Química

Distribuição – Setor demonstra alta capacidade de adaptação e consegue ampliar vendas

Marcelo Fairbanks
27 de maio de 2013
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    A expectativa da quantiQ para 2013, elaborada com base na análise dos resultados históricos e da entrada de novos projetos e da consolidação de negócios iniciados em 2012, aponta para um aumento de vendas da ordem de 10%. “Iniciamos uma parceria para trazer ao Brasil óleos básicos lubrificantes do grupo III do Grupo SK, por exemplo”, comentou. Janeiro teve bom movimento comercial, por conta da reposição de estoques, mas fevereiro foi fraco, como era previsto pela distribuidora. “Em 2012, a rentabilidade foi obtida mediante a redução de custos, vamos ver como ficará 2013”, afirmou Annik. Ela considerou positivas as medidas do governo federal para a desoneração tributária de cadeias produtivas que podem auxiliar alguns ramos industriais a combater a entrada de produtos importados.

    Uma das medidas implementadas pela distribuidora consiste em preparar as equipes comerciais para direcionar seus esforços para a obtenção de resultados melhores, incluindo a prospecção de novos nichos. A estrutura da divisão de químicos conta com 72 profissionais qualificados e as operações de compras estão muito próximas das vendas. “Além de proporcionar mais agilidade, isso permite a cada um ter uma visão mais ampla do negócio”, comentou.

    Annik mencionou que a maior parte da linha principal de produtos da quantiQ foi mantida, mas foi preciso buscar novas fontes de suprimento para alguns itens. Além disso, há a incorporação de novidades, cujo custo de ingresso no mercado sempre precisa ser bem avaliado. Ela mencionou uma pequena extravagância do mercado brasileiro, ligada ao consumo de solventes hidrocarbônicos, cuja tendência de mercado no exterior é declinante. “Há dois anos, era muito grande o interesse aqui no Brasil de substituir o tolueno por solventes menos agressivos, mas isso parou no ano passado”, comentou. Como essa substituição praticamente exigia criar uma formulação específica para cada aplicação, esse era um campo muito interessante para os distribuidores mais estruturados e qualificados. “Conseguimos alguns clientes em resinas, adesivos e tintas; mas como se trata de uma tendência mundial, acreditamos que essa demanda vai voltar a crescer em breve.”

    Química e Derivados, Fernando Rafael Abrantes, M. Cassab, construção de Cajamar atende às metas de crescimento

    Abrantes: construção de Cajamar atende às metas de crescimento

    Novas estruturas – A M. Cassab, segunda maior distribuidora nacional (sem considerar a BR) em faturamento, prepara o terreno para desenvolver seu planejamento com vistas a 2027, véspera de seu centenário. O grupo empresarial obteve faturamento consolidado de R$ 968 milhões em 2012, sendo que cerca de 80% dos quais, ou quase R$ 770 milhões, são provenientes da atividade de distribuição. O grupo possui negócios em três áreas distintas: distribuição química, produtos de consumo e incorporação imobiliária.

    A distribuição engloba as divisões de tecnologia animal, life sciences, química industrial e compras combinadas (esta criada recentemente para aumentar a eficiência e a sinergia das operações de aquisições pelos diferentes negócios). “As operações logísticas são fundamentais para todo o grupo. Cada divisão gerencia suas atividades, mas os contratos de suprimentos são centralizados”, explicou Fernando Rafael Abrantes, diretor superintendente da divisão química da M. Cassab.

    Ele comentou que o grupo mantém atividades de comércio exterior, em Itajaí-SC, que não foram afetadas pelo corte no Fundap. “Temos lá uma filial por uma razão logística: o porto de Itajaí é bem mais rápido do que o de Santos”, explicou, salientando que a divisão de consumo é a que mais usa esse porto.

    Abrantes também acompanha o principal investimento do grupo, a construção do centro de distribuição de Cajamar-SP, com 145 mil m² de área total, que abrigará todas as divisões. “Sairemos de cinco sites para um só, com grande ganho de eficiência operacional e menores custos”, comentou. As fundações começaram a ser construídas ainda no primeiro trimestre, com previsão de entrega da obra em dezembro de 2014, com investimento previsto entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões. Até lá, a área de química industrial continuará a usar instalações alugadas em Osasco-SP, enquanto a parte de rações animais e alimentos fica em Santo Amaro.

    As metas do grupo são ambiciosas. A primeira fase do planejamento começou em 2012 e terminará em 2017, quando o faturamento do grupo deverá ter sido duplicado e as operações, consolidadas. A segunda etapa, até 2022, prevê maiores esforços na internacionalização das atividades. “A terceira, até 2027, ainda não definimos”, comentou.

    Desde o início do plano, o grupo montou estruturas internas de procedimentos, pessoal e de tecnologia da informação. Como o setor de química industrial era o menor, ele tem a expectativa de apresentar o maior crescimento entre as divisões, equilibrando o seu faturamento com as demais atividades. “Fizemos muitos investimentos e também reforçamos o capital de giro, cuja administração é muito bem controlada pela alta direção do grupo”, considerou.



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