Domissanitários (sabões, detergentes e limpeza)

Domissanitários – Abipla volta a pesquisar mercado informal

Quimica e Derivados
21 de novembro de 2020
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    Informalidade – A produção e comercialização de produtos de limpeza e saneantes sempre conviveram com agentes não registrados e não fiscalizados pelo poder público. A participação dos chamados informais tende a crescer em momentos de crise econômica, mas representa um severo risco para a saúde pública, uma vez que nada se sabe a respeito da qualidade e segurança das formulações apresentadas.

    A Abipla acompanhou durante algum tempo, mediante pesquisas de mercado, a participação dos informais em seus negócios. O último levantamento realizado pela associação é de 2015. “A Abipla está contratando uma nova pesquisa nacional de porta em porta para verificar a presença efetiva dos produtos informais nos lares brasileiros”, informou Engler. “O levantamento dos dados deve ficar pronto até o fim deste ano, com divulgação dos resultados em fevereiro de 2021.”

    Na percepção do setor, a atuação dos informais está crescendo como efeito da pandemia e afeta os negócios das empresas regulamentadas. De um ponto de vista pragmático, essa participação informal representa uma oportunidade de crescimento futuro para o setor formal, que poderá ocupar esse espaço. “Precisamos conscientizar o consumidor sobre a eficácia e os riscos de comprar produtos sem controle de qualidade e inseguros”, salientou.

    A economista Tereza Fernandez, da MB Associados, aponta um grande potencial de crescimento para o setor de limpeza e saneantes no Brasil. “O consumo per capita desses itens ainda é muito baixo em relação a países mais desenvolvidos e há regiões que apresentam consumo importante de produtos informais”, apontou.

    Na avaliação da especialista, o PIB nacional deve encolher perto de 5% neste ano, um resultado bem melhor que a previsão inicial de queda de 7,1%. Para ela, o bom desempenho do setor agropecuário, com vendas em alta de 20%, e a entrada do auxílio emergencial no valor de R$ 50 bilhões por mês, evitaram uma catástrofe. O terceiro trimestre de 2020 foi o melhor de todo o ano e o último período deve ser vigoroso, na sua avaliação.

    Porém, como observou, a redução do auxílio emergencial e o aumento do déficit das contas públicas representam desafios importantes para a economia. “Pode haver uma retração de consumo de produtos de higiene e limpeza, por exemplo”. Em 2021, será preciso lidar com questões complexas como desemprego, preços dos alimentos, déficit fiscal e conviver com taxa de câmbio desfavorável. Mesmo assim, a previsão é de avanço de 2% a 2,1% no PIB. “Já vínhamos em recessão desde o governo Dilma, ficar muitos anos em baixa é ruim para o país”, salientou.



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