Domissanitários (sabões, detergentes e limpeza)

Domissanitários: Insumos modernos formulam produtos mais eficientes

Renata Pachione
23 de outubro de 2019
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    Acordo deve desburocratizar processos regulatórios

    Química e Derivados - Antonio Candido Calcagnotto, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla)

    Antonio Candido Calcagnotto, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla)

    O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), Antonio Candido Calcagnotto, anunciou mudanças que prometem desburocratizar os processos regulatórios no mercado de saneantes. A associação está finalizando um acordo de cooperação com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o qual prevê trazer mais agilidade e simplificação na regulação do setor. “Estaremos junto com o governo, não será mais como hoje, que o governo decide e a gente acata. Vamos melhorar o aprendizado para os dois lados. Hoje a maneira de fazer é com menos tecnologia e menos conhecimento. Vamos mudar isso”, afirma.

    Ele admite que os processos de registro são lentos. E não por má vontade do órgão regulatório, mas, muitas vezes, por falta de conhecimento. “A Anvisa atende a segmentos diversos. Os técnicos não conseguem entender de todos os setores”, justifica. Segundo Calcagnotto, o acordo vai auxiliar a Anvisa a se atualizar quanto a alguns processos e a conhecer o que há em relação à tecnologia local e internacional, isso naturalmente favorecerá a inovação da indústria.

    Rafael Ishikawa, da área de Pesquisa e Desenvolvimento de Home e Personal Care do Grupo Solvay na América Latina, lembra que, de maneira geral, a Anvisa não regula diretamente ingredientes para saneantes. A regulação é indireta, ou seja, a autoridade sanitária regula os saneantes acabados e os requisitos e restrições impostos acabam, por tabela, alcançando os ingredientes (componentes).

    O acordo de cooperação também deve atacar outra frente: a informalidade. Segundo Calcagnotto, essa simplificação esperada pode incentivar a formalização. “As empresas que não estão regularizadas poderão se regularizar, pois poderá ficar mais fácil esse processo”, reforça. Aliás, combater a informalidade é um dos focos da associação. De acordo com Paulo Engler, diretor-executivo da Abipla, no próximo ano a associação irá conduzir um levantamento acerca do mercado informal. “Primeiro vamos identificar o tamanho da informalidade e depois educar o consumidor”, diz. De qualquer forma, Engler acredita que à medida que os produtos ficarem mais sofisticados, a informalidade naturalmente diminuirá. “A informalidade ataca os produtos mais simples”, comenta. Estima-se, por exemplo, que a clandestinidade atinja 40% do segmento de água sanitária consumida hoje.

    Química e Derivados - Ishikawa: tensoativos devem ser cada vez menos irritantes

    Ishikawa: tensoativos devem ser cada vez menos irritantes

    A logística reversa, como não poderia deixar de ser, também permeia as discussões dentro da Abipla. Segundo Engler, o setor, que hoje arrecada 22% das embalagens colocadas no mercado, é um dos poucos que cumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305/10, em 12 de agosto de 2010. “As empresas multinacionais já fazem isso rotineiramente”, diz Engler.

    Ishikawa reforça essa ideia. Segundo ele, a reutilização e reciclagem de embalagens através de uma política de logística reversa mais eficiente é um dos exemplos de medidas que podem ser tomadas para a fabricação de produtos mais amigos do meio ambiente. Claro que muito mais pode ser feito. Ele menciona algumas medidas como: “a comercialização de produtos mais concentrados e a utilização de embalagens com refil para a redução da quantidade de plásticos lançados ao ambiente, além da utilização de ingredientes mais sustentáveis”.



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