Logística, Transporte e Embalagens

Distribuição – Em fase de expansão, setor promove mudanças e recebe novos players

Marcelo Fairbanks
17 de abril de 2012
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    Operação segura de carga na Bandeirante Brazmo

    Avanço regional – Ao registrar faturamento crescente nos últimos anos, a Química Anastácio desenvolve uma estratégia de internacionalização de negócios com foco na América Latina, aproveitando a eficiente estrutura de compras montada na Ásia, com escritórios em Xangai (China) e Mumbai (Índia). “A compra de grandes volumes no exterior permite obter preços atraentes e as vendas em outros países geram receita em moeda estrangeira, criando uma proteção [hedge] contra variações cambiais e outros riscos”, explicou Jan Felix Krueder, diretor presidente da companhia.

    Ele explica que a atuação regional pode ser operada pelos estoques no Brasil, ou pelo fabricante diretamente (Indent), ou mediante parceria com distribuidores locais. Com isso, foi possível ingressar nos mercados da Argentina, México, Venezuela, Colômbia, Bolívia e Chile.

    A Química Anastácio foi fundada há décadas como fabricante de oleoquímicos derivados de óleos vegetais e gorduras animais, com unidade industrial no bairro do Anastácio, na Zona Oeste da capital paulista. “Atualmente, a distribuição de produtos químicos representa 90% do negócio”, informou Krueder. Embora a estrutura de capital seja familiar, a empresa profissionalizou a gestão, sendo o presidente o único membro da família atuante no negócio.

    O faturamento de 2011 ficou perto de US$ 200 milhões, segundo o executivo, um acréscimo de 5% em dólares sobre o desempenho de 2010 (em reais, 9%). “Foi o primeiro ano em que não tivemos crescimento de vendas de dois dígitos”, lamentou, embora admita que a base de comparação tenha se tornado muito grande.

    A distribuidora investiu na organização de seus processos operacionais durante 2011, implantando a norma ISO 9001:2008, além de instituir planos de metas por funcionário, por departamento e para todo o negócio. “Temos um plano semestral de verificação de resultados financeiros e não financeiros, estes mais ligados à satisfação dos clientes”, co-mentou. Há reuniões semanais para discussão interna das não-conformidades apontadas, buscando imediata correção.

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    Krueder: compras globais suprem demanda regional

    A empresa atende a uma carteira de 3,5 mil clientes ativos, contando com um portfólio de mais de 500 produtos. “Estamos adicionando entre dois e três produtos por mês, com meta de crescer pela inovação a partir da nossa base de clientes e fornecedores”, disse. Alguns segmentos de mercado apresentam crescimento maior, como o setor alimentício e o farmacêutico, nos quais a distribuidora possui larga experiência.

    O fortalecimento do portfólio enfatiza as especialidades químicas. “Há dois anos buscamos mais especialidades, pois elas ainda representam apenas 20% do nosso mix atual”, comentou. A Anastácio montou um departamento de inteligência de mercado para analisar as cadeias produtivas atendidas, identificando oportunidades. “Queremos comprar bem e vender bem, com uma logística competitiva e capacidade de financiamento para os clientes”, salientou. Segundo Krueder, a empresa mantém a estratégia de contar com estoques altos de produtos. “Os importados representam 75% das vendas, nesse caso, o estoque alto é proteção”, disse.

    A distribuidora conta com 27 mil m² de área de armazenagem própria e tancagem para 5 mil m³, em duas unidades na capital paulista (Anastácio e Vila Leopoldina), e possui filiais em Santa Catarina, Vitória-ES e Suape-PE, que está recebendo investimentos em 2012 para acompanhar o desenvolvimento nordestino e a disponibilidade do porto.

    Neste ano, foi inaugurada a linha de envase de produtos com capacidade para duplicar essa operação na distribuidora, podendo encher de frascos a contêineres, sendo qualificada para operar com insumos farmacêuticos e cosméticos, dentro das boas práticas de produção (GMP). “Temos três linhas modernas de envase na unidade Anastácio, divididas por linhas de mercado”, explicou. A matriz, na Vila Leopoldina, abriga armazéns e também a sala especial para produtos farmacêuticos, segundo normas da Anvisa.

    Os programas de controle operacional e administrativo da distribuidora foram desenvolvidos pela sua área interna de informática, que está aprimorando as ferramentas para ampliar a interação com os clientes. “Queremos ter um canal de comunicação ágil com eles, permitindo trocas de informações e rastreamento de pedidos”, explicou Krueder.

    Crescimento planejado – Com meta de duplicar o faturamento no prazo de cinco anos, a Makeni Chemicals planeja seus movimentos para que esse resultado seja acompanhado por uma rentabilidade adequada. “Em 2011, voltamos a passar de US$ 100 milhões de faturamento, marca que já tínhamos alcançado em 2008, mas que depois foi prejudicada pela crise mundial”, informou o diretor comercial Reinaldo Medrano.

    As mudanças econômicas no mundo e também no Brasil obrigaram a Makeni a rever suas estratégias de negócios. Segundo Reinaldo Medrano, 2011 frustrou as expectativas iniciais, embora tenha trazido resultados positivos. Por sua vez, 2012 apresenta um começo tímido. “As medidas anunciadas pelo governo para impulsionar a indústria só devem gerar algum efeito durante o segundo semestre”, avaliou.



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