Logística, Transporte e Embalagens

Distribuição: Depois de aquisições e adequação de portfólio, setor está pronto para suprir retomada econômica

Marcelo Fairbanks
9 de maio de 2017
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    A base de Guarulhos, na qual já são produzidas misturas de solventes e a diluição de nitrocelulose em etanol, recebe investimentos para novas linhas de misturas mais complexas, que exigem temperatura mais elevada e usam materiais construtivos capazes de suportar produtos agressivos. “Até 2018, essa instalação estará operando, ela decorreu de solicitações de clientes envolvendo produtos para o setor de óleo e gás”, explicou.

    No ano passado, a Brenntag do Brasil obteve aumento de 10% em volumes vendidos, mas houve pressão contra o valor de venda provocada pela variação cambial e pelos baixos preços internacionais dos produtos químicos. “O câmbio não nos ajudou, evitamos repassar o custo para os clientes e ganhamos participação de mercado nas commoditites”, avaliou.

    O mix de produtos da Brenntag do Brasil é formado por 70% de itens com produção local e 30% importados. “A participação de itens locais já foi maior, mas a indústria nacional vem perdendo competitividade e a tendência é de aumentar a importação”, apontou. Nesse ponto, as deficiências brasileiras de infraestrutura são preocupantes, especialmente quanto aos portos.

    Os resultados os primeiros meses de 2017 foram variados. O começo do ano foi bom, mas fevereiro e março decepcionaram. “Estamos mais confiantes no segundo semestre, mas se bons números surgirem em abril já teremos indícios de um ano de recuperação”, salientou Érica.

    Química e Derivados, Lopes: IMCD quer ser líder nas especialidades químicas

    Lopes: IMCD quer ser líder nas especialidades químicas

    Na IMCD, 2016 representou a conclusão do processo de compra da Makeni Chemicals e a substituição do diretor Reinaldo Medrano por Maurício Lopes (ex-Oxiteno), agora diretor executivo. “A IMCD é a líder de especialidades químicas na Europa e queremos ter a mesma posição no Brasil”, comentou Lopes. “O mercado local tem perfil tecnológico diferente, mas está evoluindo rapidamente.”

    Isso não significa abandonar as commodities, ainda muito importantes para a distribuição, mas buscar maior número de produtos disponíveis no portfólio da distribuidora internacional. Ele salientou que a IMCD trouxe para o Brasil produtos para construção e ingredientes da Evonik para tintas que não constavam do portfólio anterior.

    “O distribuidor precisa ter o portfólio mais completo possível para atender às necessidades dos seus clientes”, afirmou. Com 18 anos de experiência profissional na indústria química, na qual atuou em vários negócios, Lopes revela grande interesse pela atual atividade. “Estou aprendendo muito todos os dias”, comentou.

    No campo das especialidades, a IMCD também havia adquirido a Selectchemie, agora unidade de negócios Farma, mantendo a estrutura física e o comando. “O armazém de São Bernardo do Campo-SP continua em operação, ele é certificado para produtos farmacêuticos, temos a intenção de ampliar as operações por lá, inclusive com ingredientes para alimentos”, explicou.

    Aliás, a unidade de negócios para alimentos da distribuidora ainda conta com portfólio muito “magro” para alcançar os objetivos propostos. “Pedimos opções de produtos para a operação global e estamos avaliando as possibilidades”, comentou. Segundo Lopes, as operações brasileiras contam com suporte regional (das Américas, localizado nos Estados Unidos) e global, mas têm autonomia, embora estejam comprometidas com resultados. Em termos globais, a IMCD tem faturamento anual da ordem de € 2 bilhões, com mais de 2 mil colaboradores. Aproximadamente, 60% das vendas estão na Europa, 25% nas Américas (região na qual ingressou há apenas três anos, da qual o Brasil representa 50%), e 15% na Ásia/Pacífico e África do Sul.

    As demais unidades de negócios em operação no país (coatings/construção, plásticos, lubrificantes, personal care, detergentes, intermediários de síntese, e outros) também estão sendo reforçadas com especialidades. Em 2016, foram inaugurados laboratórios para apoiar as unidades de alimentos, coatings e personal care. “A IMCD possui uma rede de laboratórios no mundo e alguns centros de excelência especializados por área, estes situados na Europa, todos colaboram para o desenvolvimento de aplicações”, informou.

    Como estratégia, Lopes pretende investir nas pessoas, acumulando mais conhecimento e experiência, de modo a reforçar as vendas técnicas. Ao mesmo tempo, buscará a otimização dos processos internos, reduzindo gastos. “Entendemos que é preciso ampliar o portfólio para atender aos clientes, mas isso tem um custo que será coberto pelo aumento da eficiência operacional”, justificou.

    A estrutura física está pronta para isso. Além da sede, em Diadema-SP e das instalações de São Bernardo do Campo-SP, a distribuidora conta com armazéns de terceiros contratados em Recife-PE e na Bahia. “Estamos contratando profissionais na região Nordeste, onde enxergamos oportunidades para crescer e consolidar a operação da companhia que pretende alcançar todo o território nacional”, afirmou. Ainda falta montar uma estrutura na região Sul. Por contar com estrutura de armazenagem no Nordeste, Lopes entende que será possível realizar importações diretamente para os portos regionais, com vantagens logísticas. “A região deverá ter um portfólio próprio e específico”, prevê.



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    Um Comentário


    1. Alexandre

      Boa tarde pode me ajudar o que dilui dióxido de titânio estou fazendo um cera automotiva



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