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Distribuição: Depois de aquisições e adequação de portfólio, setor está pronto para suprir retomada econômica

Marcelo Fairbanks
9 de maio de 2017
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    A consolidação operacional com a matriz está avançando e cumprirá nova etapa com a integração do sistema gerencial de ERP (enterprise resouce planning) do Brasil com o do grupo, a ser concluída neste ano. “Já usamos o mesmo CRM, programa para relacionamento com clientes, isso nos permite identificar oportunidades com mais facilidade”, disse.

    Quanto aos resultados, Lopes salienta que a economia nacional começou a cambalear em 2014, quando o consumo de químicos apresentou retração. Em 2015, a desvalorização do real ajudou o setor químico, mascarando algumas ineficiências. Em 2016, com a baixa dos preços internacionais dos produtos e a mudança no câmbio, o faturamento recuou. “A IMCD tem uma visão de longo prazo para o Brasil, por isso, a crise atual não preocupa tanto, mas é preciso desenvolver um planejamento coerente”, comentou.

    Em 2017, os números até abril apontam uma leve recuperação. Segundo o diretor, as linhas de alimentos e farma apresentam melhor desempenho, com regularidade de negócios. Os produtos industriais sofrem mais que as linhas voltadas para produtos de consumo. Porém, até a divisão de personal care está andando devagar em 2017, como foi em 2016.

    A operação brasileira usa todos os canais de venda disponíveis, com avaliação de desempenho específica por canal, para avaliar melhor os resultados e direcionar esforços. “Acredito no contato pessoal direto, mas o telefone e o e-mail ajudam muito, especialmente nas operações de rotina”, disse.

    A Coremal usou os últimos dois anos para adequar-se à cultura e modelo de gestão da Pochteca, sua controladora. “Obtivemos ganhos significativos em governança, qualificação de pessoal e compartilhamento de fornecedores com eles”, comentou Renato Maia, presidente da Coremal/Pochteca.

    Ele avalia que a queda da atividade industrial – atendida pela distribuição – vem ocorrendo há quatro anos e é maior do que a retração do PIB. Para lidar com essa crise, a distribuidora priorizou a prestação de serviços, o reforço do mix de produtos e a expansão da base de clientes. “Nós ampliamos significativamente a linha de produtos para alimentos e para óleo e gás”, salientou.

    Maia não enxerga a possibilidade de recuperação rápida de setores como bens de capital e construção civil, que são grandes empregadores no país. Com isso, a economia nacional pouco deve crescer em 2017, ficando entre 0,5% e 1%, percentuais que já seriam bons, quando comparados aos anos anteriores. “A situação política e a lentidão para promover as reformas necessárias estão travando o crescimento do país, que corre o risco de ficar nesse marasmo”, lamentou Maia.

    Mesmo assim, ele informa que a Pochteca avalia constantemente a possibilidade de aquisições no Brasil, com a expectativa de concluir novos negócios nos próximos dois anos. “No nosso ramo, só se cresce de forma expressiva mediante aquisições”, comentou.

    Química e Derivados, Oleiro: mercado aponta sinais leves de recuperação em 2017

    Oleiro: mercado aponta sinais leves de recuperação em 2017

    Nacionais avançam – Distribuidoras de capital nacional consolidam suas posições de mercado e traçam metas ambiciosas de crescimento, aproveitando a estrutura física existente e o longo relacionamento com fornecedores e clientes. Equilibrando o portfólio e alinhando estoques com a demanda dos clientes, o comércio químico conseguiu obter em 2016 um resultado melhor que o de 2015. Para eles, 2017 ainda pode surpreender positivamente, acompanhando a recuperação da economia nacional.

    Tradicionalmente, a distribuição química nacional é muito ligada ao desempenho dos fabricantes de tintas, grandes consumidores de commodities e especialidades químicas. Como estes amargaram anos ruins em 2015 e 2016, os seus fornecedores buscaram negócios em outros segmentos industriais. Também é regra entre as companhias operar com capital próprio, fugindo do elevado custo de crédito no Brasil.

    “Já estamos vendo leves sinais de melhora em alguns segmentos industriais, até mesmo na construção civil e automotiva, mas isso ainda não se refletiu nos volumes vendidos”, comentou Vânio Oleiro, diretor comercial da divisão de químicos industriais da M.Cassab. Ele apontou que a rentabilidade melhorou no primeiro trimestre deste ano, repetindo o ocorrido no mesmo período do ano anterior.

    Oleiro salienta que as linhas de produtos para life sciences e nutrição animal apresentam estabilidade e até algum crescimento, tendo sido menos afetadas pela crise dos últimos anos. “Os cosméticos cresciam na casa dos dois dígitos até há três anos, agora esse setor cresce menos, também a nutrição animal sofreu há dois anos com a alta do preço do milho”, disse. Os produtos químicos industriais, por sua vez, foram pressionados pela queda de preços no mercado global e pelas flutuações cambiais, além da retração dos seus principais consumidores. De forma geral, a M.Cassab registrou queda de vendas da ordem de 10% em volume, em média. Nas linhas para indústria química, a queda chegou perto de 20%, enquanto os itens para life sciences tiveram crescimento em volume.



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    Um Comentário


    1. Alexandre

      Boa tarde pode me ajudar o que dilui dióxido de titânio estou fazendo um cera automotiva



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