Domissanitários (sabões, detergentes e limpeza)

Domissanitários: Insumos modernos formulam produtos mais eficientes

Renata Pachione
23 de outubro de 2019
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    Química e Derivados - Domissanitários: Insumos modernos ajudam a formular produtos mais eficientes

    Insumos químicos modernos ajudam a formular produtos mais eficientes e sustentáveis

    O mercado nacional de domissanitários se esmera para responder às tendências globais e se inserir na rota da sustentabilidade. O momento é de transição e o cenário, desafiador. Ávido por novas tecnologias, o consumidor impulsiona a indústria a destravar os investimentos e desenvolver produtos com atributos diferenciados, seja com foco em melhorias de desempenho ou em ingredientes com apelo ecológico.

    As mazelas da economia nacional frearam o avanço do faturamento do setor de saneantes. Apesar de apresentar crescimento da produção de 5,4%, no ano passado, a indústria repetiu os R$ 22 bilhões registrados em 2017, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla). Foram muitos os percalços. Só a greve dos caminhoneiros, em maio de 2018, provocou a perda de R$ 1 bilhão em vendas. Mas houve recuperação. Neste primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2018, o mercado cresceu 3,5% e manteve o país entre os quatro maiores fabricantes mundiais de produtos de limpeza.

    Essa indústria chega a lançar 2 mil produtos em um ano (YTD até junho de 2019 versus 2018), conforme aponta Camila Stefani, gerente de contas da Nielsen. A boa notícia é que a evolução não é apenas quantitativa. “Temos melhores tecnologias chegando; nossos fornecedores estão trazendo coisas mais modernas”, ressalta Antonio Candido Calcagnotto, presidente da Abipla. Fato que ele comprova com os índices de importação de matérias-primas. No ano passado, o setor importou mais de 2,5 milhões de toneladas, entre carbonato dissódico anidro, sulfato dissódico anidro, óleo de palmiste, outros óleos e agente orgânico de superfície não iônicos, segundo dados da associação.

    Química e Derivados - Engler: concentrados reduzem embalagem e custos logísticos

    Engler: concentrados reduzem embalagem e custos logísticos

    Espera-se que as novas tecnologias ajudem a consolidar no país a forte tendência dos produtos concentrados e compactados. A indústria já entendeu que não dá para fugir do conceito, sobretudo pelo seu apelo ambiental. Estudos divulgados pela Abipla apontam que os concentrados utilizam cerca de 80% menos água do que os produtos regulares e reduzem o consumo de resina plástica das embalagens na ordem de 35%. “Os produtos concentrados impactam tudo, desde o produto em si, com a embalagem e o espaço menor que ocupará nos lares, até a facilidade de manipulação e a logística”, reforça Paulo Engler, diretor-executivo da Abipla.

    A ideia é que essas formulações contenham ingredientes ativos com melhor desempenho e ação equivalente a dos produtos convencionais, mas com menor dosagem. Fernando Teixeira, diretor-comercial da Tecnoclean Industrial, ressalta os ganhos em logística. “Teremos produtos com custo de transporte menor, pois deixaremos de transportar água”, diz.

    A Tecnoclean Industrial está apostando nos avanços do setor de domissanitários, sobretudo no segmento de amaciantes de roupa. A partir de outubro agregará ao portfólio o ácido graxo de sebo destilado e o ácido graxo de óleo de soja. De Contagem-MG, a empresa, desde 2007, dedicava-se exclusivamente à produção de glicerina bidestilada. “Investimos em uma planta para produção de ácidos graxos, com tecnologia da italiana Gianazza, com capacidade de 1.500 toneladas mensais”, divulga Teixeira.



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