Química

Edulcorantes conseguem manter a doçura desejada

Renata Pachione
1 de dezembro de 2019
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    Química e Derivados - Edulcorantes conseguem manter a doçura desejada

    Edulcorantes: Ingredientes tiram açúcar e calorias dos alimentos, mas conseguem manter a doçura desejada

    Química e Derivados - Silvina: consumidor aceita trocar o açúcar pela stevia

    Silvina: consumidor aceita trocar o açúcar pela stevia

    Num primeiro momento, a conta parece não fechar. O consumidor anseia por alimentos e bebidas com pouco ou nenhum açúcar, ao mesmo tempo em que não quer perder o sabor. Ávidos pela equalização dessas demandas, os fabricantes de edulcorantes investiram em pesquisas e conseguiram alinhar as duas frentes, oferecendo opções palatáveis para a redução de uso ou a substituição total da sacarose. Mas o conceito clean label (aquele do rótulo limpo) ganhou força e a indústria, novamente, precisou buscar soluções, agora mais simples e naturais. Com isso, o aditivo à base de stevia deixou de ser preterido – por causa de seu amargor – para ganhar prestígio neste mercado.

    Ao longo dos anos, a indústria se desenvolveu muito, possibilitando melhorias da palatabilidade dos produtos e a sua melhor aceitação pelos consumidores. De origem natural ou sintética, os edulcorantes têm como princípio básico conferir sabor doce na substituição da sacarose, com baixo ou nulo valor energético, sendo que cada um tem uma característica e um potencial de dulçor diferente.

    Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), os edulcorantes, conhecidos como adoçantes, mais utilizados são: stevia, sorbitol, aspartame, ciclamato, sucralose e sacarina, dos quais os mais consumidos são a stevia, o aspartame e a sucralose. Essa última, conforme apontou a Mintel, está no topo do ranking, respondendo por um pouco mais de 30% do total. Os aditivos à base de stevia, por sua vez, representam a categoria com maior crescimento, sinalizando tratar-se de um mercado com enorme potencial de expansão.

    Química e Derivados - Edulcorantes conseguem manter a doçura desejada

    Segundo pesquisa da Tate & Lyle, 84% dos brasileiros aceitam substitutos naturais para o açúcar, sendo que 58% dos consumidores declararam a intenção de comprar um produto se virem extrato de estévia no rótulo. “Stevia é um dos adoçantes que vem mostrando maior crescimento nos últimos anos”, confirmou Silvina Lebiecki, gerente de plataforma sugar reduction da Ingredion.

    A consolidação do conceito clean label tem muito a ver com esse movimento. “Os consumidores procuram opções e ingredientes mais naturais que, em geral, sejam conhecidos por eles. Com isso, a stevia que agora tem variantes de melhor perfil, está sendo preferida, junto à sucralose que já vinha sendo a mais preferida”, reforçou Silvina. Em tempo: a estévia (com “e”) é uma planta originária da América do Sul, cujas folhas trazem elementos de sabor doce conhecidos como glicosídeos de esteviol.



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