Logística, Transporte e Embalagens

Distribuição – Comércio químico estuda meios para aproveitar as vantagens da nova revolução tecnológica – Perspectivas 2018

Marcelo Fairbanks
14 de fevereiro de 2018
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    Desafios no comércio – As perspectivas para o avanço do comércio químico são amplas, mas também os desafios a serem vencidos. “Estamos vivendo um tempo de mudanças disruptivas que exigem adaptação rápida por parte de todos os agentes”, alertou Medrano. Ele recomenda ao setor se preparar, investindo em sistemas de inteligência artificial, gerenciamento de relações com clientes e outros, na linha da Indústria 4.0. “No mundo, clientes e fornecedores se ajustaram, ou estão se ajustando, as coisas andam meio devagar aqui no Brasil”, avaliou.

    As discussões sobre market places químicos (plataformas que agregam vários fornecedores diferentes) estão de volta, mas Medrano considera que não devem prosperar na atividade, dada a complexidade operacional e os riscos envolvidos. “Grandes distribuidores mundiais podem montar suas plataformas próprias para e-commerce, sem atuar como market places”, considerou.

    Apesar dos novos tempos, os distribuidores ainda garantem sua presença nas operações logísticas, que dominam muito bem. “Esse serviço é o que mantém viva a distribuição, não é só vender, é preciso entregar de forma eficiente os produtos”, comentou. Ele aposta na sobrevivência do comércio químico, estribado na prestação de serviços, mas será preciso fazer adaptações.

    Um desafio que se intensificou nos últimos anos é a crescente consolidação da indústria química e também dos clientes, na outra ponta da cadeia. “A distribuição está bem no meio, vai sobreviver, mas deve se consolidar também”, recomendou. Ele apontou como exemplo as recentes aquisições de distribuidores norte-americanos por parte de empresas europeias.

    No Brasil, as aquisições de empresas estrangeiras, como a da Makeni pela ICMD; da Arinos e D’Altomare pela Univar; e a da quantiQ pela GTM, entre outras, apontam nessa direção. “Ainda há espaço para fusões e aquisições no mercado nacional, mas os valores de negociação que estavam muito baratos até 2017 estão se recuperando, embora ainda sejam favoráveis para investidores estrangeiros”, avaliou. “O Brasil precisa se abrir mais para o mundo e fazer sua lição de casa”.

    Ele reconhece que a distribuição brasileira se tornou mais dinâmica, especialmente na busca de fontes alternativas de suprimento em vários países. Em geral, como afirmou, Europa e Estados Unidos são boas fontes para commodities, pois contam com fretes mais vantajosos para cá. “A Ásia pode suprir as especialidades, como vinha fazendo, mas a China reduziu sua produção por razões ambientais, é preciso desenvolver novas fontes”. Dados do perfil setorial sobre 2016 mostram que 82% das distribuidoras brasileiras atuam com importação de produtos. A participação de importados no total vendido pela distribuição chegou a 42,1%, em valor, superando 2015, quando esse índice fora de 37,54%.



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