Logística, Transporte e Embalagens

Distribuição: Depois de aquisições e adequação de portfólio, setor está pronto para suprir retomada econômica

Marcelo Fairbanks
9 de maio de 2017
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    Química e Derivados, Quirino: ajuste ao portfólio global adicionou mercados

    Quirino: ajuste ao portfólio global adicionou mercados

    Globais em movimento – Distribuidoras globais com atuação no Brasil, como Univar, Brenntag e IMCD, movimentam-se para identificar oportunidades de negócios e acompanhar as suas diretrizes de operação. Brenntag e IMCD nomearam novos líderes. A Univar segue dirigida por Marco Quirino, indicado há poucos anos para a posição, e busca alinhar suas linhas de atuação com as da matriz. A mexicana Pochteca assumiu o controle da Coremal há pouco mais de dois anos e promoveu a adequação cultural e de portfólio, mas manteve a direção nas mãos do acionista local.

    “Duplicamos o volume de negócios nos setores agropecuário, mineração e óleo/gás nos últimos três anos; ainda temos participação pequena nessas áreas, mas estamos focando no seu desenvolvimento porque são atividades alinhadas com as estratégias globais”, afirmou Quirino, presidente da Univar Brasil. A distribuidora entrou no Brasil pela aquisição da antiga Arinos Química e reforçou sua posição com a compra da D’Altomare, confirmando seu apetite para crescer por aglutinação. “Atualmente, não se apresentam condições para efetivarmos novas aquisições no Brasil”, afirma.

    Na sua avaliação, o mercado brasileiro está em um “momento desafiador”, assim como se verifica no exterior, afetando toda a atividade industrial e a sociedade, em geral. “A sobrevivência em tempos de crise depende de ajustar o foco nas atividades sobre as quais temos controle, mantendo a atenção e os serviços voltados para os clientes, para construir uma ponte para dias melhores”, comentou. Também recomendou aprimorar a gestão e manter estrutura compatível com o tamanho da operação, para viabilizar negócios a longo prazo.

    Química e Derivados, Érica: cada unidade de negócio vai configurar seu próprio mix

    Érica: cada unidade de negócio vai configurar seu próprio mix

    Em 2016, Érica Takeda (ex-Dow) assumiu a direção geral da Brenntag no Brasil, substituindo Marcus Hekma que passou a responder por toda a região do Cone Sul (Brasil, Argentina, Chile, Bolívia e Peru). “Para a companhia, o Brasil tem posição de destaque, pois é a maior operação na América Latina”, salientou, considerando o México como integrante da América do Norte.

    Em relação à experiência anterior na indústria, ela aponta diferenças tanto no portfólio, quanto na carteira de clientes, ambos mais extensos. “O distribuidor precisa se relacionar bem com as duas pontas da cadeia – os fabricantes e os clientes – e oferecer serviços de qualidade para todos”, comentou. Isso inclui uma logística bem ajustada, instalações para fracionamento e misturas, além de capilaridade de atendimento, entre outros.

    Érica é uma das poucas mulheres em cargo de direção entre os distribuidores brasileiros e a pioneira da companhia na América Latina. “Assinei recentemente, em nome da Brenntag, a adesão aos princípios de empoderamento da mulher, da ONU”, informou. Ela ressaltou que três dos cinco líderes comerciais da distribuidora no Brasil são mulheres. E a presença feminina é majoritária no setor de vendas internas, contribuindo para ampliar a diversidade interna.

    Com histórico de aquisições no país (Alquímica, B.Herzog e Fenilquímica), no momento, a distribuidora está aberta à possibilidade de participar de novos movimentos de consolidação no país, mas só fará negócios que estejam adequados à sua estratégia. “Pelo que vemos, o setor deve registrar um aumento de fusões e aquisições nos próximos anos”, comentou.

    No Brasil, a Brenntag adotou uma estrutura com cinco unidades de negócios (adesivos/coatings/selantes; home e personal care/limpeza industrial; polímeros/multi-indústria; óleo e gás/sucroálcool/mineração/agro/food e feed; e contas globais). “Cada unidade deve avaliar seu mix de produtos e, se houver necessidade, poderá adicionar novos itens, contando com fontes locais ou com auxílio das estruturas de sourcing da companhia em todo o mundo”, afirmou.

    Atualmente, a participação das commodities é dominante, mas Érika espera que a venda de especialidades cresça com mais rapidez. “As unidades de negócios são mais ágeis para desenvolver a venda de especialidades, embora isso dependa da aprovação dos clientes, ou seja, o ciclo de desenvolvimento é mais longo”, explicou.

    De certa forma, a crise ajuda a abrir portas no mercado. “Temos a possibilidade de oferecer produtos geradores de vantagem econômica para os clientes no exato momento em que estão dispostos a fazer testes e conseguir redução de custos”, afirmou. “Nós levamos tecnologia para as pequenas e médias empresas.”

    A nova estrutura e os esforços para atuar mais próximos aos clientes refletem uma preparação para a esperada retomada da economia brasileira. Por isso, foram construídos laboratórios em Guarulhos-SP, para adesivos/coatings/selantes e agro, mas também estão sendo feitos investimentos semelhantes para apoiar a área de personal e home care. Saliente-se que a Brenntag fabrica fertilizantes foliares para agricultura, com tecnologia desenvolvida no país. “Para o setor agro, também temos tensoativos e solventes para formulações de defensivos”, aditou.



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    Um Comentário


    1. Alexandre

      Boa tarde pode me ajudar o que dilui dióxido de titânio estou fazendo um cera automotiva



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