Domissanitários (sabões, detergentes e limpeza)

Domissanitários – Consumidor fica mais sofisticado e demanda produtos inovadores e sustentáveis

Hamilton Almeida
15 de junho de 2012
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    Hipoclorito de sódio – Maior fabricante do produto mais usado para desinfecção doméstica, o hipoclorito de sódio (água de lavadeira ou cândida), a Carbocloro tem uma capacidade instalada de 400 mil toneladas/ano, a 12% de concentração, e considera esse produto “imbatível” nessa aplicação. Estatísticas da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor) indicam que, no ano passado, a produção no país de hipoclorito de sódio foi de 67.600 toneladas (66 mil t em 2010).

    “Não há como competir com o hipoclorito de sódio em termos de custo e poder bactericida”, garante Silva. Ele não acredita que haja uma reversão dessa tendência nem a médio prazo. O que há no mercado são os novos alvejantes isentos de cloro.

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    Silva: hipoclorito alia poder bactericida com baixo custo

    Silva ressalta que a Carbocloro é um player “muito importante” no mercado de domissanitários, capaz de atender em qualquer região do Brasil. “Tratamos o hipoclorito como core business, pois esse segmento representa 20% das nossas vendas”, adiciona. Ele considera que, nesse mercado, a Carbocloro leva vantagem porque os clientes buscam qualidade e garantia de fornecimento.

    Com quase 50 anos no mercado, resultado de joint-venture entre a brasileira Unipar com a OxyChem, maior fornecedora de cloro-soda dos Estados Unidos, a Carbocloro quer manter a sua forte posição no mercado nacional e, para tanto, não deixa de investir na produção. Silva conta que, em 2008, a empresa iniciou a operação de uma nova eletrólise, com tecnologia de membrana, disponibilizando mais soda cáustica para atender ao crescimento da demanda deste produto em vários outros setores (químicos, celulose, alimento, metais, entre outros).

    “Como este produto tem teor residual um pouco mais baixo de metais, acabamos por direcionar parte de sua produção para a fabricação do hipoclorito de sódio. Com isso, o hipoclorito de sódio ficou com a sua qualidade, já reconhecida pelo mercado, ainda melhor.” Ele garante que o hipoclorito da Carbocloro tem qualidade padrão no mercado. “Vale ressaltar que todos os tipos de soda fabricados pela Carbocloro são também reconhecidos por sua qualidade em mercados similares, como fabricação de sabões e outros produtos domissanitários”, destaca Silva.

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    Maria Eugenia: setor estimula inovação ao buscar diferenciais

    Mercado – A presidente executiva da Abipla, Maria Eugênia Saldanha, está otimista com relação ao desempenho do setor em 2012, que deve repetir a performance dos últimos anos, com indicadores acima da taxa de expansão do PIB. “A expectativa de crescimento é de dois a três pontos percentuais acima do aumento do PIB, em razão da importância dos produtos de limpeza na cesta de compras do brasileiro, que vem buscando cada vez mais produtos diferenciados, ligados à praticidade e ao bem-estar”, declara.

    Pelos dados da Abipla, o setor, que em 2003 movimentava R$ 9 bilhões, deve fechar 2012 com negócios da ordem de R$ 15 bilhões (R$ 14,4 bilhões em 2011, ano em que o crescimento foi de 6,7% em comparação com o exercício anterior).

    Silva, da Carbocloro, é ainda mais otimista que Maria Eugênia. Ele dispõe de indicadores que mostram que houve um crescimento de 5% no período de um ano até fevereiro de 2012. Para os 12 meses deste ano, ele espera um salto de 7%, em relação a 2011. Nos anos seguintes, ele prevê que as taxas de crescimento variem de 5% a 7% ao ano.

    Denominados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como saneantes, os produtos de limpeza englobam todos aqueles destinados à limpeza de superfícies, desinfecção, desinfestação, higienização, sanitização, desodorização e odorização de ambientes, além de produtos para tratamento de água para consumo humano, hortifrutícolas e piscinas.

    Maria Eugênia explica que, antes de serem comercializados, os produtos saneantes devem ser regularizados perante a Anvisa, ou seja, devem ser registrados ou notificados, conforme o grau de risco de cada um. Existem duas classificações de risco: 1 e 2. Os produtos de risco 1 devem ser notificados. São aqueles de menor risco para a saúde do consumidor e não precisam de laudos para comprovação de eficácia, como detergentes, limpadores, amaciantes, entre outros.

    Já os produtos de risco 2 apresentam maior risco para a saúde humana, caso dos produtos limpa-fornos, ácidos ou alcalinos, ou que precisam de comprovação de eficácia, como é o caso dos desinfetantes. Nesse caso, os produtos devem ser registrados antes de chegar ao mercado.

    Desde 2009 está em vigor o Sistema de Notificação Online, procedimento que facilita a comercialização dos produtos de risco 1. Sem custo para o empresário, o produto pode ser comercializado 24 horas depois do envio da petição eletrônica de notificação. A Abipla teve intensa participação no processo de negociação com a Anvisa para a implementação do sistema, uma vez que representa um fator de contribuição a mais no combate à informalidade. “Antes disso, a autorização para uma notificação podia levar até 30 dias”, informa a presidente executiva da Abipla.



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    Um Comentário


    1. Bom Dia.
      Sou Farmaceutico-Bioquimico e estou auxiliando a empresa Inset-Disque na montagem de surfactantes para aplicações com produtos contra pragas, tais como cupins, etc. Nos USA encontrei o produto Pro Foam Platinum e estou interessado em saber se a Oxiteno tem como nos auxiliar na montagem deste projeto com formulações ou com o produto já pronto com surfactantes para utilização em aplicações.
      Desde já agradeço a atenção.
      Nilton.



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