Distribuição – Ampliação do portfólio de produtos e serviços garante vendas e margens

Exemplo disso é o relacionamento de 18 anos com a divisão de produtos profissionais da Johnson&Johnson, sem o registro de nenhum problema. “Fazemos há quinze anos pesquisas periódicas de satisfação dos clientes, agora usando meios eletrônicos para dar mais agilidade, e sempre encontramos bons resultados”, comentou.

A gestão operacional conta com o apoio de um software desenvolvido por uma subsidiária ao longo de vinte anos, com interface amigável aos operadores, sejam eles vendedores ou gerentes. Uma das possibilidades do software é permitir aos clientes que acompanhem em tempo real o estoque dos seus produtos no armazém da distribuidora. “Esse sotfware pode ser vendido para outras empresas que se interessarem, é um negócio além da distribuição”, comentou.

A Cosmoquímica inaugurou no ano passado outro armazém para embalados, adicionando mais sete mil posições porta-paletes às suas instalações de Barueri-SP. Outra subsidiária, a Cosmolog, presta serviços logísticos para terceiros, um negócio complementar ao portfólio da distribuidora, com bons resultados, segundo o presidente. Por atuar muito nas áreas de medicamentos, produtos veterinários, cosméticos e alimentos, a distribuidora possui instalações adequadas e aprovadas oficialmente para estocar esses itens dentro das normas oficiais.

Embora as ciências da vida sejam o seu principal mercado, Marmelsztejn afirma que não há novidades todos os meses em termos de produtos. “Geralmente trazemos itens adicionais ao portfólio dos nossos clientes, procuramos suprir mais as necessidades deles do que abrir novos mercados”, explicou.

Na área de fármacos para saúde humana e veterinária, a distribuidora conta com um fornecedor do Japão, com produtos diferenciados de alta qualidade. “A China está fazendo alguns bons produtos, mas ainda não está no mesmo nível de qualidade da Alemanha e do Japão, embora se situe num patamar acima da Índia”, avaliou. A Cosmoquímica tem relacionamento constante com fornecedores chineses, contando com um químico local para identificar e aprovar novas fontes de suprimento, quando necessário.

Preparando um salto – Com faturamento mundial consolidado na casa dos US$ 10 bilhões por ano, a Univar ingressou no Brasil pela aquisição da Arinos Química e mantém uma posição ainda discreta no mercado. “Estamos crescendo no país, já somos maiores do que na época da compra, mas precisamos primeiro montar estruturas adequadas para darmos um salto para a frente”, comentou Marco Quirino, presidente da Univar do Brasil há exatamente um ano.

A subsidiária ainda está se acostumando com as diferenças culturais com a matriz, mas as diferenças de gestão dos negócios já foram assimiladas, segundo comentou. “Implantamos processos novos e abrimos novas áreas, apesar disso as vendas de 2013 foram superiores às de 2012”, comparou. Ele admite que a rentabilidade caiu, porque foram introduzidas mais commodities no portfólio, com menor contribuição ao resultado. “São itens estratégicos que nos permitirão avançar em novos mercados importantes para a Univar”, salientou.

Durante os últimos doze meses, Quirino revisou as equipes de trabalho e também a relação de fornecedores, conquistando novas bandeiras, como a Dow Corning (silicones, com limitação territorial e por segmentos de mercado) e a Cargill (em todo o país, para tintas, uso industrial e personal care).

A operação brasileira continua muito ligada aos negócios com poliuretano e seus sistemas, uma atividade pouco desenvolvida pela matriz. “Temos conhecimento e estrutura qualificadas para atuar em PU, segmento que tem acompanhado a evolução do PIB, ou seja, pode ser considerado como maduro”, comentou. Por isso, ele prevê que outros segmentos tendem a ganhar mais relevância no faturamento da distribuidora.

“Somos o maior distribuidor de insumos químicos para agricultura do Canadá, estamos ampliando a presença na mineração de vários países e temos amplo portfólio para suprir as atividades de óleo e gás, mas ainda não atuamos nessas áreas no Brasil”, comentou. No momento, a distribuidora estuda oportunidades para ingressar nesses negócios, sem destruir mercados pelo aviltamento de preços.

Quirino considera a base operacional da sede, em Osasco-SP, como adequada para o estágio atual de negócios e capaz de suportar ampliações por meio da otimização de espaços. A companhia dispõe de instalações alugadas para armazenamento em Itajaí-SC e Jaboatão dos Guararapes-PE, região esta em fase de crescimento. “Estamos estudando para ver se é melhor investir no negócio ou em novas instalações”, afirmou.

Ele considera essencial para a distribuição estar próxima dos seus clientes, mas entende que isso só pode resultar na abertura de bases quando houver volume de negócios suficiente para justificar o investimento. “Está em curso a descentralização das indústrias no país, mas a região Sudeste ainda é a maior e a mais concorrida”, verificou. “O Nordeste cresce, mas é preciso ver bem o comportamento de cada negócio.”

Quirino apresenta uma visão cautelosa do desenvolvimento dos negócios da distribuidora, mas deixa entrever maiores ambições. “Estamos bem estruturados para a etapa atual, mas quando dermos um salto de crescimento, precisaremos investir em novas estruturas físicas”, afirmou.

Página anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11Próxima página
Mostrar mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios