Logística, Transporte e Embalagens

Distribuição: Depois de aquisições e adequação de portfólio, setor está pronto para suprir retomada econômica

Marcelo Fairbanks
9 de maio de 2017
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    Atualmente, Medrano tem acompanhado como representante da Federação do Comércio as negociações do Brasil com outros países para o estabelecimento de acordos comerciais. “Nos governos anteriores, o Brasil insistiu em uma política de atuação por bloco econômico que se mostrou infrutífera, ficamos mais de uma década atrás de países da região, como o Chile e o Peru”, comentou. Há muitos movimentos a observar com cautela, desde a recuperação de ideias antigas, como a participação brasileira em um bloco sulamericano, nos moldes da Aladi, e também a reconfiguração do mercado europeu depois do Brexit e das eleições na França e na Alemanha. “A Inglaterra estava no bloco europeu, mas não muito, já a França e a Alemanha são vitais para a existência do bloco”, considerou.

    A crise financeira desencadeada em 2008 com a implosão do mercado subprime de títulos dos Estados Unidos ainda está sendo superada. Segundo Medrano, a Espanha e a Itália começam a sair da pior fase. Assim, a Europa segue com um crescimento muito baixo, porém estável, sem sobressaltos econômicos.

    Por sua vez, o mercado dos Estados Unidos mantém firme a posição relevante, e apresenta crescimento. “A administração Trump quer incentivar a produção mediante a transferência de tributos para o consumo, isso ajudará a indústria”, comentou. A China enfrenta dificuldades internas, mas já se fixou como fornecedor químico confiável, embora não mais de baixo custo, posição que a Índia vem assumindo.

    Química e Derivados, Bighetti: nome quantiQ vai prevalecer após a integração

    Bighetti: nome quantiQ vai prevalecer após a integração

    Nome fortalecido – A compra da brasileira quantiQ (era da Braskem) pela GTM Holdings (do fundo de private equity Advent) foi concluída em abril, ao valor publicado de R$ 550 milhões. É o maior negócio da distribuição química brasileira, envolvendo a líder do mercado nacional, com faturamento de R$ 831 milhões em 2016 (dado tirado do balanço não-auditado da Braskem). Além do valor financeiro, o negócio encerra uma longa história, iniciada pela Ipiranga Química em 1991, então focada na distribuição de solventes. Um trabalho bem sucedido incorporou produtos complementares e abriu novas frentes de atuação, criando a grande distribuidora que passou às mãos da Braskem em 2007, no bojo das negociações que dividiram o antigo Grupo Ipiranga com a participação da Petrobras e grupo Ultra. Desde então, a distribuidora foi colocada como alvo de possível venda para terceiros, porém ela era grande demais para o fôlego das demais companhias com negócios no Brasil. A GTM recebe, portanto, uma excelente estrutura física, um amplo e rentável portfólio, com carteira de clientes consolidada e uma equipe de profissionais de alta qualidade.

    A GTM possui destacada atuação na América Latina, sem sobreposição de negócios com a atividade da quantiQ. “Não há conflitos de interesses de negócios ou de distribuídas que pudessem impor restrições ou exigir mudanças de protfólio”, comentou Armando Bighetti, mantido no cargo de presidente da quantiQ.

    A integração das companhias vai se tornar líder no mercado latino-americano, com sólido e variado portfólio de produtos e representadas, 62 centros de distribuição em doze países, com um time capacitado para entregar soluções aos mais de 16 mil clientes regionais. “Esperamos também um aumento no fluxo de negócios internacionais, já foram mapeadas as sinergias e identificadas várias oportunidades de crescimento”, afirmou Bighetti.

    Com nome consolidado no mercado nacional e muito conhecido pelos fornecedores internacionais, quantiQ será o nome oficial a ser usado após a integração das companhias. “Após o nome quantiQ, constará a assinatura: uma companhia GTM”, explicou Bighetti.

    No Brasil, as vendas de R$ 831 milhões em 2016 representaram uma redução de 5% em relação a 2015. “Em volumes comercializados, registramos, porém, um aumento de 5% no período; essa diferença de comportamento se explica pela queda da atividade econômica em vários segmentos do mercado nacional, combinado com a desvalorização internacional das grandes commodities”, justificou. Para 2017, a distribuidora entende que o pior da crise já passou e concentra esforços para gerenciar com eficiência seus recursos e permanecer atenta às necessidades de mercado, que tende a se recuperar.

    O fundo Advent possui participações em indústrias químicas, a exemplo de Allnex e Oxea. Quanto à possibilidade de incluir itens desses fabricantes no portfólio da distribuição, Bighetti salienta que a companhia está sempre atenta às oportunidades decorrentes da integração. Mas a inclusão de itens adicionais só será feita se alinhada ao plano estratégico e com as premissas de retorno do investimento.



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    Um Comentário


    1. Alexandre

      Boa tarde pode me ajudar o que dilui dióxido de titânio estou fazendo um cera automotiva



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