Distribuição: Depois de aquisições e adequação de portfólio, setor está pronto para suprir retomada econômica

Exatamente nos mercados das chamadas ciências da vida, a exigência dos clientes por bandeiras conhecidas de produtos é fundamental. “Metade do nosso faturamento vem das especialidades e que as compra quer produtos de marcas conhecidas”, afirmou. Além de seus parceiros tradicionais, a Anastácio está negociando para adicionar duas novas bandeiras internacionais ao seu portfólio. Em abril, ao visitar uma grande feira europeia de ingredientes cosméticos, Krueder fechou acordo para distribuir os produtos da francesa Natura-Tec, especializada em ceras, óleos, emulsões, ésteres e outros, todos de origem vegetal. “Muitos clientes pedem esses ingredientes para suas formulações”, afirmou.

Em tempos de crise, os fabricantes de produtos de consumo buscam ingredientes de alta tecnologia com custos adequados. “Isso nos obriga a trabalhar nossos custos e ser mais eficientes em todas as frentes, especialmente em logística”, ressaltou. A Anastácio desenvolve um trabalho de busca de ingredientes em todo o mundo, especialmente na Ásia, importando grandes volumes, descarregando em quatro portos nacionais, selecionados pelo critério de custo. “A primeira alternativa dos clientes é fazer a importação direta, por isso, precisamos ser melhores do que eles nisso para podermos atendê-los”, considerou.

A distribuidora obteve certificação recente na norma ISO 9002:2015, após auditorias externas. Segundo Krueder, essa norma abrange a estratégia da operação, indo além da qualidade. “Os riscos do negócio são mapeados, isso nos ajuda a diagnosticar e prevenir eventuais fragilidades”, elogiou.

Química e Derivados, Unidade do Anastácio fraciona líquidos com certificação Anvisa
Unidade do Anastácio fraciona líquidos com certificação Anvisa

A distribuidora investiu na atualização de suas instalações de armazenamento de líquidos e embalados no bairro do Anastácio. Com isso, passou a contar com capacidade de envasar e elaborar misturas de líquidos, até mesmo sob aquecimento, sempre com aprovação da Anvisa (para insumos farmacêuticos e de alimentos) e auditoria dos clientes.

Em 2016, a distribuidora investiu R$ 3 milhões em sistemas de tecnologia de informação e cibersegurança, sempre com o objetivo de facilitar as negociações com clientes e fornecedores. “O charme do negócio químico não se perde nunca, mas é preciso ser cada vez mais produtivo e as ferramentas da informática ajudam e muito”, enfatizou.

As metas para 2017 incluem ampliar o faturamento em 15%, fortalecer a operação na Argentina, manter o ritmo de lançamentos e aprimorar o relacionamento com os clientes, sempre acompanhado por pesquisa de satisfação realizada por empresa especializada.

Química e Derivados, Castro: sala limpa certificada envasa líquidos farmacêuticos
Castro: sala limpa certificada envasa líquidos farmacêuticos

Sangue novo – O comércio químico, não só no Brasil, é marcado pela presença de empresas familiares. Com o passar do tempo, é preciso abrir espaço para novas gerações de empresários que se encarregarão de perpetuar os empreendimentos. Felizmente, estão sendo desenvolvidos esforços para a sucessão dos líderes dessas companhias, com sucesso.

Tradicional distribuidora química do Nordeste brasileiro, a cinquentenária Morais de Castro deu mais um passo para empoderar a terceira geração familiar no comando dos negócios. A partir de 2017, os diretores Eduardo Castro e Walter Hart deixam os cargos executivos para assumir assentos no conselho familiar do grupo empresarial – além da distribuidora, controla a transportadora Trans Pirajá e a Morais de Castro Representações. Com isso, André Castro, neto do fundador, assume a direção executiva das operações. “Foi uma transição planejada que levou alguns anos e exigiu compatibilizar alguns interesses”, comentou.

Como relatou, apesar da crise econômica nacional, a distribuidora conseguiu bater suas metas de faturamento e vendas físicas. “Em grande parte, isso foi obtido mediante a inclusão de novos negócios e serviços”, explicou Castro. Novas distribuídas, como Thor (biocidas), Ashland (celulósicos para domissanitários) e Lanxess (resinas de troca iônica e produtos para osmose reversa). “Com o agravamento da seca na região, a procura por produtos para tratamento de água aumentou muito”, comentou. Em compensação, caiu a demanda por ingredientes para tintas e insumos para construção civil, assim como aconteceu com os itens para petróleo e gás. Ele informou que estão sendo negociados outros contratos de distribuição, frutos da “lição de casa bem feita”.

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