Química

EBDQUIM – Encontro Brasileiro dos Distribuidores Químicos e Petroquímicos

Marcelo Fairbanks
4 de julho de 2016
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    Química e Derivados, Painel contou com (esq. para dir.) Martin Pugh (Univar), Frank Schneider (IMCD), Edgard Nordmann (NRC) e Guenther Eberhard (Districonsult), sob o comando de Isabel Figueiredo (Braskem)

    Painel contou com (esq. para dir.) Martin Pugh (Univar), Frank Schneider (IMCD), Edgard Nordmann (NRC) e Guenther Eberhard (Districonsult), sob o comando de Isabel Figueiredo (Braskem)

    Fórum reúne líderes globais da distribuição química

    Encarapitado no alto de uma falésia, tendo aos pés o magnífico litoral baiano de Trancoso, o resort Club Med encantou os participantes do 8º Encontro Brasileiro dos Distribuidores Químicos e Petroquímicos (EBDQuim), realizado de 9 a 11 de março.

    Sob clima perfeito, com sol escaldante e céu de brigadeiro, o ambiente dos debates, porém, foi maculado pela crise política e econômica que assola o país. Apesar da funesta circunstância – que deverá culminar com a saída de cena da titular da Presidência da República, ou por impeachment, ou por crime eleitoral –, este encontro ficará marcado como o de mais elevado nível de apresentações e debates até agora. Com especial destaque para o painel sobre a Distribuição Global de Químicos, apresentado na manhã do dia 10 de março, com a participação dos executivos Frank Schneider (IMCD Group), Edgard Nordmann (da Normann, Rassmann e também da ICTA), Martin Pugh (Univar) e do consultor especializado Guenther Eberhard (Districonsult), sob a moderação exercida por Isabel Figueiredo (Braskem).

    Química e Derivados, Medrano destacou a importância de debater tendências globais

    Medrano destacou a importância de debater tendências globais

    Presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores Químicos e Petroquímicos (Associquim), organizadora do encontro, Rubens Medrano abriu os trabalhos atribuindo ao péssimo desempenho da economia nacional – cujo PIB encolheu 3,8% e a inflação subiu 11%, pelo INPC – uma provável queda acima de 10% no faturamento do setor comercial químico em 2015. Os dados finais desse ano ainda estão sendo coletados e tabulados pela entidade setorial. “A componente política é crucial para esse cenário difícil no qual estamos vivendo”, salientou.

    Medrano salientou não estar a crise circunscrita ao território nacional, pois vários países apresentam dificuldades em maior ou menor grau. “A Itália, por exemplo, precisa acomodar um enorme contingente de imigrantes, gerando um aumento nas despesas nacionais, porém seu PIB tem crescido perto de 0,5% ao ano, ou seja, é estável, mas muito baixo para suportar tanta despesa”, avaliou.

    Olhando especificamente para o setor, o dirigente entende que a crise é o momento para os distribuidores buscarem novos métodos de trabalho, aproveitando oportunidades existentes dentro das próprias empresas. “Quem conseguir mudar para melhor ficará mais preparado para o futuro”, afirmou. O papel da Associquim nesse momento é de apoiar e defender seus associados, buscando aprimorar o ambiente de negócios. Nesse sentido, o EBDQuim permite refletir e discutir os rumos e as dificuldades encontradas na atividade.

    Química e Derivados, Holland, da Brenntag, defende negócios baseados em qualidade

    Holland, da Brenntag, defende negócios baseados em qualidade

    Visão ampliada – Coube a Steve Holland, CEO da gigante Brenntag desde o ano passado, proferir a palestra solene do encontro deste ano. Ao apresentar a companhia que faturou US$ 13 bilhões em 2014 (o balanço de 2015 ainda não havia sido publicado) com a venda de 13 milhões de t de produtos, ele mostrou as 470 unidades operacionais espalhadas pelo mundo. “Parece um mapa-múndi com catapora”, brincou, enfatizando a presença mundial da distribuidora. “Somos uma distribuidora global, com atuação regionalizada”, sintetizou.

    Com base em estudo da Boston Consulting elaborado em 2013, ele avaliou em € 165 bilhões o mercado mundial atendido pela distribuição química. A Ásia responderia por € 63 bilhões, maior fatia do bolo, mas Holland entende que esse número incluiu vendas industriais indevidamente, ou seja, está superestimado. Apesar disso, o continente asiático é um consumidor gigante. A Europa (com Oriente Médio e África) representa € 43 bilhões, seguida pela América do Norte, com € 30 bilhões. Nesse estudo, a América Latina toda apresenta demanda de € 17 bilhões para a distribuição. “A globalização econômica está afetando o setor e provocando mudanças”, afirmou.


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