: o IBC Rena 1.250, para 1,25 mil litros, que insere a empresa no segmento dos produtos não perigosos, em indústrias como alimentos e cosméticos. “Mais em conta que o inox, o plástico é muito usado no transporte de produtos não perigosos. E nosso produto tem ainda tem a vantagem da maior capacidade”, observa Henri Gonçalves, gerente da divisão onshore da Intertank (IBCs geralmente têm capacidade para mil litros).

    Química e Derivados - Quando vazio, IBC feito de plástico pode ser fechado para ocupar espaço menor

    Quando vazio, IBC feito de plástico pode ser fechado para ocupar espaço menor

    Segundo ele, essa nova embalagem é feita com um plástico de engenharia desenvolvido nos Estados Unidos. “E não tem nenhum ponto de retenção dos produtos que armazena”, ressalta o profissional da empresa que disponibiliza também embalagens metálicas para 500, 1.000, 1,5 mil, 3 mil e 5 mil litros, além de tanques maiores (estacionários), até 30 mil litros.

    Química e Derivados - Gonçalves lançou IBC plástico para produtos não perigosos

    Gonçalves lançou IBC plástico para produtos não perigosos

    As empresas do setor realmente precisam manter portfólios mais diversificados, ressalta Gustavo Melo, diretor de marketing e excelência comercial para a América Latina da Greif (empresa que, no Brasil, fornece tambores de aço de 100 e 200 litros, e bombonas plásticas de 1 a 20 litros). “Nossos clientes precisam entregar seus produtos nas embalagens consideradas mais convenientes pelos seus clientes, e nós devemos oferecer opções que lhes permitam atender a essa demanda”, justifica Mello.

    Na Schütz-Vasitex, as plantas de refabricação de IBCs inauguradas no ano passado colaboram com esse objetivo de diversificação. “Tendo tanto IBCs novos quanto recondicionados ou refabricados, atendemos às necessidades e disponibilidades financeiras dos mais diversos segmentos do mercado”, afirma Cunha.

    A Schütz-Vasitex, ele ressalta, continuamente agrega inovações a seu portfolio; uma das mais recentes é um IBC que já vem com um misturador também feito de plástico, interessante para setores como a indústria de tintas, que exige a contínua mistura dos produtos. “Também estamos começando a comercializar no Brasil os IBCs assépticos, que vêm com um liner interno, e assim conferem dupla proteção a produtos que não podem ter nenhum tipo de contaminação, demandados por setores como as indústrias farmacêutica e alimentícia”, diz. “Temos também IBCs com a tecnologia EVOH, que cria uma barreira contra permeação, e pode prolongar em até 150 vezes o shelf life dos produtos”, acrescenta.

    Aluguel e serviços – A locação, em detrimento da venda, ganha crescente espaço nas negociações comerciais das embalagens industriais de maior porte. Já predominante na comercialização das embalagens metálicas da Intertank, esse modelo foi adotado também para o produto com o qual essa empresa recentemente ingressou no segmento das embalagens feitas de plástico. “Quase ninguém mais compra tanques e IBCs. A locação pode ser lançada como despesa, e se torna mais vantajosa do ponto de vista econômico e fiscal”, observa Gonçalves.

    Química e Derivados - Quando vazio, IBC feito de plástico pode ser fechado para ocupar espaço menor

    Quando vazio, IBC feito de plástico pode ser fechado para ocupar espaço menor

    E a oferta de serviços, ele ressalta, é diferencial hoje relevante no setor; na própria Intertank ela já inclui logística reversa, manutenção, sistemas de monitoramento da movimentação da frota, entre outros itens. “O cliente é especialista nos produtos dele, nós somos os especialistas nas embalagens”, justifica Gonçalves.

    Na Rentank, o portfólio de serviços recentemente passou a incluir os sistemas de monitoramento de frotas via GPS e a possibilidade de realização dos serviços de limpeza e descontaminação das embalagens, não apenas em suas próprias instalações, mas também nas fábricas dos clientes. Essa segunda possibilidade, afirma Bassi, adequa-se a empresas usuárias de diferentes quantidades de embalagens, que não necessariamente precisarão contar com uma equipe fixa da Rentank: “Podemos elaborar uma agenda de prestação de serviços na planta do cliente”, observa Bassi. A empresa oferece também o serviço de lavagem e descontaminação dos caminhões que transportam as embalagens.

    Com seis plantas no Brasil, a Mauser oferece serviços como logística reversa, limpeza e recondicionamento das embalagens. Os tambores metálicos, por exemplo, ela recondiciona na unidade de Matão-SP, enquanto as embalagens plásticas seguem para Taubaté-SP, onde são moídas e sua resina plástica reaproveitada em linha de embalagens PCR. “Temos clientes que, para produtos de maior capacidade, consomem não apenas embalagens com material virgem, mas também com polietileno reciclado”, enfatiza Rossi.

    A Greif disponibiliza também uma assessoria que permite aos clientes mensurar em todo o ciclo das embalagens – da matéria-prima com a qual ela própria trabalha até o descarte –, em quesitos relacionados à sustentabilidade ambiental, como pegada de carbono e acidificação, entre outros. Denominada Greif Green Tool, essa ferramenta pode ajudar esses clientes a reduzirem seus impactos ambientais. “Ela começa a ser mais demandada, especialmente pelos clientes de grande e médio porte, e que têm relatórios de sustentabilidade”, relata Mello.



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