Logística, Transporte e Embalagens

Distribuição – Em fase de expansão, setor promove mudanças e recebe novos players

Marcelo Fairbanks
17 de abril de 2012
    -(reset)+

    Além dos segmentos usuais, a Maringá pretende crescer em cosméticos, farma, alimentação humana e animal. “Também temos encontrado boas oportunidades em prestação de serviços de armazenagem, filtração e misturas”, informou Mosseri. A filial de Curitiba- PR tem apresentado bons resultados, em especial pelo desempenho catarinense, que trocou o ramo têxtil por agroquímicos, tintas e produtos farmacêuticos. A filial da Bahia foi aberta, mas ainda opera como simples escritório de vendas, suprido pela matriz. Isso também se verifica na Região Centro-Oeste, onde a concorrência é acirrada. “Todo mundo está operando lá e o mercado é pequeno”, lamentou.

    De olho nas margens – Com a meta de crescer o máximo possível sem comprometer a rentabilidade, a Cosmoquímica investe na ampliação de sua estrutura física, desenvolve software próprio e segue um programa de qualidade específico. O faturamento anual gira entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões, número que a coloca entre as distribuidoras de porte médio no Brasil. “O importante não é o faturamento, mas ter a melhor rentabilidade do setor”, considerou Jayme Marmelsztejn, presidente da Cosmoquímica.

    A distribuidora se mudou em dezembro de 2010 para a sede própria, em terreno de 30 mil m² ao lado da rodovia Castelo Branco, em Barueri-SP, com cerca de 9 mil m² de área construída, ocupada pelo escritório, armazéns e tanques. “Temos 4,4 mil posições porta-paletes e estamos construindo outro armazém, para adicionar 2,3 mil posições”, informou. Toda a movimentação do material estocado é acompanhada pelo sistema informatizado, palete a palete.

    Entre os segmentos atendidos, têm destaque: o farmacêutico, cosméticos, domissanitários, alimentos e produtos técnicos para indústrias em geral. “Não atendemos muito o mercado de tintas, porque ele compra preço e isso não nos interessa”, explicou Marmelsztejn. Entre seus clientes estão empresas nacionais e transnacionais de todos os tamanhos, algumas delas com relacionamento estreito, a ponto de assumir a gestão de produtos químicos do cliente, com entregas no sistema just in time. “É óbvio que uma grande farmacêutica compra ela mesma os insumos de sua produção, mas os itens secundários podem ser terceirizados”, afirmou.

    Mesmo nos itens secundários é preciso garantir a qualidade e o suprimento. Para tanto, a distribuidora conta com laboratórios adequados e, dependendo dos produtos, depósito segregado e adequado às boas práticas de fabricação (GMP), com temperatura controlada e registrada, com rastreabilidade total. “Os clientes precisam entender que preço não é custo, muitas vezes comprar um produto mais barato pode sair mais caro para ele, por exemplo, quando a entrega atrasa e a produção para”, salientou. Os clientes mais exigentes auditam com frequência as operações e instalações da distribuidora. “Temos clientes conosco há dezesseis anos sem nenhuma ocorrência de não-conformidade”, afirmou. A distribuidora conduz pesquisas periódicas da satisfação dos clientes, uma exigência da ISO 9000 que também serve para orientar suas ações.

    Há dois anos, a Cosmoquímica contratou o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), presidido pelo professor Vicente Falcone, para direcionar seu programa de qualidade interna. “Todos sabemos que é preciso estabelecer metas e cumpri-las, mas como definir essas metas para cada funcionário e cada atividade da distribuição? O INDG está nos ajudando muito nesse ponto”, explicou.

    química e Derivados, distribuição de produtos químicos, Jayme Marmelsztejn, presidente da Cosmoquímica, programa de qualidade

    Marmelsztejn: programa de qualidade tem metas objetivas

    O programa avalia o resultado global da empresa, a performance de cada setor e de cada funcionário isoladamente. Caso as metas em todos esses níveis sejam atingidas, são distribuídos bônus para cada um. “O sistema é objetivo, tem metas claras e prêmios previsíveis, sem brechas para ações trabalhistas”, comentou. Por respeitar a meta gerencial da empresa como um todo, essa forma de incentivo auxilia a formar espírito de equipe, sem criar rivalidades internas improdutivas. “Ninguém aqui trabalha sozinho, somos um grande time, e não contrato ninguém que seja individualista, que acha que pode resolver tudo sozinho”, ressaltou Marmelsztejn.

    O mix de produtos é composto para cada segmento atendido, combinando commodities e especialidades. Ao contrário do senso comum, Marmelsztejn salienta que a empresa ganha dinheiro nas commodities. “O grosso do faturamento vem delas, mas não vendemos vo-lumes, vendemos margens”, explicou.

    O software que integra as áreas operacional, financeira e administrativa foi criado pela equipe de tecnologia de informação da distribuidora, um trabalho que consumiu vários anos. “Quem montou o software passou um tempo na área de vendas, para entender o que era preciso ser apontado na tela durante as negociações”, explicou. E cada mudança no programa era avaliada pela área operacional antes de ser implantada. “Hoje, um vendedor novo pode começar a atuar sozinho após uma semana apenas de treinamento no uso do software”, ressaltou.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *