Química

Drones atacam Aramco e atingem petroquímica global

Quimica e Derivados
19 de setembro de 2019
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    também as tarifas de importação de resinas com origem nos EUA”, aduziu.
    Mesmo que a China não suspenda as tarifas sobre propano e polietileno americanos, o país ficará mais propenso a buscar um acordo comercial com os EUA.

    Impacto global – A alta marcante do preço do petróleo representa mais um grande risco para a economia global. Está em curso uma redução sincronizada da atividade econômica mundial, mais pronunciada no setor de manufatura, exacerbada pela guerra comercial entre EUA e China.
    Para o pressionado setor automobilístico, preços mais altos do petróleo apenas elevarão o custo de operação de veículos, em uma época de crescente incerteza, na qual os consumidores estão fugindo de produtos de alto valor de aquisição.
    O resultado dependerá muito do patamar em que se acomodem os preços do óleo. Poderá a economia global em retração absorver o Brent a US$ 70/bbl? E se chegar a US$ 80/bbl ou mais? Todas as recessões americanas desde os anos 1970 foram precedidas por uma alta nos preços do óleo cru.
    A economia chinesa, já afetada pelas tarifas impostas pelos EUA, poderá enfrentar outro forte vento contrário por ser o maior importador mundial de petróleo. Outros países dependentes de importação, como a Índia, Japão e Coreia do Sul sofrerão da mesma forma.
    Os bancos centrais ao redor do planeta já estão em fase de afrouxamento. Os ataques dos drones e o crescente aumento das cotações do petróleo representam um tipo de enigma. Eles entenderão tudo isso como uma ameaça adicional ao crescimento econômico e tenderão a cortar as taxas de juros adiante? Ou eles veriam os efeitos como inflacionários? Aparentemente será a primeira opção.
    Enquanto isso, o impacto do forte aumento de preço do petróleo na economia americana, embora ainda negativo, seria mitigado pela produção crescente a partir das bacias prolíficas de shale.
    A US Information Agency (EIA) projeta que a produção americana de petróleo atingirá a média de 12,2 milhões de bpd em 2019, com alta de 11% sobre o ano passado, antes de crescer mais 8%, chegando a 13,2 milhões de bbl. Os EUA já são o maior produtor mundial de óleo cru e caminha para ser um exportador líquido nos próximos anos.
    Porém, produtores americanos de gás e óleo de shale lutam acirradamente desde que o preço do óleo colapsou no começo de 2018, deixando as pequenas e médias companhias, em especial, carregando pesadas dívidas. “O volume de dívidas dos produtores de shale gas dos EUA é de US$ 250 bilhões e grande parte delas vencerá nos próximos cinco anos”, comentou Stephen Bowers, gerente de suprimentos e tecnologia petroquímica da Evonik, durante a 8ª Conferência Europeia de Butadieno e Derivados, em Viena, Áustria, em 12 de setembro.
    Essas companhias endividadas hoje em dia estão reduzindo poços em produção e furando menos, tentando custear operações com a geração livre de caixa, salientou. Bowers avalia que isso ameaça as projeções otimistas de um grande salto na produção americana de óleo e gás, bem como o cenário de abastecimento abundante e barato para a indústria petroquímica.
    Entretanto, se houver um aumento sustentável no preço do petróleo, isso poderá funcionar como uma saída para o endividado setor de exploração shale nos EUA, afastando as pequenas e médias companhias da falência.

    Novo posicionamento – Uma vez que depende cada vez menos de petróleo importado, os EUA tende a ter menos interesse em participar de uma guerra por hidrocarbonetos no Oriente Médio – mudança significativa em relação há dez anos. Naquele tempo, seria possível imaginar uma resposta militar imediata americana a um ataque a suprimentos críticos.
    A longo prazo, na medida em que os EUA adquirem independência energética, eles não mais serão a principal presença policial no Oriente Médio. Essa responsabilidade deve ser transferida para outras nações, dependentes de petróleo.
    Essa visão foi manifestada por Peter Huntsman, CEO da Huntsman, antes dos ataques, em março, durante a Conferência Petroquímica Internacional (IPC), organizada pela American Fuel & Petrochemical Manufacturers (AFPM). “Com o balanço energético neutro dos EUA e grande parte do petróleo e gás sendo enviado para a Ásia e Europa, quem vai proteger esse fluxo?”, perguntou. “Pode-se ver que a China está se tornando mais agressiva para construir uma força naval.”
    O que se pode dizer quanto ao maior risco no tabuleiro regional: um grande ataque militar contra o Irã e uma potencial guerra total, envolvendo sauditas, iranianos, os EUA e outros? Nesse caso, haveria uma verdadeira disparada no preço do petróleo, com ameaça a todo o abastecimento global. Além disso, adicionaria enorme incerteza à geopolítica mundial.
    O risco para futuras exportações de óleo e petroquímicos do Oriente Médio depende de quanto será ampliado o conflito atual. “Quase 20% de todas as exportações petroquímicas se movem pelo estreito de Hormuz ou pelo Iêmen. Bloqueando esses estreitos, ou derrubando ainda mais a produção saudita, terá um impacto muito importante no suprimento global da maioria das cadeias químicas”, disse Jonas Oxgaard, analista da Bernstein.
    “Por exemplo, cerca de 15 milhões de t de PE (22% da produção mundial) são produzidas anualmente na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã, Kuwait, Qatar e Iraque, e praticamente todo esse volume é exportado. Embora parte das exportações sauditas seja obtida na costa ocidental, isso não elimina os riscos. Para o metanol, a situação é pior, porque



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