Ebrats 2012 – Em recuperação, setor terá menos players

Mais recente é o avanço do processo de autodeposição, denominada tecnologia Aquence, caracterizada pela deposição química de uma camada anticorrosiva em substratos ferrosos. Segundo as informações de Machado, a autodeposição possui características capazes de revestir componentes que os sistemas convencionais não permitem, desta forma, sendo indicada para diversos segmentos, como autopeças, produtos da linha branca, equipamentos de construção e máquinas agrícolas. O processo, continua Machado, apresenta vantagens, técnicas e ambientais, como a eliminação da conversão de camada, é uma tecnologia base d’água, exige menor investimento em equipamentos e apresenta redução de espaço físico ocupado. Também apresenta baixa demanda de energia, pois não há necessidade de recurso elétrico para promover o revestimento, há menor consumo de água, menor geração de efluentes e redução de custo com limpeza de gancheiras.

Outra empresa alemã, a Surtec, desenvolveu, com base na nanotecnologia, uma linha de produtos alternativa ao processo de fosfatização em pré-tratamento de metais. Como informa a gerente de produtos Patricia Preikschat, o processo, denominado ZetaCoat, já é fabricado no Brasil e se baseia em cromo trivalente, sendo aplicado por imersão ou por aspersão em aço, alumínio e zinco para uso em chapas para diversos segmentos industriais, mas não para a indústria automobilística. O principal mercado, por enquanto, são os fabricantes da linha branca. A exemplo dos concorrentes, o processo da Surtec é aplicado sob baixa temperatura e gera menos borra que o sistema tradicional.

A paulista de Indaiatuba Hi-Tec e a gaúcha Klintex, de Cachoeirinha, realizaram desenvolvimentos em nanotecnologia e chegaram a soluções que utilizam compostos químicos semelhantes, que unem zircônio e titânio. De acordo com Renato Vicente Canova, vendedor técnico da Hi-Tec, o titânio tem a capacidade de prolongar a proteção anticorrosiva em 20% em relação aos processos puramente zircônicos. Igualmente aos demais produtos nanotecnológicos, o Nanocoat ZT, da Hi-Tec, assim como o Nanotex, da Klintex, reduzem a quantidade de borra gerada, reduzindo as despesas com o tratamento de efluentes, e reduzem gastos com energia. “É possível reduzir o custo do processo produtivo em 20%”, diz Canova. Jorge Chini, diretor da Klintex, avalia a redução de custo em 10% em relação aos tratamentos com fosfato de zinco, mas com uma qualidade final superior. Canova e Chini acreditam que os processos à base de nanotecnologia no médio prazo, algo como uns cinco anos, já prevalecerão no mercado. A fosfatização estaria condenada à obsolescência.

 

 

 

 

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