Distribuição – Vendas crescem, superando os efeitos da pandemia

Alta capacidade de adaptação aos momentos de crise, apesar dos entraves logísticos

Como se espera uma retomada mais forte de demanda no segundo semestre, a Coremal “ligou o sinal de alerta e estamos trabalhando muito forte em planejar e executar uma estratégia agressiva de adequação dos nossos inventários de produtos importados, bem como um alinhamento de necessidades e disponibilidades com nossos principais parceiros locais”, relatou Jensen.

“Desta maneira estaremos preparados para suprir com segurança as necessidades de nossos clientes.”

Jensen considera o gerenciamento dos estoques como fator crítico para os resultados de uma distribuidora, uma vez que impacta o fluxo de caixa e toda a remuneração do capital de trabalho.

“Em momentos de muita volatilidade, como o de hoje, faz-se mandatório um planejamento de compras e vendas eficiente – processo de S&OP, ou Sales & Operation Planning –, bem como uma inteligência de mercado rápida que permita um processo de tomada de decisões eficaz e assertivo”, ressaltou.

“Com decisões mais acertadas, minimiza-se o impacto desses desiquilíbrios de oferta e demanda, protegendo mais a empresa do ambiente volátil e, por fim, mantendo nossos clientes abastecidos de maneira competitiva.”

Como relatou, de abril a junho de 2021, a demanda recuou novamente pela série de lockdowns espalhados pelo país.

“No entanto, o recente otimismo em virtude do cronograma de vacinação mais efetivo acena para uma recuperação de demanda”, considerou.

As variações de mercado de se traduziram em mudanças no comportamento dos clientes da Coremal.

“Notamos uma redução importante nos indicadores ou KPIs relacionados ao número de clientes com compras e também no tíquete médio de 2020 no período inicial da pandemia, que foi um reflexo da dificuldade de médias, pequenas e micro empresas no gerenciamento do fluxo de caixa”, comentou Jensen.

Ele aponta que, em 2021, a situação geral está um pouco melhor, mas com algumas regiões e alguns segmentos ainda em ritmo lento de recuperação.

“Analisando os segmentos principais que se mantiveram ativos ou acelerados, destacamos as áreas de nutrição humana e animal, domissanitários, produtos cosméticos e cuidados pessoais”, indicou.

A iminência de uma crise hídrica no Brasil gera preocupações, embora os impactos diretos sejam mais sentidos nas indústrias.

Jensen aponta que a distribuição poderá sofrer impactos indiretos, como o aumento dos custos na cadeia, diminuição de oferta, redução de demanda dos clientes e pela necessidade de ajustes na operação, ainda que não seja consumidora intensiva de água e eletricidade.

“Adotamos campanhas de conscientização dos colaboradores e das comunidades onde operamos sobre o uso consciente de água, além de implementarmos melhorias de processos para reduzir o consumo de água e energia nas nossas operações”, informou.

Ao mesmo tempo, a Coremal promove junto aos clientes tecnologias que permitem otimizar o uso desses recursos, como a linha Novec, da 3M, de fluidos de limpeza de precisão de peças metálicas, capaz de reduzir o processo de secagem e, por consequência, o consumo de energia.

“Também oferecemos tecnologias da DuPont de membranas de osmose reversa, ultrafiltração e resinas de troca iônica que podem ser aplicadas a vários processos de reúso de água industrial, aumentando a eficiência hídrica dos nossos clientes”, finalizou.

Rudnik Química – Luís Cardoso, diretor comercial da companhia, relatou que a demanda da distribuidora até março de 2020 seguia o ritmo dos anos anteriores, quando houve uma queda bem grande nos meses de abril e maio, ápice da aplicação do isolamento social no país.

“De junho em diante, a demanda foi bem forte de forma que não afetou nosso resultado, pelo contrário, tivemos crescimento no ano”, salientou.

A distribuidora não identificou alteração considerável no perfil dos clientes, tendo conservado aqueles com os quais já mantinha relacionamento.

Química e Derivados - Distribuição - Vendas crescem, superando os efeitos da pandemia ©QD Foto: iStockPhoto
Luís Cardoso, diretor comercial da Rudnik

“De fato, o tíquete médio das vendas subiu em torno de 20%, como reflexo do aumento dos custos das matérias-primas que fomos obrigados a repassar”, considerou Cardoso.

Os segmentos mais ativos para a Rudnik Química são tintas e vernizes, agroquímicos e cosméticos.

Cardoso comentou que ainda persistem os problemas de abastecimento de produtos químicos, e a dificuldade de cumprir os prazos de recebimento dos produtos importados ainda é muito latente.

“Temos muitos atrasos e pedidos em aberto de compras que fizemos; muitos produtos comercializados pela Rudnik Química continuam com pouca ou nenhuma disponibilidade, então os embarques têm sido frequentemente postergados ou cancelados, sem falar dos aumentos preço em geral em que todos os produtos subiram em média 30%”, disse.

Como formas de mitigar o impacto dessas majorações aos seus clientes, a distribuidora, em alguns casos, adotou o dólar médio para precificar os produtos, além de buscar aumento do giro do estoque.

“No período, fizemos investimentos na área de TI para melhorar os acessos remotos de todo o time e atender à Lei Geral de Proteção de Dados”, salientou.

Additiva – Atuando no mercado brasileiro com a distribuição de especialidades químicas para diversos segmentos industriais, a Additiva conta com amplo portfólio de produtos químicos, atendimento focado no cliente, agilidade logística e eficiência em todo seu processo, como informa o CEO Marcos Bresolin.

Como relatou, 2020 foi marcado por um grande evento de impacto global, e os primeiros meses da pandemia registraram queda na demanda pelos produtos comercializados em praticamente todos os mercados atendidos pela Additiva.

Química e Derivados - Distribuição - Vendas crescem, superando os efeitos da pandemia ©QD Foto: iStockPhoto
Marcos Bresolin, CEO da Additiva

“A partir do segundo semestre, a recuperação acompanhou o mercado e conseguimos atingir números expressivos e recordes de faturamento e vendas”, comentou Bresolin.

De olho no futuro, a distribuidora estruturou novos desafios para 2021 e segue as expectativas propostas pelo novo planejamento estratégico.

“Atingiremos os resultados previstos mediante novos desenvolvimentos, fechamento de grandes parcerias e abertura do mercado para as tecnologias que fazem parte do nosso portfólio”, salientou.

A Additiva adotou a estratégia de buscar novas oportunidades e consolidar parcerias que estavam em andamento desde o ano passado, como forma de contornar as dificuldades de suprimento de matérias-primas que ainda se verificam no mercado global.

Em 2020, os segmentos de home care e cuidados com higiene pessoal se mantiveram em alta, como resultado da pandemia.

“Mas os demais segmentos, considerando que atuamos em todos do setor químico, conseguiram se estabilizar e aumentar o patamar de demanda desde a metade de 2020”, concluiu.

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