Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Ebrats 2009 – Encontro vira oportunidade para o setor superar retração

Domingos Zaparolli
15 de abril de 2009
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    Boretação – Os professores Stênio Cristalo Heck, Frederico Augusto Pires Fernandes e Luiz Carlos Casteletti, da Escola de Engenharia de São Carlos – USP, e Carlos Alberto Picon, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira – Unesp, abordarão o tema: “Boretação com pó dos aços AISI 316 e AISI 409: avaliação do desgaste e da corrosão”. Os professores partem da percepção de que desgaste e corrosão são os principais causadores de problemas que levam à substituição de peças e componentes de engenharia, portanto é de grande importância o desenvolvimento de técnicas e processos que os minimizem. Os palestrantes analisam o uso do boro como uma alternativa para a solução do problema. Em pesquisa desenvolvida por eles, foram boretados com pó um aço inoxidável ferrítico AISI 409 e um aço austenítico AISI 316, para verificação da influência desse tratamento nas resistências ao desgaste e à corrosão desses aços. A boretação, segundo os pesquisadores, produziu camadas que aumentaram significativamente as resistências ao desgaste de ambos os aços. A resistência à corrosão em água do mar, porém, foi prejudicada pelo tratamento de boretação nos dois aços.

    Wilma Ayako Taira dos Santos e Isolda Costa, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), e Maysa Terada, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Epusp), apresentarão a palestra: “Investigação da resistência à corrosão em revestimentos de ouro sobre substratos de níquel e bronze branco por ensaios eletroquímicos”. Como observam as pesquisadoras, banhos de ouro são amplamente usados em muitos campos de aplicações técnicas e decorativas e as principais questões acerca da discussão no campo de metais preciosos são concernentes ao aumento do uso de camadas mais finas de ouro e de substrato livre de níquel. As consequências geradas por essas novas tendências na superfície banhada demandam investigações aprofundadas e precisas para assegurar a qualidade do produto. Na pesquisa que será apresentada no Ebrats, a resistência foi investigada por meio de ensaios eletroquímicos, incluindo ensaios de medidas de variação do potencial de circuito aberto em função do tempo de ensaio, curvas de polarização potenciodinâmica e espectroscopia de impedância eletroquímica em solução de fosfato tamponado (PBS). O trabalho procurou determinar o comportamento destas superfícies banhadas e traçar comparações entre os depósitos de ouro 24K sobre substratos de níquel e bronze.

    Nonilfenol na berlinda – Na palestra técnico-comercial: “O futuro dos desengraxantes de metais nas Américas”, Mike Wyrostek, da MacDermid, abordará o impacto da diretiva europeia 76/769/EC de 2003 sobre o uso de nonilfenóis e nonilfenóis etoxilados na indústria de tratamento de superfície. Wyrostek lembra que as duas substâncias são produtos químicos orgânicos produzidos em grande quantidade nos Estados Unidos e são usados como detergentes e emulsificantes em muitos produtos comuns, como detergentes domésticos, sabões para máquinas de lavar louças e também para muitas formulações utilizadas na indústria de tratamentos de superfícies. Porém, por causa das propriedades químicas dos nonilfenóis e por sua larga utilização como intermediários químicos, algumas preocupações vieram à tona sobre riscos potenciais à vida aquática. O palestrante lembra que, seguindo uma avaliação de risco dos surfactantes orgânicos, a União Europeia revisou a diretiva incluindo a seguinte informação para nonilfenóis e nonilfenóis etoxilados: “Não podem ser inseridos no mercado ou usados como substâncias ou constituintes em preparações a concentrações iguais ou maiores que 0,1% em massa.” Essa legislação, informa Wyrostek, essencialmente proibiu o uso de alguns dos mais comuns surfactantes usados em limpeza de metais. O palestrante informa ainda que uma legislação similar já existe no Canadá e irá provavelmente entrar em vigor no restante da América em um futuro próximo. Em sua palestra, ele apresentará os usos comuns de nonilfenóis e nonilfenóis etoxilados na indústria de tratamentos de superfícies. Irá rever quais perigos eles apresentam ao meio ambiente e também como essa nova legislação veio à tona. Por último, discutirá quais alternativas são disponíveis para as empresas do setor, de forma que elas atendam às novas regulamentações, enquanto ainda ofereçam o mesmo desempenho e redução de custos.

    Decorativas – Por sua vez, Brian Dewald, da Enthone, apresentará a palestra técnico-comercial: “Novo desafio da corrosão para as camadas decorativas”. Segundo o palestrante, historicamente, o uso de sistemas de múltiplas camadas de níquel-cromo que incluem os processos microporosos tem sido a especificação da indústria para proteção contra a corrosão de peças decorativas. Nos últimos anos, porém, um aumento de falhas tem sido observado, especialmente entre os que utilizam cloreto de cálcio tanto para promover o assentamento de pó em superfícies não-pavimentadas, como para remover o gelo das superfícies pavimentadas durante os meses de inverno. O palestrante relatará que, para melhor entender as falhas, foi feita uma investigação no mecanismo de corrosão e a correlação com os testes previstos. Segundo Dewald, ficou determinado que a corrosão do cloreto de cálcio para os sistemas típicos de multicamadas microporosas era completamente diferente da situação normal associada com energia eletroquímica por meio dos pontos ativos. A corrosão do cloreto de cálcio é resultado da remoção química da camada de cromo com o consequente ataque da subcamada de níquel microporoso, criando um óxido de níquel amarelo-marrom. Um teste adicional confirmou que, com o aumento da concentração, a solução de cloreto de cálcio se torna fortemente ácida e inicia-se a remoção química da camada de cromo nas superfícies das peças. De acordo com o palestrante, com o mecanismo de corrosão agora bem entendido, opções de camadas diferentes, incluindo cromo trivalente, foram investigadas levando-se em conta a aparência do depósito e suas performances nos testes de corrosão padronizados. Dewald informará em sua palestra que foi observado que componentes com cromo microfissurado apresentaram melhores resultados tanto em laboratório como em exposições de campo. O palestrante acredita que, provavelmente, isso resulta da combinação da maior espessura de camada de cromo com a menor largura das fissuras comparada com o diâmetro do microporo, reduzindo o acesso para a subsequente camada de níquel.



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