Distribuição – Vendas crescem, superando os efeitos da pandemia

Alta capacidade de adaptação aos momentos de crise, apesar dos entraves logísticos

A distribuição de produtos químicos comprova sua resiliência e consegue atravessar a pandemia da Covid-19 com poucos efeitos adversos.

A vasta experiência dos empresários do setor para lidar com crises – no Brasil, principalmente – e a inerente flexibilidade do comércio químico geraram uma rápida resposta adaptativa ao novo ritmo de negócios e evitaram perdas mais significativas, como as registradas por alguns setores industriais, a exemplo do automobilístico.

Nem tudo, porém, são flores no caminho do comércio de produtos químicos. A eclosão repentina da doença causou a parada da produção de vários insumos e também das operações logísticas internacionais.

Entre março e maio de 2020, foi grande a escassez global de muitos produtos químicos, cujos preços dispararam.

Quem tinha estoque formado a preços baixos conseguiu realizar lucros, mas houve alguma frustração ao perceber que a reposição desses itens ficou ainda mais cara.

O remédio para prevenir o “ouro de tolo” foi investir mais na prospecção de fontes de suprimentos e acompanhar o comportamento dos mercados com atenção redobrada.

Como se não bastasse a dificuldade para comprar produtos, a taxa cambial registrou forte oscilação em 2020, passando dos R$ 4,30 para R$ 5,60 em menos de quatro meses, ameaçando vez por outra bater a marca dos R$ 6 no primeiro trimestre de 2021.

E, neste ano, com Joe Biden no leme dos Estados Unidos e a recuperação da economia global, a moeda americana perdeu valor e procura repouso novamente abaixo dos R$ 5,00.

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Rubens Medrano, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim)

“Os produtos químicos, mesmo os fabricados no Brasil, são dolarizados, o estoque acaba funcionando como um hedge natural para os distribuidores”, comentou Rubens Medrano, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim).

“Para nós, o importante é ter estabilidade, sem flutuações abruptas, como a que aconteceu em 2020”, disse. “Mas o setor já se acostumou a isso, desenvolvemos nossos anticorpos, ou seja, evitam-se riscos desnecessários, os movimentos comerciais são mais conscientes.” Tanto assim que, como salientou, quase não se vê inadimplência de distribuidores.

Os resultados de 2020, em levantamento preliminar da Associquim com seus associados, apontam uma queda de faturamento de 10% em dólares, mas um aumento significativo em reais.

“A desvalorização forte do real explica essa divergência, foi um resultado razoável, considerando as dificuldades de vários segmentos de mercado atendidos pela distribuição”, avaliou Medrano.

A rentabilidade das operações registrou uma pequena queda, resultado do aumento do custo de aquisição de produtos e dos fretes. Mas, perto de outras atividades produtivas, o resultado deve ser comemorado.

“O varejo, em geral, foi muito prejudicado, mas setores como alimentos, higiene pessoal e farmacêutico tiveram resultados excelentes”, comparou.

Quase encerrado o primeiro semestre de 2021, as dificuldades logísticas permanecem em muitas regiões do mundo.

“Alguns países se recuperaram antes dos outros e isso desbalanceou o mercado, há locais com falta de contêineres, por exemplo, mas eles estão sobrando em outros e ficam parados esperando o retorno”, disse.

Especialidades e insumos da química fina são transportados com esse tipo de equipamento, enquanto as commodities são movimentadas a granel.

Em 2020, as incertezas geradas pela pandemia mudaram o comportamento dos compradores. “Muitos clientes que importavam seus insumos passaram a se abastecer pela distribuição, porque não tinham certeza se valia a pena trazer produtos em quantidade para um mercado instável, isso pressionou ainda mais os estoques da distribuição”, comentou.

Quando a economia voltou a ganhar tração, já no segundo semestre de 2020, os compradores resolveram recompor os estoques que haviam sido consumidos. Isso resultou em uma demanda superior ao volume habitual.

“Ainda não se sabe se todos os estoques das cadeias produtivas estão recompostos, ou seja, ainda é cedo para dizer que o mercado mundial de químicos se normalizou”, avalia Medrano.

De qualquer forma, como salientou, a participação da América Latina nos fluxos de comércio globais é pequena e, até por isso, tende a sofrer mais com as restrições de fretes marítimos.

O presidente da Associquim considera essencial acompanhar a atividade econômica nacional com atenção. “A atividade da distribuição não é fim, mas é meio, nós suprimos as indústrias com insumos químicos, portanto nossos resultados refletem o desempenho dos clientes”, afirmou.

Nesse sentido, os resultados do setor em 2021 dependem da rapidez da retomada da atividade econômica. “A incerteza em relação à Covid-19 ainda é alta, a vacinação avança lentamente, o desemprego segue muito forte e afeta a classe média, com isso o consumo tende a cair”, considerou.

“E as reformas fiscal e tributária não chegam.” Com esse cenário, melhores dias virão em 2022, ano eleitoral, quando os cofres governamentais tendem a se abrir com facilidade para irrigar a economia.

“Mas nada indica que a carga tributária do Brasil vá cair, porque o déficit fiscal ainda é muito alto”, disse. A forte polarização politica também contribui para piorar o quadro, por aumentar a instabilidade.

A crise hídrica que se apresenta no momento é observada com muita preocupação por Medrano.

“A distribuição será afetada indiretamente, caso a indústria seja forçada a reduzir a produção, além disso, a eletricidade mais cara impacta os custos, isso exige ficar atento para introduzir medidas de economia de energia”, afirmou.

Ele também prevê um impacto nas indústrias eletrointensivas que abastecem a distribuição, com reflexo no preço e disponibilidade de insumos.

O lado favorável do país segue no setor primário, especialmente na agropecuária, cujas exportações mantêm elevado o superávit comercial.

A distribuição supre esse segmento com especialidades para formulação de defensivos agrícolas e alguns micronutrientes.

“As grandes commodities fertilizantes são operadas pelas cooperativas ou por trading companies que oferecem o sistema de barter”, afirmou.

A pandemia revelou um setor de distribuição bem estruturado, em todos os portes de empresas, sendo capaz de adotar diferentes regimes de trabalho, a exemplo do home office, sem interromper suas atividades.

“O uso da tecnologia da informação no setor já é realidade, isso ajudou muito, mas pensar em vender produtos químicos por e-commerce comum ainda é uma coisa distante, são produtos perigosos, exigem muitas licenças”, comentou.

Para o futuro, o setor deve reforçar atitudes ligadas à sustentabilidade. O Programa Distribuição Responsável (Prodir) está a pleno vapor e é uma linhas de atuação setorial ligadas ao tema.

“Já falamos sobre sustentabilidade no Encontro Brasileiro da Distribuição Química, o EBDQuim, é assunto muito importante e que veio para ficar”, reforçou Medrano.

“Estamos estudando também a aplicação dos conceitos de ESG, incluindo pautas ambientais, sociais e de governança.”

O bom desempenho da distribuição em um ambiente global de negócios com elevada liquidez pode desencadear uma nova onda de fusões e aquisições.

“A concentração de negócios é um fenômeno global e já tivemos alguns movimentos no passado, mas ainda há espaço para outros; quem quer entrar no mercado local ou pretende ampliar sua posição em algum segmento de mercado pode comprar uma operação pronta, é uma opção”, explicou.

Mesmo assim, Medrano aponta a convivência de empresas pequenas, médias e grandes no setor, que tem espaço para todos.

80 anos – A Química Anastácio completou oito décadas de atividades, dos quais 60 anos foram dedicados à fabricação de produtos químicos e os 20 mais recentes consolidaram sua presença na distribuição química local e internacional.

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Jan Krueder, da Química Anastácio

“Seguimos investindo pesadamente em tecnologia da informação, contando com sistemas de ERP e CRM novos, permitindo monitoramento constante de desempenho, além de manter programas de melhoria contínua e simplificação de procedimentos para aumentar a satisfação dos clientes”, comentou Jan Felix Krueder, presidente da companhia.

Para comemorar a data, a Química Anastácio inaugura neste ano um laboratório completo para controle de qualidade, desenvolvimento de produtos e suporte aos clientes na unidade de armazenamento de líquidos situada ao lado da rodovia Anhanguera, no bairro que empresta o nome à companhia.

“Esse laboratório é quatro vezes maior do que o anterior; com ele poderemos fazer testes de aplicações on line com clientes”, informou. “Para tanto, contratamos pessoal técnico especializado em áreas como tintas e poliuretanos.”

A unidade do Anastácio recebeu tancagem nova e estrutura para fazer misturas de produtos líquidos. Além disso, a distribuidora mantém contratos com 14 indústrias químicas para realizar diluições, misturas e reações químicas, com o objetivo de oferecer aos clientes mais e melhores opções, mas sempre sob o controle de qualidade da companhia.

“São parceiros que complementam o nosso trabalho: temos os insumos e eles têm equipamentos e conhecimento para executar essas operações com eficiência e qualidade”, comentou.

A pandemia exigiu adaptação rápida da empresa, com a colocação do pessoal administrativo e comercial em home office – o operacional seguiu normalmente, com protocolos sanitários rígidos.

“Isso tem um lado ruim, por não reforçar os valores culturais da empresa; temos realizado lives frequentes com o pessoal para sua motivação, além de encontros virtuais de alinhamento para manter uma identidade”, explicou.

Com o aumento da vacinação e com protocolos de higiene, a distribuidora vai aos poucos trazendo de volta o pessoal para os escritórios.

“Sentimos que a maioria do pessoal se adaptou bem ao home office, obtendo melhor qualidade de vida pela redução do período em trânsito, mas é interessante que a equipe venha para a sede dois ou três dias por semana”, comentou.

Krueder informa que o grupo Anastácio – envolve a Química Anastácio, a Anastácio Overseas e a filial na Argentina – conseguiu aumentar em 8% o volume físico negociado em 2020 e, com isso, obter um acréscimo de 25% no faturamento em reais em relação a 2019, mantendo a lucratividade. “O segundo semestre do ano passado foi excelente”, avaliou.

Krueder salientou que 2020 exigiu grande esforço de planejamento. “Houve muitas correções de rota durante a pandemia”, disse. Entre março e maio de 2020, o mercado foi impactado diretamente, quase paralisando as vendas de insumos para tintas, plásticos e lubrificantes.

Em compensação, as vendas de químicos para indústrias de bens não-duráveis, principalmente household, farmacêuticos e agropecuários, deslancharam.

O preço das commoditites despencou e os estoques estavam muito altos.

“Nesse momento, captamos recursos financeiros para reforçar o caixa, permitindo oferecer mais crédito para os clientes e garantir o fluxo de abastecimento para eles”, explicou. “Também compramos commodities a preço baixo no exterior, pois sabíamos que a curva se inverteria, foi uma aposta.”

Entre julho e agosto, o auxílio emergencial concedido pelo governo federal a 60 milhões de brasileiros mudou radicalmente o quadro.

“As vendas tiveram crescimento explosivo, quase houve uma compensação da queda dos meses anteriores; com estoques amplos, aproveitamos o momento do mercado que já apresentava sinais desabastecimento”, disse.

No segundo semestre do ano passado, a demanda elevada exigiu recomposição de estoques, porém os preços estavam mais altos e o real se desvalorizou.

“Os clientes também estavam recompondo inventários, isso acelerou ainda mais os preços, foram ao limite suportável pelos clientes”, considerou.

Nessa situação, foi preciso instituir um regime de alocação, concedendo prioridade aos clientes habituais e, mesmo com estes, limitando em alguns momentos as quantidades fornecidas, de modo a atender o maior número de empresas.

De lá para cá, o fluxo internacional de mercadorias não voltou ao normal.

“Vai demorar para tudo se normalizar, faltam contêineres e navios; como já tínhamos um departamento interno de fretes internacionais, conseguimos operar bem”, salientou.

“Distribuidor precisa ter produto em casa, vende mais ou menos dependendo de quão competitivo ele é, para isso precisa comprar bem, ter frete melhor e negociar serviços com clientes.” E escala elevada ajuda.

A Química Anastácio se abastece em 72 países, contando com fontes de suprimento alternativas e complementares, quando necessário.

Durante a pandemia, cerca de 30% dos produtos precisaram contar com fontes substitutas, sem prejuízo da qualidade.

“Trouxemos muita coisa da Coreia do Sul e países do Sudeste Asiático, como Tailândia e Indonésia, mas também aumentamos as compras dos Estados Unidos e Europa”, informou Krueder.

Mas ele comentou que a China, maior fonte global de químicos, só apresentou problemas no começo da pandemia, depois estabilizou seus fornecimentos. A Índia apresentou paralisações em momentos diferentes dos verificados na China.

“Os EUA, por exemplo, tiveram um inverno muito rigoroso neste ano, houve paradas não programadas de várias fábricas”, considerou.

No começo da pandemia, houve um forte desabastecimento de carbômero, o espessante usado nas formulações de álcool em gel, também consumido em produtos para cabelo, entre outros usos.

A Química Anastácio desenvolveu um carbômero acrílico com um parceiro local, suprindo a demanda.

“É um contratipo perfeito do produto de referência, foi bem aceito e segue com bons negócios”, explicou.

Na área do poliuretano, Krueder verificou uma restrição de oferta tanto nos isocianatos quanto nos polióis.

“Conseguimos suprir nossos clientes, mas os preços dispararam no ano passado; agora está até sobrando produto”, considerou.

Em 2021, Krueder percebe uma acomodação de mercado, com os estoques recuperados nas cadeias produtivas, a ponto de verificar uma diminuição de demanda em abril e maio.

“Será um ano muito bom para o setor, a economia brasileira deve crescer 5% neste ano, os juros baixos atraem investimentos e os estrangeiros se mostram interessados em comprar os ativos brasileiros, que estão desvalorizados; além disso, o dólar a R$ 5,00 ou um pouco menos é saudável, ajuda o mercado sem desestimular as exportações”, avaliou.

No entanto, a alta no preço das commodities ainda está longe de acabar.

Segundo informou, a economia global está aquecida, os estímulos dos EUA para o consumo interno são robustos e os portos americanos estão lotados.

“Nesse quadro, é preciso manter estoques e contar com bom planejamento financeiro para evitar problemas”, salientou.

A expectativa da Química Anastácio é de obter neste ano faturamento 23% acima do registrado em 2020 (em reais), dependendo da variação cambial.

Em toneladas, deve registrar incremento de 10%, com base na introdução de novos produtos no portfólio.

“Estamos lançando entre 8 e 10 novos itens por mês, considerando todos os 18 segmentos de mercado atendidos”, disse. “O único gargalo é o frete internacional.”

A Anastácio Overseas, braço de comércio internacional do grupo, atende a clientes da América Central e do Sul, com resultados apreciáveis.

“Todos os países têm seus problemas, aqui no Brasil temos os nossos, estamos acostumados, há momentos para acelerar e para frear”, disse.

A operação na Argentina registrou em 2020 um faturamento três vezes maior do que o de 2019.

“A base de comparação é bem pequena, nós ainda estamos começando por lá, com mais clientes nas áreas de cuidados pessoais, alimentos e produtos industriais, sendo a metade destes suprido pela Overseas”, comentou.

Apesar das dificuldades, o mercado argentino tem se mostrado receptivo ao trabalho da companhia e a inadimplência se mantém baixa.

No Brasil, a distribuidora opera com fretes de terceiros, sem operar frota própria.

“Contamos com dez transportadoras parceiras, com especialização regional e diferentes equipamentos, todos sob contrato e monitorados de perto por nós”, explicou Krueder.

Como informou, essas parcerias foram aprimoradas ao longo dos anos, com benefícios mútuos e para os clientes. “Um dos propósitos sociais da companhia é apoiar os parceiros de negócios para que se desenvolvam conosco.”

Especialidades ativas – O desempenho da distribuição química durante pandemia surpreendeu até João Miguel Chamma, diretor-superintendente da Metachem.

Com quatro décadas de atuação no setor, tendo enfrentado planos macroeconômicos e crises diversas, ele salienta não só os resultados obtidos, mas a velocidade de adaptação das empresas ao momento crítico.

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João Miguel Chamma, diretor-superintendente da Metachem

“Já na segunda quinzena de março estávamos preparados para colocar o pessoal em home office, com computadores, celulares e sistemas de TI funcionando”, disse.

Como os clientes também se isolaram, seguindo as normas sanitárias, o ritmo dos negócios caiu no segundo trimestre de 2020, mas logo voltou firme, impulsionado pelo auxílio emergencial.

“O segundo semestre foi excelente, com isso conseguimos alcançar um aumento de vendas de 25% em relação a 2019”, informou.

Embora os resultados tenham sido bons, com margens alargadas pela desvalorização cambial que valorizou o estoque, Chamma aponta uma dificuldade: a falta de contato direto com os clientes para apresentar novos produtos e desenvolver aplicações.

“Como nosso foco recai nas especialidades, a abordagem é sempre técnica, exige interação com os clientes para discutir e avaliar formulações, essas atividades foram prejudicadas e devem ser retomadas assim que possível”, ressaltou.

Do ponto de vendas habituais, ele percebeu que os clientes se dizem satisfeitos com o relacionamento a distância. Para o futuro, isso deve ser manter, pelo menos em parte.

“O primeiro contato sempre deve ser pessoal, com tempo as visitas podem ser menos frequentes, usando ferramentas de comunicação como as redes sociais, até o uso do telefone perdeu terreno”, disse.

A Metachem atua em todos os canais de relacionamento para oferecer mais flexibilidade de acesso aos interessados.

Chamma ressalta não ter havido demissões nas equipes da Metachem, nem mesmo nos vendedores externos. “O vendedor externo é um desenvolvedor de negócios, identifica novas oportunidades, isso voltará a acontecer, sem dúvida”, comentou.

Negociações de rotina, habituais, até ganharam velocidade com os sistemas de relacionamento virtual, mas ainda não se chegou ao ponto de permitir a interação entre sistemas da distribuidora e seus clientes.

Chamma considera que esse passo será tomado algum dia, inevitavelmente, mas a complexidade de registos e licenças necessárias emperram esse avanço.

O superintendente também entende ser necessário contar com um escritório físico que seja um ponto de conexão para reafirmar a cultura da empresa.

“Há pessoas novas, contratadas durante a pandemia, que ainda não conhecem as equipes de forma real, só virtual”, comentou.

O escritório, porém, deve ter uma configuração diferente, sem mesas individuais, mas com pontos de trabalho. A ideia não é de colocar todos lá dentro o tempo todo.

“Em novembro de 2020, transferimos a sede da avenida Angélica para a alameda Jaú, já com essa concepção mais moderna e flexível, mas está fechada por causa da Covid”, disse Chamma, prevendo a sua abertura para agosto.

A movimentação física dos produtos é feita nos depósitos da companhia, que operaram normalmente, seguindo os protocolos sanitários.

A desvalorização abrupta do real marcou 2020 e impactou o caixa das distribuidoras.

“A empresa vende, mas precisa pagar pelo produto importado que pode ter ficado mais caro, dependendo do fechamento do câmbio, isso exige mais capital de giro, cujo custo é elevado no Brasil”, apontou Chamma.

Negociações com fornecedores ajudaram a lidar com o problema e, ao mesmo tempo, foi preciso atender aos pedidos de clientes por mais prazo para pagamento.

“Quem estava organizado conseguiu trabalhar sem problemas, tanto que não registramos aumento de inadimplência”, considerou.

Dentro do planejamento elaborado em outubro do ano passado, estava prevista uma recuperação das atividades normais da economia no primeiro trimestre de 2021.

Essa expectativa acabou frustrada. Para o segundo semestre deste ano, com o avanço da vacinação, espera-se que o panorama de negócios esteja quase normalizado. “Tradicionalmente, setembro é o pico de demanda com vistas ao Natal, pode ser que tenhamos isso de novo”, comentou.

A previsão da Metachem para 2021 é de obter novo crescimento de vendas em reais, dessa vez menor, perto de 10%.

O volume comercializado entre janeiro e maio, por exemplo, foi maior do que o registrado no ano anterior.

“Ainda é cedo para confirmar a previsão, houve recuo do dólar e nosso mix de produtos mudou, é possível que o resultado de 2021 fique até abaixo de 2020, mas será certamente maior do que o de 2019”, afirmou.

Chamma apontou que as vendas de insumos para os segmentos de mercado de tintas e de lubrificantes encolheu em 2020, enquanto tudo que se relaciona à alimentação humana e animal registrou elevação.

Por sua vez, os números de 2021 mostram que todos os segmentos de atuação da Metachem estão ativos.

Além disso, a empresa ingressou em dois novos mercados desde o fim de 2019. “Começamos a oferecer nutrientes para fertilizantes agrícolas foliares, mas a pandemia atrapalhou o desenvolvimento de negócios”, comentou Chamma.

Em setembro de 2020, a empresa inaugurou a unidade de insumos para domissanitários, com boa aceitação.

“O fato de uma distribuidora de médio porte como nós estar investindo para entrar em dois novos mercados demonstra que confiamos no mercado a longo prazo, que demanda produtos técnicos e conhecimento”, salientou.

Força no Nordeste – A tradicional distribuidora Morais de Castro, com sede em Salvador-BA, obteve em 2020 resultados melhores do que esperava.

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André Castro, da Morais de Castro

“Antes mesmo da pandemia, as vendas de janeiro e fevereiro foram fracas, a partir de março alguns segmentos de mercado paralisaram suas atividades, caso da indústria têxtil, cosméticos e tintas, mas voltaram com força no segundo semestre”, relatou o diretor André Castro.

“Outras áreas, como a mineração e os domissanitários, cresceram bem durante todo o ano, embora os domissanitários tenham desacelerado um pouco no fim do ano passado.” Além desses, as indústrias de alimentos, bebidas, celulose e farmacêutica mantiveram a atividade normal.

No segundo semestre do ano passado, a retomada geral da economia levou a uma escassez generalizada de produtos químicos, com preços elevados.

“Isso aconteceu em todas as linhas: petroquímicos, inorgânicos e oleoquímicos sofreram majoração, alguns até duplicaram de preço”, salientou.

O tempo médio para recebimento de mercadorias importadas também foi dilatado, chegando a 120 dias. “Os fabricantes mundiais estão vendidos, suas plantas rodam cheias, mas o maior gargalo está na logística”, verificou Castro.

“Está seis vezes mais caro alugar um contêiner para trazer produtos da China para o Brasil, por exemplo, porque há falta do equipamento.”

Fora o descasamento de oferta e demanda, reflexo da pandemia, 2020 ainda registrou fatos inesperados, como o inverno rigoroso nos Estados Unidos, que provocou a paralisação de fábricas no Texas, e o bloqueio do Canal de Suez por imperícia do piloto de um cargueiro.

“Foram eventos isolados, mas impactaram o quadro que já estava no limite”, considerou. Da mesma forma, o recrudescimento da Covid-19 na Índia pode provocar o fechamento de alguns portos, criando novas dificuldades. “A cada mês há uma novidade”, afirmou.

Castro se recorda de outros anos, nos quais as dificuldades de suprimento eram resolvidas em questão de 60 a 90 dias, no máximo.

“Hoje, não há previsão de voltar ao normal e isso atrapalha muito o planejamento, pois não se sabe quanto comprar para garantir o abastecimento dos clientes”, comentou.

Ele informou que conseguiu manter supridos seus clientes tradicionais, mas alguns itens de seu portfólio deixaram de ser importados por força da instabilidade de preços e de mercado.

“Eram produtos que estavam em fase de desenvolvimento, não tinham demanda garantida”, explicou.

Ele salientou que a decisão de compra está cada vez mais complexa. “Antes, a decisão se baseava apenas na avaliação do estoque e do câmbio; agora, há mais variáveis a observar antes de se tomar uma decisão”, explicou.

A taxa cambial, por exemplo, deu salto vigoroso em 2020, recuando em 2021. “O problema é a instabilidade cambial, essa variações rápidas podem custar caro”, salientou.

O diretor da Morais de Castro avalia que os estoques de produtos ao longo das cadeias produtivas globais ainda não foram totalmente recompostos.

Isso se reflete na demanda exacerbada que se registra atualmente.

“Como a maior parte dos produtos do nosso portfólio é fabricada no Brasil, temos mais capacidade de diálogo com os fornecedores e sofremos menor impacto do que as distribuidoras que dependem mais de importações”, comentou.

Para acompanhar a evolução da demanda e evitar dissabores, Castro elevou em 10%, em média, o tempo do ciclo dos estoques.

Além disso, como explicou, os distribuidores têm ampla flexibilidade de operação. Podem contar com insumos substitutos ou sucedâneos para itens escassos.

“Foi o caso do carbômero usado para fazer álcool em gel, que sumiu do mercado no início da pandemia, desenvolvemos com um fabricante local um contratipo com excelente custo/benefício, tanto que está sendo comercializado até agora, quando o produto paradigma voltou a ficar disponível”, considerou.

Há casos em que a dificuldade de obtenção permanece. Segundo o diretor, os ácidos inorgânicos, especialmente o sulfúrico e o clorídrico, estão com restrição de oferta, puxando preços para cima.

O encerramento da produção de veículos da Ford, em Camaçari-BA, não deve representar impacto direto na distribuição química.

“A Ford comprava por aqui um pouco de solventes para limpeza e alguns itens para tratamento de efluentes, não era muita coisa, mas a região sentirá um impacto econômico e social forte, a começar pela redução da massa salarial”, avaliou.

A região Nordeste foi a mais beneficiada pelo auxílio emergencial liberado no ano passado. “Isso foi muito importante, manteve firme a demanda por alimentos e domissanitários durante a pandemia.”

A Morais de Castro transferiu em 2021 sua filial de Pernambuco de Jaboatão dos Guararapes para Paulista, passando a ocupar uma área quaro vezes maior, acompanhando o desenvolvimento econômico local.

Além disso, Castro informou que prosseguem os investimentos da empresa na digitalização dos processos, ganhando mais agilidade e segurança.

Ao mesmo tempo, ampliou o portfólio com novos produtos e intensificou a abordagem de alguns mercados.

Entre 2019 e 2020, a distribuidora montou estruturas dedicadas para atuar em cosméticos, alimentos e petróleo, com laboratórios específicos e a contratação de especialistas.

“Reforçamos a área de petróleo para suprir os pequenos produtores on shore da região, que arremataram campos maduros da Petrobras, eles requerem entregas no regime just in time, que exigem contar com estoques robustos”, afirmou.

A expectativa de Castro para 2021 é de obter aumento de 15% no faturamento em reais, percentual suportado pelo bom desempenho no primeiro semestre.

“Devemos permanecer no modelo híbrido de trabalho, mesclando trabalho no escritório com home office, isso não afetou o resultado até agora, embora tenha restringido as visitas aos clientes”, comentou.

“Estamos até contratando mais pessoal.”

Especialidades aquecidas – Com negócios concentrados nas especialidades químicas, a Multichemie registrou bom desempenho operacional e resultados positivos em 2020, situação que se mantém em 2021.

“Estou surpreso com a força da demanda que está resistindo à elevação dos preços em escala global”, comentou o diretor Peter Rudnik.

Ele manteve a estratégia habitual de negócios, buscando introduzir alguns itens nos portfólios dos segmentos de mercado que atende, bem como reforçar a atenção para otimizar as operações logísticas, visando redução de custos.

“Em 2020, percebemos que os clientes aumentaram os volume comprados, alguns pediram mais prazo para pagamento, isso foi negociado caso a caso, é uma despesa financeira que precisa ser considerada”, afirmou Rudnik.

Ele apontou o fornecimento de insumos para formuladores de produtos para tratamento de água e efluentes como destaque em termos de volume.

“Esse segmento tende a crescer mais nos próximos anos, em decorrência do novo marco legal do saneamento”, considerou.

Rudnik demonstra preocupação com os preços internacionais dos insumos quíumicos.

“Alguns itens custavam US$ 1, mas agora estão cotados em US$ 5 no local de origem, geralmente na Ásia; e o mercado está absorvendo isso”, afirmou.

A essa elevação ainda é preciso somar a escalada dos custos logísticos. “Antes, o frete entre Xangai e Santos girava em torno de US$ 2 mil por contêiner, hoje está perto dos US$ 10 mil, e os atrasos são enormes”, apontou.

Faltam contêineres e muitos produtos esperam até 45 dias para serem embarcados.

Em resposta, a Multichemie passou a buscar outras fontes de produtos, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.

“Nem sempre conseguimos, muitas fábricas dessas regiões foram transferidas há anos para a China, ficamos reféns das decisões de lá”, criticou.

Em média, 60% a 65% dos suprimentos da distribuidora vêm da Ásia, como informou.

Essa elevação de preços e custos, somada às dificuldades logísticas, gera uma grande incerteza no mercado e complica o planejamento das operações comerciais.

“Mantemos nosso nível de estoques em 90 dias, priorizamos o atendimento aos clientes habituais, mas importar com esse nível de preços é arriscado, quem sabe quando o mercado vai estabilizar e derrubar as cotações”, questionou Rudnik.

Até o momento, ele atesta que a demanda segue firme.

“No primeiro semestre de 2021 vendemos mais do que no mesmo período de 2020 que foi um ano bom”, ressaltou.

Ele mantém uma visão positiva para o ambiente de negócios em 2021, com possibilidade de o país atrair maior volume de investimentos internacionais e valorizar a moeda local.

Ampliando atuação – A Aromat obteve bons resultados em 2020 ao manter sua política de estoques estratégicos, reforçada nos últimos dois anos pela ampliação da tancagem e área de armazenamento.

Com demanda aquecida por vários produtos, a distribuidora obteve faturamento em reais perto de 10% superior ao de 2019 e aposta em novo crescimento de vendas em 2021.

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Eduardo Albuquerque, daa Aromat

“O dólar mais caro contribuiu para esse aumento de vendas no ano passado, vamos ver agora, com a sua retração, como ficarão os números de 2021”, avaliou o diretor Eduardo Albuquerque.

Há vários anos, a Aromat vem investindo na ampliação e diversificação do portfólio e de segmentos de mercados atendidos.

“O setor de tintas ainda é o mais importante para nós, mas estamos aumentando nossa participação em cosméticos, domissanitários e plásticos, segmentos que tiveram um bom desempenho em 2020”, explicou Albuquerque.

Conhecido fornecedor de pigmentos e corantes para tintas, ele informou que o consumo de tintas para repintura automotiva seguiu em ritmo forte no ano passado, ao contrário das linhas de pintura OEM.

“A produção de carros novos foi muito afetada pela pandemia, até agora estão faltando peças e chips eletrônicos cuja ausência impede a continuidade das operações das montadoras”, disse. Por sua vez, as tintas imobiliárias tiveram aumento expressivo de demanda no ano passado.

“Vendemos muito produto, mas a reposição de estoques foi feita em outros patamares de preço, mais elevados”, comentou.

A Aromat conseguiu manter seu fluxo de suprimentos, registrando alguns momentos específicos de interrupção, caso observado em alguns tipos de pigmentos.

“Mantivemos os nossos fornecedores habituais, mesmo aqueles com os quais não temos contrato formal de distribuição, para garantir a qualidade e a reprodutibilidade das cores”, explicou. “Os nossos clientes habituais foram abastecidos.”

O diretor observa que os movimentos globais de mercadorias não foram ainda normalizados, encontrando surpresas a cada dia.

“Talvez essa situação se acalme a partir do segundo semestre deste ano”, disse. Ele avalia que a situação da economia nacional está em boas condições e há condições para uma retomada mais forte neste ano e em 2022, embora isso ainda dependa do controle da pandemia.

“A volta do auxílio emergencial é importante, é dinheiro indo diretamente para as pessoas que precisam dele”, disse.

Força nos solventes – Conhecida pela atuação no campo dos solventes, a Carbono Química superou a fase de recuperação judicial, julgada em outubro de 2017, com término dos recursos no ano passado.

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Rodrigo Gabriel, da Carbono Química

“Estamos agora cumprindo o pagamento aos credores conforme o plano de recuperação aprovado judicialmente”, explicou o diretor Rodrigo Gabriel.

Nessas condições, a distribuidora recuperou o crédito junto à maioria dos seus fornecedores e reorganizou seus negócios, de forma a melhorar sua eficiência e rentabilidade.

“Operávamos com grande concentração em um segmento de mercado, tintas, e em número de clientes, alguns chegaram a representar 12% das nossas vendas, o que significava um risco elevado”, comentou.

Rodrigo Gabriel indicou que a Carbono Química ainda tem nas tintas seu principal segmento de atuação, mas limitado a 33% do faturamento, participação que foi, no passado, superior a 50%.

“Crescemos bem em produtos para o agronegócio nos últimos anos, além de diversificar os clientes industriais, como lubrificantes e pisos industriais”, informou.

Solventes permanecem como o carro-chefe da distribuidora, respondendo por 80% do volume movimentado e 60% do faturamento, gerando 50% da margem.

“Os solventes são a chave para entrar nos clientes, permitem agregar produtos como secantes, resinas e pigmentos, mas o restante do portfólio é independente disso”, salientou.

Nos produtos para a agricultura, por exemplo, os solventes entram como adjuvantes, ajudam a dissolver os princípios ativos da formulação e a obter cobertura foliar mais homogênea.

No campo das tintas, ele aponta que o consumo de solventes derivados diretos de petróleo, chamados hidrocarbonetos, registra altos e baixos, respondendo ao maior ou menor uso de formulações base água.

“Olhando friamente, percebemos que o preço final da tinta é relevante no mercado e há no Brasil espaço para todos os tipos”, considerou.

Na sua avaliação, o mercado de solventes para tintas deve entrar em uma fase de estabilização, com duração de cinco anos, pelo menos. Depois disso haverá mudanças.

“Com aumento de 5% no PIB deste ano, haverá um aumento de consumo imediato que puxará para cima as vendas dos solventes, mas depois ele cairá por substituição pelas alternativas”, comentou.

Os resultados de 2020 foram bons, especialmente com a retomada firme de negócios no segundo semestre. “Em março de 2020, houve uma parada geral, mas isso foi superado”, disse.

“Já tínhamos estrutura para trabalho em home office para muitas pessoas, ampliamos para os demais; colocamos 50% do pessoal em casa e 50% no escritório, invertendo os grupos a cada semana, sempre seguindo protocolos sanitários bem definidos”, salientou.

Dadas as condições de mercado, de julho de 2020 até fevereiro último, a ordem era comprar os produtos que estivessem disponíveis, com preços internacionais adequados.

“Depois de março deste ano, o quadro se inverteu: os produtos nacionais estão com margens elevadas, mas seus preços estão mais baixos que os do exterior”, avaliou.

Foram frequentes, desde o início da pandemia, os saltos exorbitantes de preços, especialmente nos derivados C3 (do propeno).

“Com a recuperação dos países do Hemisfério Norte, os preços foram aumentados novamente, caso do acetato de butilglicol, que passou de US$ 900 por tonelada em janeiro para US$ 2.900/t em junho”, disse.

Ele entende que os preços de mercado estão se estabilizando em um patamar muito elevado e só devem começar a regredir no começo de 2022.

“Veja o caso da resina epóxi: estava cotada a US$ 3.300 por t em março de 2020, pulou para US$ 6.500 em maio deste ano e recuou para US$ 5.000 por t; será que vale a pena importar nesse nível de preço?”, indagou, salientando se tratar de uma decisão que exige avaliação complexa.

Até os derivados oleoquímicos sofreram majoração exagerada de cotações internacionais.

“O Brasil poderia ter um papel mais relevante nesse mercado, mas o preço do óleo de soja por aqui também disparou, não garante competitividade”, lamentou.

quantiQ/GTM – A distribuidora quantiQ, subsidiária do grupo GTM Chemicals, operou com demanda aquecida desde o último trimestre de 2020 até abril de 2021, em patamares acima dos últimos anos, como informou Annik Costa Varela, managing director do Brasil.

Química e Derivados - Distribuição - Vendas crescem, superando os efeitos da pandemia ©QD Foto: iStockPhoto
Annik Costa Varela, managing director da quantiQ

“Entretanto, com o agravamento da pandemia e com o fechamento de algumas cidades em maio de 2021, vimos uma leve queda na demanda, afetando setores específicos”, ressaltou.

A chegada da pandemia, em março de 2020, potencializou a busca por itens de limpeza, a exemplo de álcool em gel, detergentes, sanitizantes, uma vez que as pessoas mudaram seus hábitos com foco na proteção pessoal e redução da contaminação pelo vírus.

“Desde o final de 2020, porém, observamos uma normalização na demanda por insumos para a fabricação de itens de higiene e limpeza”, apontou Annik.

Ela percebe a mudança de hábitos dos clientes e consumidores finais e, por isso, não acredita que o perfil de demanda voltará a ser o mesmo de antes da pandemia, uma vez que ela gerou uma série de novas necessidades e demandas.

Segundo a executiva, essa variação do comportamento de mercado acontece não só em função da pandemia, mas por uma série de fatores combinados e isso tem dificultado a capacidade do mercado em prever o que vem pela frente.

“Há o efeito da pandemia mas também há outros efeitos, como as mudanças climáticas, mudanças de comportamento dos consumidores ao redor do mundo, fatores econômicos e políticos”, detalhou.

No Brasil, o foco da distribuidora neste momento é continuar próxima aos clientes, conhecendo muito bem as suas necessidades e reforçando o relacionamento com as representadas, para tomar as melhores decisões mesmo em momentos de incertezas.

“Aqui na GTM trabalhamos todos os dias para nos tornarmos o parceiro de escolha de clientes, representadas e dos colaboradores”, ressaltou.

Desde o início da pandemia até agora, a distribuidora registra forte demanda nos mercados de agro, tintas, lubrificantes e borracha, entre os diversos segmentos atendidos.

“Nosso desempenho em 2020 foi excelente e, em termos de comportamento de mercado, tivemos três anos diferentes em um único ano. Iniciamos bem, logo veio a pandemia que trouxe queda de demanda e uma redução significativa nos preços das matérias-primas e, no segundo semestre, uma retomada forte que causou uma escassez geral de produtos no mundo, invertendo a curva de preços. Aliado a isso, tivemos uma mudança no perfil de compras do mercado interno que passou a buscar mais por fontes locais, sem falar na desvalorização da moeda local”, explicou Annik.

Para 2021, a distribuidora projeta crescimentos importantes, apostando na continuidade da recuperação de mercado, confirmada nos primeiros quatro meses do ano.

“Em maio, com o fechamento o de algumas cidades e incertezas em relação aos preços e câmbio, sentimos reflexos na demanda.” Mesmo assim, a expectativa se mantém bastante positiva.

“Com a evolução da vacinação, acreditamos numa retomada dos mercados e do consumo, potencializada por um cenário mais estável em termos e oferta de produtos, trazendo mais previsibilidade para a indústria que já sinalizava dificuldades nos repasses de custos para a ponta final”, afirmou.

Como comentou a diretora, diversos fatores levaram a um cenário de escassez global de produtos químicos, muitos dos quais ainda persistem, alavancados pela retomada forte de alguns mercados, como o asiático, o europeu e o dos Estados Unidos.

“Com relação à cadeia de suprimentos, vemos um mix de efeitos: alguns produtos já tiveram a sua dinâmica de suprimentos normalizada, mas outros ainda não”, comentou.

“Trabalhamos muito próximos de nossos fornecedores e representadas no intuito de garantir o atendimento aos clientes e em alguns casos partimos para a busca de novas fontes.”

Ela considera crucial a gestão de estoques para a distribuição de produtos químicos, permitindo respostas rápidas aos estímulos do mercado.

“Ao longo do ano, enfrentamos cenários em que caminhamos com níveis de estoques elevados e uma demanda menor; hoje já vivemos outro momento, a oferta de alguns produtos já está entrando em fase de normalidade e os preços têm apresentado uma tendência de estabilidade. Agora, precisamos estar atentos aos níveis de inventário para garantir a competitividade dos nossos clientes”, salientou.

Em tempo de pandemia, as cotações internacionais dos produtos foram fortemente aceleradas.

“De fato, o efeito combinado de falta de matérias-primas com a desvalorização da moeda local gerou um impacto de aumento nos preços em patamares não vistos nos últimos anos, refletido no nosso mix de vendas”, considerou Annik.

“Já temos sentido alguns produtos com tendência de estabilização de preços, mas não acreditamos num retorno no curto prazo aos níveis de preços pré-pandemia.”

A crise hidrológica que se anuncia para o Brasil gera alguma preocupação, ainda moderada.

“Esse período de seca já é conhecido no mercado, porém, em face do cenário de preços das matérias-primas e da retração de consumo em alguns mercados, esse tema tem sido apontado com mais frequência pelos clientes, principalmente os da região Sudeste. Essa combinação de fatores representará um desafio importante para o mercado nos próximos meses”, concluiu.

IMCD Brasil – Alexandre Tarantino, industrial business director da IMCD Brasil, avalia como surpreendente a procura por produtos químicos durante a pandemia.

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Alexandre Tarantino, industrial business director da IMCD Brasil

“Tivemos segmentos que viram o crescimento alavancado pelo elevado consumo de artigos de cuidados pessoais, embalagens, plásticos, tintas, construção, alimentação e farmacêuticos, ramos nos quais temos uma carteira robusta e forte penetração, superando assim os números de 2018 e 2019”, comentou.

Tarantino avaliou que, embora 2020 tenha sido um ano desafiador para a indústria em geral, houve um aumento de atividade no quarto trimestre, refletindo o fato de que as economias de todo o mundo começaram a se abrir.

“Contudo, se há uma coisa que aprendemos com o ano passado, a positividade impulsiona o otimismo e alimenta a motivação, mesmo em tempos difíceis, portanto é sensato esperar para ver o que vai acontecer à medida que continuamos na pandemia”, afirmou.

Ele se revela otimista em relação ao crescimento da produção industrial em vários segmentos de mercado.

“O foco do IMCD está em manter a confiança dos clientes como um parceiro confiável e apoiá-los para estimular a economia através da inovação; os nossos estoques locais, laboratórios e experts técnicos serão ainda mais importantes na superação desses desafios”, salientou.

No período da pandemia, Tarantino observou uma alteração do tíquete médio dos pedidos, atribuindo-a aos aumentos nos preços das matérias-primas importadas e nacionais, devido ao transporte de mercadorias provenientes da Ásia e à falta de fatores de produção para alguns segmentos. Isso fez com que mercados aparentemente normais sofressem com a escassez de produtos básicos para a produção.

“Os mercados industriais em geral têm representado o maior crescimento durante este período”, informou.

Nesse sentido, ele considera importante para os clientes contar com a parceria com um distribuidor especializado, como o grupo IMCD.

“Não somos apenas um distribuidor, estamos no negócio para fornecer apoio técnico e soluções como um parceiro fiável aos nossos clientes, mantemos ligações estreitas com fornecedores e clientes para coordenar o planejamento avançado de longo prazo”, disse.

O grupo mantém produtos armazenados em armazéns estrategicamente localizados para servir as necessidades dos clientes.

“Isso é um benefício para os clientes, quando ocorrem exigências inesperadas, ter um fornecedor local como nós constitui uma rede de segurança na entrega rápida de produtos”, afirmou.

Segundo Tarantino, por manter uma política de parceria e transparência total com os principais fornecedores, o grupo é pouco afetado mesmo em momentos de crise, como o atual.

“Tivemos alguns atrasos ocasionais devido a navios, embalagens e paradas de produção, mas nossos níveis de estoques foram planejados para suprir nossos clientes, asseguramo-nos que nenhum deles fosse prejudicado ou paralisado”, ressaltou.

A forte elevação de demanda por produtos de higiene e limpeza provocou uma alteração no perfil de demanda. Tarantino não vê, até o momento, sinais de um regresso aos níveis pré-pandêmnicos.

“O que vemos são novos artigos e novas marcas que entraram no mercado com perfil inovador, utilizando produtos alternativos aos tradicionais; há um novo perfil de consumidor e também novas formas de aquisição de produtos que devem continuar com exigências elevadas”, ponderou.

BandeiranteBrazmo – A pandemia desencadeou um processo de mudança comportamental não só do mercado químico, mas dos consumidores em geral, na avaliação de Carlos Marin, diretor da Bandeirante Brazmo.

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Carlos Marin, diretor da Bandeirante Brazmo

“Em um espaço muito curto de tempo, a Covid-19 afetou a dinâmica de vida de toda a população mundial e, por consequência, provocou fortes impactos no perfil de consumo das indústrias de transformação”, comentou Marin.

“A insegurança da população no que tange às condições sanitárias e ao gerenciamento político desta crise sem precedentes na história moderna potencializou as incertezas e os questionamentos futuros, gerando uma desconfiguração da ordem tradicional, cenário amplamente favorável ao aparecimento de oportunidades em alguns mercados e graves crises em outros.”

Para o diretor, o efeito gerado no mercado de distribuição de químicos pode ser percebido com o incremento de demanda de segmentos alavancados pela pandemia, acentuando o consumo de clientes inseridos nos segmentos do agronegócio, domissanitários e embalagens (neste caso, favorecidos pelo aumento das vendas online).

Além disso, Marin informou que, na retomada do consumo, grandes clientes que tradicionalmente realizam suas aquisições diretamente dos fabricantes recorreram às empresas de distribuição para reabastecer os seus estoques locais, devido à grande incerteza de planejamento de demanda futura, bem como às incertezas de logística, por exemplo, a indisponibilidade de contêineres.

No caso dos insumos para domissanitários e itens de higiene, Marin verifica uma acomodação após o boom inicial de consumo, mas em um patamar superior ao tradicional antes da pandemia.

“A nova cultura e a conscientização de grande parte da população na busca da segurança sanitária proporcionou esta elevação do patamar de consumo e é um caminho sem volta, pois os efeitos psicológicos gerados pela pandemia, bem como a percepção que eventos desta natureza não são apenas de ficção científica, mas existem na vida real, alteraram sustentavelmente o perfil de gastos do consumidor”, avaliou.

Nesse período, porém, houve dificuldades de abastecimento de produtos químicos. “Ainda nos deparamos com problemas de disponibilidade e de logística, mas de uma maneira mais pontual em alguns segmentos específicos e não de forma generalizada como nos últimos seis meses”, informou Marin.

Segundo disse, não foi acentuado o recurso a novas fontes de suprimentos, geralmente soluções alternativas em momento de escassez.

“Havia uma falta de capacidade generalizada nos diferentes fabricantes, a busca por fornecedores locais foi priorizada de forma geral, buscando que os fatores logísticos não fossem mais uma variável de risco na política de ressuprimento das empresas”, comentou.

Na Bandeirante Brazmo, por exemplo, a política de estoques foi alterada com algumas elevações, principalmente em linhas de produtos internacionais.

Nessas condições, era inevitável uma alta nas cotações internacionais, situação agravada no Brasil pela desvalorização do real.

“Como o mix de produtos na distribuição é enorme, houve produtos com impactos de preço acima de 50% e, na média geral, um incremento de 20%”, relatou o diretor.

Ele ressaltou que movimento tão agudo em curto espaço de tempo não ocorria de forma generalizada no país há mais de dez anos. Isso pressionou os resultados e afetou os investimentos na produção industrial química.

“Com a pandemia, a queda dos volumes em relação aos anos anteriores foi compensada pelo aumento da base de preços, proporcionando um resultado inimaginável no início da crise”, comentou.

“No curto prazo, não acredito que os mercados estejam estabilizados e o equilíbrio entre oferta e demanda proporcione um declínio de preço aos patamares anteriores ao da pandemia; deve haver um pequeno retrocesso na base de preço devido à redução do poder aquisitivo do consumidor final, mas não acredito em impactos ainda neste ano”, adiantou.

Coremal – O comportamento da demanda por produtos químicos variou muito desde o início da pandemia de Covid-19, como atesta João Jensen, diretor comercial da Coremal, para quem 2020 teve dois momentos distintos.

De março a julho, ele apontou que a demanda foi muito afetada pela pandemia, devido à insegurança em toda a cadeia de valor e pela necessidade de redução de estoque e produção, desde o produtor até o ponto de venda.

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João Jensen, diretor comercial da Coremal

“Grande parte dos produtos teve redução de procura, o que acarretou uma desaceleração em todas as cadeias, com exceção dos insumos para a cadeia produtiva de saneantes e de higiene pessoal, os quais tiveram uma explosão de consumo, caso, por exemplo, do etanol e dos espessantes”, afirmou.

Outro momento começou em agosto, com a retomada do consumo, mesmo que timidamente, em alguns segmentos.

“Com isso, grande parte dos estoques já reduzidos no início da pandemia foi rapidamente consumida e a dificuldade de reposição, tanto no mercado local – com alto backlog de pedidos ou por falta de matérias-primas e embalagens –, como nas importações – nesse caso pela baixa disponibilidade de produtos e de contêineres –, provocou um desequilíbrio forte em grande parte das cadeias principais de produtos químicos”, salientou Jensen.

Esse desequilíbrio de oferta e demanda se atenuou a partir do início de 2021, com uma atividade industrial mais acelerada, o que gerou um forte impacto nos preços, com várias cadeias com preços em patamares muito altos, desencadeando uma pressão inflacionária forte.

“Houve também outros eventos não planejados, como o inverno congelante no Texas, que impactaram de maneira expressiva boa parte das commodities químicas”, disse o diretor.

Jensen comentou que algumas cadeias de produtos químicos permanecem com dificuldades de suprimento, com perspectiva de melhora até o final do ano.

Como se espera uma retomada mais forte de demanda no segundo semestre, a Coremal “ligou o sinal de alerta e estamos trabalhando muito forte em planejar e executar uma estratégia agressiva de adequação dos nossos inventários de produtos importados, bem como um alinhamento de necessidades e disponibilidades com nossos principais parceiros locais”, relatou Jensen.

“Desta maneira estaremos preparados para suprir com segurança as necessidades de nossos clientes.”

Jensen considera o gerenciamento dos estoques como fator crítico para os resultados de uma distribuidora, uma vez que impacta o fluxo de caixa e toda a remuneração do capital de trabalho.

“Em momentos de muita volatilidade, como o de hoje, faz-se mandatório um planejamento de compras e vendas eficiente – processo de S&OP, ou Sales & Operation Planning –, bem como uma inteligência de mercado rápida que permita um processo de tomada de decisões eficaz e assertivo”, ressaltou.

“Com decisões mais acertadas, minimiza-se o impacto desses desiquilíbrios de oferta e demanda, protegendo mais a empresa do ambiente volátil e, por fim, mantendo nossos clientes abastecidos de maneira competitiva.”

Como relatou, de abril a junho de 2021, a demanda recuou novamente pela série de lockdowns espalhados pelo país.

“No entanto, o recente otimismo em virtude do cronograma de vacinação mais efetivo acena para uma recuperação de demanda”, considerou.

As variações de mercado de se traduziram em mudanças no comportamento dos clientes da Coremal.

“Notamos uma redução importante nos indicadores ou KPIs relacionados ao número de clientes com compras e também no tíquete médio de 2020 no período inicial da pandemia, que foi um reflexo da dificuldade de médias, pequenas e micro empresas no gerenciamento do fluxo de caixa”, comentou Jensen.

Ele aponta que, em 2021, a situação geral está um pouco melhor, mas com algumas regiões e alguns segmentos ainda em ritmo lento de recuperação.

“Analisando os segmentos principais que se mantiveram ativos ou acelerados, destacamos as áreas de nutrição humana e animal, domissanitários, produtos cosméticos e cuidados pessoais”, indicou.

A iminência de uma crise hídrica no Brasil gera preocupações, embora os impactos diretos sejam mais sentidos nas indústrias.

Jensen aponta que a distribuição poderá sofrer impactos indiretos, como o aumento dos custos na cadeia, diminuição de oferta, redução de demanda dos clientes e pela necessidade de ajustes na operação, ainda que não seja consumidora intensiva de água e eletricidade.

“Adotamos campanhas de conscientização dos colaboradores e das comunidades onde operamos sobre o uso consciente de água, além de implementarmos melhorias de processos para reduzir o consumo de água e energia nas nossas operações”, informou.

Ao mesmo tempo, a Coremal promove junto aos clientes tecnologias que permitem otimizar o uso desses recursos, como a linha Novec, da 3M, de fluidos de limpeza de precisão de peças metálicas, capaz de reduzir o processo de secagem e, por consequência, o consumo de energia.

“Também oferecemos tecnologias da DuPont de membranas de osmose reversa, ultrafiltração e resinas de troca iônica que podem ser aplicadas a vários processos de reúso de água industrial, aumentando a eficiência hídrica dos nossos clientes”, finalizou.

Rudnik Química – Luís Cardoso, diretor comercial da companhia, relatou que a demanda da distribuidora até março de 2020 seguia o ritmo dos anos anteriores, quando houve uma queda bem grande nos meses de abril e maio, ápice da aplicação do isolamento social no país.

“De junho em diante, a demanda foi bem forte de forma que não afetou nosso resultado, pelo contrário, tivemos crescimento no ano”, salientou.

A distribuidora não identificou alteração considerável no perfil dos clientes, tendo conservado aqueles com os quais já mantinha relacionamento.

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Luís Cardoso, diretor comercial da Rudnik

“De fato, o tíquete médio das vendas subiu em torno de 20%, como reflexo do aumento dos custos das matérias-primas que fomos obrigados a repassar”, considerou Cardoso.

Os segmentos mais ativos para a Rudnik Química são tintas e vernizes, agroquímicos e cosméticos.

Cardoso comentou que ainda persistem os problemas de abastecimento de produtos químicos, e a dificuldade de cumprir os prazos de recebimento dos produtos importados ainda é muito latente.

“Temos muitos atrasos e pedidos em aberto de compras que fizemos; muitos produtos comercializados pela Rudnik Química continuam com pouca ou nenhuma disponibilidade, então os embarques têm sido frequentemente postergados ou cancelados, sem falar dos aumentos preço em geral em que todos os produtos subiram em média 30%”, disse.

Como formas de mitigar o impacto dessas majorações aos seus clientes, a distribuidora, em alguns casos, adotou o dólar médio para precificar os produtos, além de buscar aumento do giro do estoque.

“No período, fizemos investimentos na área de TI para melhorar os acessos remotos de todo o time e atender à Lei Geral de Proteção de Dados”, salientou.

Additiva – Atuando no mercado brasileiro com a distribuição de especialidades químicas para diversos segmentos industriais, a Additiva conta com amplo portfólio de produtos químicos, atendimento focado no cliente, agilidade logística e eficiência em todo seu processo, como informa o CEO Marcos Bresolin.

Como relatou, 2020 foi marcado por um grande evento de impacto global, e os primeiros meses da pandemia registraram queda na demanda pelos produtos comercializados em praticamente todos os mercados atendidos pela Additiva.

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Marcos Bresolin, CEO da Additiva

“A partir do segundo semestre, a recuperação acompanhou o mercado e conseguimos atingir números expressivos e recordes de faturamento e vendas”, comentou Bresolin.

De olho no futuro, a distribuidora estruturou novos desafios para 2021 e segue as expectativas propostas pelo novo planejamento estratégico.

“Atingiremos os resultados previstos mediante novos desenvolvimentos, fechamento de grandes parcerias e abertura do mercado para as tecnologias que fazem parte do nosso portfólio”, salientou.

A Additiva adotou a estratégia de buscar novas oportunidades e consolidar parcerias que estavam em andamento desde o ano passado, como forma de contornar as dificuldades de suprimento de matérias-primas que ainda se verificam no mercado global.

Em 2020, os segmentos de home care e cuidados com higiene pessoal se mantiveram em alta, como resultado da pandemia.

“Mas os demais segmentos, considerando que atuamos em todos do setor químico, conseguiram se estabilizar e aumentar o patamar de demanda desde a metade de 2020”, concluiu.

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