Domissanitários: Insumos modernos formulam produtos mais eficientes

Química e Derivados - Domissanitários: Insumos modernos ajudam a formular produtos mais eficientes

Insumos químicos modernos ajudam a formular produtos mais eficientes e sustentáveis

O mercado nacional de domissanitários se esmera para responder às tendências globais e se inserir na rota da sustentabilidade. O momento é de transição e o cenário, desafiador. Ávido por novas tecnologias, o consumidor impulsiona a indústria a destravar os investimentos e desenvolver produtos com atributos diferenciados, seja com foco em melhorias de desempenho ou em ingredientes com apelo ecológico.

As mazelas da economia nacional frearam o avanço do faturamento do setor de saneantes. Apesar de apresentar crescimento da produção de 5,4%, no ano passado, a indústria repetiu os R$ 22 bilhões registrados em 2017, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla). Foram muitos os percalços. Só a greve dos caminhoneiros, em maio de 2018, provocou a perda de R$ 1 bilhão em vendas. Mas houve recuperação. Neste primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2018, o mercado cresceu 3,5% e manteve o país entre os quatro maiores fabricantes mundiais de produtos de limpeza.

Essa indústria chega a lançar 2 mil produtos em um ano (YTD até junho de 2019 versus 2018), conforme aponta Camila Stefani, gerente de contas da Nielsen. A boa notícia é que a evolução não é apenas quantitativa. “Temos melhores tecnologias chegando; nossos fornecedores estão trazendo coisas mais modernas”, ressalta Antonio Candido Calcagnotto, presidente da Abipla. Fato que ele comprova com os índices de importação de matérias-primas. No ano passado, o setor importou mais de 2,5 milhões de toneladas, entre carbonato dissódico anidro, sulfato dissódico anidro, óleo de palmiste, outros óleos e agente orgânico de superfície não iônicos, segundo dados da associação.

Química e Derivados - Engler: concentrados reduzem embalagem e custos logísticos
Engler: concentrados reduzem embalagem e custos logísticos

Espera-se que as novas tecnologias ajudem a consolidar no país a forte tendência dos produtos concentrados e compactados. A indústria já entendeu que não dá para fugir do conceito, sobretudo pelo seu apelo ambiental. Estudos divulgados pela Abipla apontam que os concentrados utilizam cerca de 80% menos água do que os produtos regulares e reduzem o consumo de resina plástica das embalagens na ordem de 35%. “Os produtos concentrados impactam tudo, desde o produto em si, com a embalagem e o espaço menor que ocupará nos lares, até a facilidade de manipulação e a logística”, reforça Paulo Engler, diretor-executivo da Abipla.

A ideia é que essas formulações contenham ingredientes ativos com melhor desempenho e ação equivalente a dos produtos convencionais, mas com menor dosagem. Fernando Teixeira, diretor-comercial da Tecnoclean Industrial, ressalta os ganhos em logística. “Teremos produtos com custo de transporte menor, pois deixaremos de transportar água”, diz.

A Tecnoclean Industrial está apostando nos avanços do setor de domissanitários, sobretudo no segmento de amaciantes de roupa. A partir de outubro agregará ao portfólio o ácido graxo de sebo destilado e o ácido graxo de óleo de soja. De Contagem-MG, a empresa, desde 2007, dedicava-se exclusivamente à produção de glicerina bidestilada. “Investimos em uma planta para produção de ácidos graxos, com tecnologia da italiana Gianazza, com capacidade de 1.500 toneladas mensais”, divulga Teixeira.

Sustentável – Produtos que contenham ingredientes ativos “amigos do ambiente” e apresentem atributos de biodegradabilidade e atoxicidade têm conquistado espaço cada vez maior no mercado. Até por isso, na Dow, são diversas as soluções nesse sentido, como as linhas de surfactantes Ecosurf e SupraCare 133. Este último, aliás, um lançamento.

De origem celulósica, o SupraCare 133 é um aditivo para uso em detergentes e lava-roupas líquidos, que promete menos enxague e ação antiamassamento. O Ecosurf, por sua vez, é um surfactante também de origem natural, com cadeia hidrofóbica renovável, com fácil dispersão em água e alta eficiência para limpadores ecológicos. “Foi desenvolvido visando à diminuição do consumo de água durante a criação de novas alternativas de limpeza, garantindo uma produção sustentável”, afirma José Alberto Pino Andrade, Home Care Marketing Latin America, Dow Consumer Solutions.

Segundo Andrade, o mercado latino-americano de produtos de limpeza está se sofisticando com mais lançamentos de produtos com valor agregado. Ele cita o caso dos tensoativos. “Os formuladores buscam produtos mais eficientes, suaves e amigáveis ao meio ambiente”, resume.

A Dow possui uma linha completa de produtos para as mais diversas aplicações de domissanitários, como lava-roupas, limpadores de superfície, lava-louças e limpadores específicos. Um dos destaques da companhia é a linha de dispersantes Acusol, utilizada em limpadores de superfícies, detergentes de roupas líquidos e em pó. “É um agente anti-incrustação para a remoção da sujeira e minerais da água”, conta.

Aliar processos e tecnologias mais eficientes com apelo ambiental também tem sido um dos pilares do Grupo Solvay, que no Brasil também atua com a marca Rhodia. E ao que parece tem dado certo. Prova disso, está na sua receita. No ano passado, as soluções sustentáveis representaram 50% do lucro líquido. “É possível trabalhar com química sustentável e de alta performance”, diz Rafael Ishikawa, da área de Pesquisa e Desenvolvimento de Home e Personal Care do Grupo Solvay na América Latina.

Não por acaso, um recente lançamento da companhia é justamente um produto da linha derivada de fonte renovável (glicerina). Trata-se do Augeo Clean Multi, um substituto dos tradicionais solventes feitos a partir de éteres de glicol. “É capaz de dissolver sujeira solúvel em água e óleo, ajudando a formulação a limpar de forma efetiva e melhorar a sua capacidade de molhabilidade”, afirma Ishikawa.

Segundo Sandra Mori, responsável pela área comercial da linha Augeo, o produto é aprovado em testes de toxicidade oral e inalatória. Ela conta que atende às inúmeras legislações ambientais em âmbito mundial e, por isso, seu uso cresceu em aplicações no mercado de cuidados domésticos, principalmente, devido ao seu alto poder de solvência e segurança ao consumidor. O Augeo Clean Multi está nas formulações dos cinco líderes globais de mercado de produtos de limpeza.

São diversas as soluções da companhia para atender à demanda de produtos com apelo sustentável. Algumas ficam por conta dos tensoativos coco-betaína Mirataine BB/FLA, o anfoacetato Miranol C2M Conc NP e o surfactante aniônico coco-sulfato de sódio chamado de Mackol CAS 100N. Além deles, Ishikawa cita o Mirataine CBS. Ele explica que é uma sultaína extremamente suave, capaz de abater a irritabilidade de tensoativos aniônicos.

Entre os lançamentos para o segmento de especialidades químicas, Ishikawa destaca o Mirapol Surf e o Repel-O-Tex. O primeiro possui diferentes polímeros desenvolvidos para adsorver nas mais diversas superfícies, como vidro, inox, cerâmica e plástico. Além disso, segundo o fabricante, os polímeros aceleram a secagem das superfícies e trazem um benefício de antiembaçamento. Já a linha Repel-O-Tex de polímeros especiais pode ser usada para a hidrofilização de tecidos, formando um escudo contra a profunda penetração de sujidades gordurosas nas fibras.

Para Ishikawa, houve uma transformação no perfil de compra do brasileiro, pois a falta de tempo o estimula a otimizar as tarefas com produtos mais eficientes. “Os consumidores estão cada vez menos dispostos a utilizar produtos de limpeza que deixam mãos ressecadas ou gastar horas limpando o banheiro”, exemplifica.

Alinhada à demanda de mercado por maior agilidade e facilidade, a Basf levou essa ideia também para os formuladores. Em janeiro deste ano lançou a Soluprat, uma linha de soluções semiprontas para os fabricantes de produtos de limpeza. Criado no Centro de Experiências Científicas e Digitais, o onono, o produto é composto por blends concentrados para lava-roupas líquido, lava-louças manual e limpadores de superfícies.

Em geral, para produzir lava-roupas, por exemplo, é preciso uma grande variedade de matérias-primas, como tensoativos, agentes quelantes, branqueadores ópticos e outros ingredientes. A ideia do Soluprat é otimizar o processo, oferecendo ao formulador um produto base já elaborado. “Precisa apenas ser diluído e customizado com cor e fragrância, antes de chegar ao mercado, reduzindo a complexidade e as etapas de desenvolvimento”, reforça Fabricio Soto, gerente do negócio de Home Care, I&I e Industrial Solutions da Basf.

Química e Derivados - Soto: blends tornam mais fácil formular lavadores líquidos
Soto: blends tornam mais fácil formular lavadores líquidos

Para Soto, as inovações da companhia atendem às crescentes demandas por conceitos sustentáveis e eficientes. Até por isso, ainda neste ano será lançado o Soluprat Louças Vegano, um produto biodegradável e livre de testes em animais. A Basf atende aos principais segmentos de home care: roupas, louças e superfícies, com opções nas versões básica e premium O portfólio contempla agentes quelantes, tensoativos, branqueadores ópticos e polímeros, entre outros.

Perfil de compra – Em relação aos hábitos do consumidor, segundo Sandra, do Grupo Solvay, o brasileiro gosta de limpar a casa todos os dias e trazer o frescor para dentro dos ambientes. Fato este que ajuda a entender o porquê de os limpadores perfumados terem se tornado a grande vedete da limpeza doméstica.

Química e Derivados - Aline: consumidor quer fazer a limpeza com menos esforço
Aline: consumidor quer fazer a limpeza com menos esforço

A Univar Solutions sabe disso. A companhia firmou neste ano parceria com a casa de fragrâncias Takasago. Não foi por acaso. Aline Belleza, especialista em desenvolvimento técnico da empresa, considera como um produto inovador, entre outros atributos, aquele que mantenha as superfícies e roupas limpas e cheirosas por mais tempo. “Como últimas tendências, estão os produtos que proporcionem sensações agradáveis ao consumidor, com o uso de fragrâncias de longa duração”, afirma.

E por falar nos rumos do setor, ela aponta a direção dos novos desenvolvimentos da indústria de home care. Para ela, a procura será por produtos capazes de limpar mais rápido e com menos esforço, além dos chamados “verdes”. “A preocupação com a sustentabilidade tem crescido. Tanto as matérias-primas quanto os novos produtos lançados estão cada vez mais alinhados com essa tendência”, diz.

O rol de empresas parceiras da Univar Solutions é extenso. Ali estão grandes empresas como Angus, Milliken, KAO, Exxon e Dow. Dessa última, aliás, a Univar Solutions apresentou recentemente duas novas tecnologias. Um delas, a Xiameter OFX-5211 Fluid, é um silicone que possui ação de drenagem de água e efeito antiembaçante, e a outra, a Dowsil OFX-5247 Fluid, outro silicone; este auxilia a remoção das rugas e amassados dos tecidos sem a necessidade do ferro de passar roupa. “Esta tecnologia além de entregar facilidade ao consumidor, pode contribuir ativamente com a redução de gasto de energia”, diz.

Além de novas tecnologias, o mercado de home care tem sido abastecido com novos players. Esse é o caso da Gelita, empresa tradicional do segmento de ingredientes alimentícios e farmacêuticos. O Novotec CB800 foi a porta de entrada para o setor. Trata-se de uma solução baseada em proteína de colágeno, cuja principal propriedade é a formação de uma película de proteção nas superfícies. O ingrediente não substitui o surfactante, porém, em alguns casos, há uma interação entre o surfactante e o aditivo, reduzindo a tensão superficial e melhorando seu desempenho. Em geral, o ingrediente entra nas formulações em substituição a outros agentes formadores de película, sobretudo os hidrofóbicos, como o silicone e outras ceras.

Química e Derivados - Oliveira: proteína melhora desempenho de surfactante
Oliveira: proteína melhora desempenho de surfactante

Segundo Sérgio de Oliveira, gerente de novos negócios da Gelita, ao utilizar o seu produto, o cliente pode trabalhar com formulações mais simples, sem abrir mão do alto desempenho. “Sua aplicação é muito ampla, então geralmente pensamos em uma formulação apenas com surfactante, água e nosso aditivo”, afirma. Com produção local, a tecnologia foi desenvolvida na Europa e pode ser empregada em formulações para limpeza de cozinhas e banheiros, entre outros.

A Oxiteno apresenta uma visão holística sobre a questão ambiental. A empresa utiliza a metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) para determinar o impacto no ambiente de uma solução ao longo de toda sua existência. “Assim, todas as etapas do ciclo têm seus impactos mensurados, desde a extração de matérias-primas, até o uso e descarte, passando pelas etapas de fabricação, envase e logística”, diz Cristiane Canto, porta-voz da Oxiteno.

Ela leva o conceito à prática. Segundo explica, na lavagem de roupas com o Oxizymes F1065, o consumo de recursos fósseis é 36% menor e é possível diminuir em 7% as emissões de gases de efeito estufa, na comparação entre um lava-roupas líquido comum e um formulado com seu produto. “Na fase de produção, esses números são ainda mais impressionantes: 50% a menos de consumo de recursos fósseis e redução de 32% de emissão de gases de efeito estufa”, afirma Cristiane.

Entre as diversas soluções da Oxiteno para o mercado de domissanitários, Cristiane destaca as linhas Oxizymes (ver QD-593, de agosto de 2018) e Oxiflow. “Ambas trazem benefícios consideráveis em desempenho e sustentabilidade para produtos que atuam na lavagem de roupas”, explica Cristiane. A primeira é fruto de parceria com a Novozymes. Trata-se de uma combinação exclusiva entre surfactantes e cinco enzimas, que segundo ela, garante desempenho superior na remoção de manchas variadas e permite a redução do total de ativos da formulação.

Por sua vez, a linha Oxiflow consiste em modificadores reológicos de alto desempenho. “Ela promove o espessamento eficiente de formulações aquosas à base de surfactantes. Versátil, também apresenta excelente resultados no espessamento de formulações menos concentradas e livres de sulfato”, diz.

Química e Derivados - Cristiane recomenda avaliação completa de ciclo de vida
Cristiane recomenda avaliação completa de ciclo de vida

Segundo Cristiane, o mercado é bastante dinâmico e reflete de forma rápida as tendências de comportamento do consumidor. “Hoje o que vem com grande força são os aspectos de sustentabilidade – produtos de origem renovável, que agridem menos o meio ambiente”, comenta. Ela anuncia também que a empresa inaugurou no final do ano passado uma planta de alcoxilação, em Pasadena, nos Estados Unidos.

A Brenntag também divulga investimentos; inaugurou neste ano um laboratório de pesquisa e desenvolvimento, em Guarulhos-SP. Christiane Neves, gerente-executiva de negócios Personal Care Brasil, cita também o OMD (On Site Microbial Detected), um equipamento que a empresa leva até a planta do cliente para fazer a inspeção microbiológica da matéria-prima, equipamentos e da água utilizada na produção.

A empresa aposta ainda em soluções diferenciadas, como o próprio Oxizymes, da Oxiteno, que será incorporado ao seu portfólio em outubro próximo. Christiane também destaca outros produtos, como a linha de biocidas com tecnologias que permitem baixa dosagem de uso, da DuPont, além dos tensoativos para formulações livre de espuma e tensoativos fluorados que auxiliam na limpeza de superfícies.

Segundo a executiva, os consumidores sabem o que querem. “Existe uma nova demanda que exige limpadores de superfícies mais eficientes, sabões mais eficazes na limpeza de manchas e tudo isso sempre em linha com temas como sustentabilidade e atoxicidade”, conclui Christiane.

É imperativo hoje que a indústria aja com consciência ambiental. Por isso, os principais players do mercado oferecem alternativas com algum viés ecológico. Andrade, da Dow, traz, no entanto, outro lado da questão: o financeiro. “Sem dúvida, a sustentabilidade atingiu fortemente nosso setor. Mas hoje ainda é muito focado apenas em um nicho de classe média/alta por conta dos preços altos, inviabilizando a compra massiva destes produtos”, afirma. O tema é amplo e não se encerra aqui. Em âmbito nacional, as conversas estão só começando.

Acordo deve desburocratizar processos regulatórios

Química e Derivados - Antonio Candido Calcagnotto, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla)
Antonio Candido Calcagnotto, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla)

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), Antonio Candido Calcagnotto, anunciou mudanças que prometem desburocratizar os processos regulatórios no mercado de saneantes. A associação está finalizando um acordo de cooperação com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o qual prevê trazer mais agilidade e simplificação na regulação do setor. “Estaremos junto com o governo, não será mais como hoje, que o governo decide e a gente acata. Vamos melhorar o aprendizado para os dois lados. Hoje a maneira de fazer é com menos tecnologia e menos conhecimento. Vamos mudar isso”, afirma.

Ele admite que os processos de registro são lentos. E não por má vontade do órgão regulatório, mas, muitas vezes, por falta de conhecimento. “A Anvisa atende a segmentos diversos. Os técnicos não conseguem entender de todos os setores”, justifica. Segundo Calcagnotto, o acordo vai auxiliar a Anvisa a se atualizar quanto a alguns processos e a conhecer o que há em relação à tecnologia local e internacional, isso naturalmente favorecerá a inovação da indústria.

Rafael Ishikawa, da área de Pesquisa e Desenvolvimento de Home e Personal Care do Grupo Solvay na América Latina, lembra que, de maneira geral, a Anvisa não regula diretamente ingredientes para saneantes. A regulação é indireta, ou seja, a autoridade sanitária regula os saneantes acabados e os requisitos e restrições impostos acabam, por tabela, alcançando os ingredientes (componentes).

O acordo de cooperação também deve atacar outra frente: a informalidade. Segundo Calcagnotto, essa simplificação esperada pode incentivar a formalização. “As empresas que não estão regularizadas poderão se regularizar, pois poderá ficar mais fácil esse processo”, reforça. Aliás, combater a informalidade é um dos focos da associação. De acordo com Paulo Engler, diretor-executivo da Abipla, no próximo ano a associação irá conduzir um levantamento acerca do mercado informal. “Primeiro vamos identificar o tamanho da informalidade e depois educar o consumidor”, diz. De qualquer forma, Engler acredita que à medida que os produtos ficarem mais sofisticados, a informalidade naturalmente diminuirá. “A informalidade ataca os produtos mais simples”, comenta. Estima-se, por exemplo, que a clandestinidade atinja 40% do segmento de água sanitária consumida hoje.

Química e Derivados - Ishikawa: tensoativos devem ser cada vez menos irritantes
Ishikawa: tensoativos devem ser cada vez menos irritantes

A logística reversa, como não poderia deixar de ser, também permeia as discussões dentro da Abipla. Segundo Engler, o setor, que hoje arrecada 22% das embalagens colocadas no mercado, é um dos poucos que cumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305/10, em 12 de agosto de 2010. “As empresas multinacionais já fazem isso rotineiramente”, diz Engler.

Ishikawa reforça essa ideia. Segundo ele, a reutilização e reciclagem de embalagens através de uma política de logística reversa mais eficiente é um dos exemplos de medidas que podem ser tomadas para a fabricação de produtos mais amigos do meio ambiente. Claro que muito mais pode ser feito. Ele menciona algumas medidas como: “a comercialização de produtos mais concentrados e a utilização de embalagens com refil para a redução da quantidade de plásticos lançados ao ambiente, além da utilização de ingredientes mais sustentáveis”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.