Logística, Transporte e Embalagens

Distribuição: Depois de aquisições e adequação de portfólio, setor está pronto para suprir retomada econômica

Marcelo Fairbanks
9 de maio de 2017
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    “Os preços químicos internacionais começaram a se recuperar desde o fim do ano passado, acompanhando o petróleo, mas também por conta de problemas isolados em alguns fabricantes que restringiram a oferta”, explicou. Como explicou, é difícil repassar adiante as elevações de custos, e isso pressiona a rentabilidade dos distribuidores. “Ficamos mais seletivos, porque registramos um aumento na inadimplência de clientes, cuja margem de lucro também ficou muito apertada”, comentou.

    Nessas circunstâncias, a M.Cassab promoveu uma profunda reformulação interna, reagrupou as linhas de negócio, cortou custos e se adaptou ao momento. “A crise ensina muito”, afirmou. O mix de produtos da distribuidora, diferente das concorrentes, apresenta grande participação das especialidades (60%), refletindo o histórico de atuação da companhia, com posição forte nos campos cosmético, farmacêutico, saúde e nutrição animal, e alimentos.

    Oleiro aponta a chegada de quatro novas distribuídas ao portfólio nos últimos três meses (epóxi e outros da Olin; biocidas da Thor; produtos para proteção microbiana da Nanotec AG, uma amina da Solvay para cura de epóxi, e um aditivo para a produção de cerâmicas). “Temos uma plataforma de negócios muito robusta, com atuação nacional, e estamos contratando mais profissionais”, informou. A distribuidora retomou operações em terras gaúchas, iniciando neste ano operações na filial de Cachoeirinha-RS, em lugar da instalação e Sapucaia-RS, fechada em 2015.

    O projeto arrojado de construção do grande Centro de Distribuição em Caieiras-SP, para atender a todas as áreas de negócios da companhia, está atrasado, mas não foi abandonado. “Estamos reestudando o projeto executivo para ver como vamos tocar a obra neste ano”, comentou. O projeto básico já foi concluído, 36 tanques (dos 75 previstos) já estão colocados nas suas bases e, segundo, o diretor, em menos de oito meses a contar da decisão final o CD poderá entrar em operação.

    Oleiro lamenta que a infraestrutura nacional, especialmente no campo da logística, prejudique a atividade da indústria local. “Falta planejamento de longo prazo, veja o caso dos portos: não há estrutura para trabalhar com granéis líquidos, nem no Nordeste, nem no Sul”, criticou. Isso representa uma oportunidade para atrair investidores, como observou, mas prejudica os produtores locais.

    Química e Derivados, Abreu: empresas separadas para acomodar diferentes estratégias

    Abreu: empresas separadas para acomodar diferentes estratégias

    Especialidades a parte – O grupo Formitex preferiu agrupar as especialidade químicas em uma empresa separada da BandeiranteBrazmo, sus distribuidora tradicional. “A Colormix foi comprada e estabelecida como empresa independente por pedido da nossa distribuída BYK, que desejava ter um distribuidor exclusivo com elevada sinergia de negócios”, explicou Carlos Fernando Abreu, diretor do Grupo Formitex e acionista da Colormix.

    Abreu admite que a estratégia de negócios é muito diferente nesse dois tipos de atividade. “Nas commodities, grandes distribuidores bem focados e com bom relacionamento com fabricantes costumam ter bons resultados, aproveitando o poder de barganha dado pela escala”, avaliou. Nas especialidades, porém, pequenos distribuidores qualificados e com baixo custo operacional têm melhores resultados. “Quem atua com especialidades precisa ficar ainda mais próximo de seus clientes, conversar direto com os formuladores para antecipar demandas”, salientou.

    As diferenças vão além. A Bandeirante Brazmo mantém produtos em estoque para 60 a 70 dias de venda normal, prazo que já foi maior. Cerca de dosi terços de suas vendas corresponde a produtos de fabricação local (com forte participação de solventes), cujo período de reposição é baixo. As importações exigem cuidado. Na Colormix, especializada em pigmentos e aditivos de desempenho, quase sempre importados, os estoques devem suportar até cem dias de consumo. “Os estoques também são importantes para absorver as frequentes flutuações de mercado e atender aos clientes”, comentou Abreu.

    Além de encurtar os estoques, a Bandeirante Brazmo também renegociou prazos de pagamento e de recebimento de produtos com seus fornecedores. “E também reduzimos em alguns dias o prazo de pagamento concedido aos clientes, tudo isso reduziu custos”, informou.

    Os resultados de 2016 refletem o acerto das mudanças. A Bandeirante Brazmo, como informou Abreu, ampliou seu faturamento em 6% sobre 2015. Na Colormix, o crescimento chegou a 13%, na mesma base de comparação. “Esperamos também alcançar crescimento em 2017, nas duas empresas, já tivemos bons resultados em janeiro e março, com uma queda em fevereiro que talvez se repita em abril, pois foram dois meses com poucos dias úteis”, justificou.

    A demanda segue muito variada. O diretor observa que a produção de tintas imobiliárias decorativas e automotivas (exceto repintura) está retraída. Em compensação, a impressão de embalagens avança, com aumento de consumo. “Mas as tintas que estão sendo usadas nessa impressão são de alta qualidade, exigem inovação constante, com transferência de tecnologia, tanto nos pigmentos quanto nos aditivos”, reforçou.



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    Um Comentário


    1. Alexandre

      Boa tarde pode me ajudar o que dilui dióxido de titânio estou fazendo um cera automotiva



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