Distribuição – Ampliação do portfólio de produtos e serviços garante vendas e margens

O crescimento dos negócios precisa ser apoiado por estrutura física adequada. Por isso, a distribuidora investe na construção de um moderno centro de distribuição – que servirá a todas as áreas de negócios do grupo – em Cajamar-SP, em área de 80 mil m². “No ano passado, conseguimos todas as licenças necessárias, fizemos a terraplanagem e contratamos a tancagem; em 2014 iniciamos as fundações e esperamos começar as operações, de forma parcial, nos últimos meses de 2015”, afirmou.

Em Cajamar, a M.Cassab terá um parque com 67 tanques com sistema completo de manobras, bem como equipamentos para a produção de blends e diluição de peróxido de hidrogênio. Abrantes informou que entrará em operação em maio deste ano, em Contagem-MG, uma unidade de diluição de H2O2 da M.Cassab, em parceria com a Evonik, com o intuito de suprir a demanda regional do setor têxtil.

Abrantes considera que um distribuidor precisa conquistar clientes com elevada produtividade e atendimento qualificado. “Todos têm os produtos, com exceção de alguns itens, mas diferença está no relacionamento com o mercado”, salientou.

Custos sob controle – A busca constante pelo aumento da eficiência das operações dá a tônica dos trabalhos da Química Anastácio. “O maior componente de custos da distribuição está na logística, compreendendo armazenagem e transporte”, apontou Jan Krueder. Lidar com isso exige acompanhar de perto as atividades, identificando quais modais e quais armazéns devem ser usados para suprir cada cliente da forma mais econômica e rápida. A distribuidora possui suas maiores instalações em São Paulo, mas também opera em Santa Catarina e reforçou sua base em Pernambuco. Neste ano, abriu um escritório com armazém no Rio de Janeiro, perto de Sepetiba, voltado para o mercado de cosméticos e produtos farmacêuticos, mas também à demanda do ramo de óleo e gás.

“Estamos descentralizado nossas operações por causa da mudança na tributação interestadual”, comentou. A distribuidora tem instalações para entregar os produtos na embalagem desejada pelos compradores.

A distribuidora procura operar um mix de produtos balanceado, com equilíbrio entre commodities e especialidades, conjugando escala com rentabilidade. “Nosso intenção é ser uma one stop shop para nossos clientes, ou seja, atender ao máximo as suas necessidades”, disse. Para isso, mantém mais de 600 itens com estoque no Brasil, em volume proporcional à demanda projetada da clientela habitual e entregas no regime just in time. Na média, o volume armazenado suporta 1,5 mês, mas os itens de produção nacional são calculados para 20 dias e os importados para pelos menos 75 dias. Aliás, a importação responde por 70% do faturamento.

“Nossa função no mercado é oferecer competitividade aos clientes, mediante a oferta de insumos químicos de qualidade com a melhor relação custo/benefício possível”, disse Krueder. Como explicou, alguns segmentos de mercado, a exemplo de farma e cosméticos, exigem procedência definida dos produtos. Nesses casos, que também incluem alguns químicos industriais, a bandeira da distribuída é fundamental. Para os demais, a fonte não é relevante. “Em todos os casos, temos laboratórios que analisam os produtos e geram laudos que os acompanham, garantindo a qualidade”, afirmou. A Química Anastácio importa itens de mais de 40 países.

Com ampla experiência internacional, Krueder comenta que a fase de abundância de produtos no mercado global acabou em 2013. “Com a recuperação dos Estados Unidos e da Europa, os excedentes mundiais estão diminuindo e a Ásia está consumindo mais produtos na própria região, exigindo atenção dos compradores”, avaliou. “Não se esperam problemas de abastecimento, mas os preços certamente serão outros.”

Em 2013, a distribuidora conseguiu ampliar seu faturamento, apesar das oscilações do mercado local. “Estamos sendo criativos, saímos do lugar comum”, comentou. A divisão de vendas contemplou os itens de cuidados pessoais (farma, cosméticos e especialidades) com 45% do faturamento, mesmo percentual dos itens industriais (para tintas, PU, borracha, household, agrícola), restando 10% para alimentação humana e nutrição animal. Entre os negócios adicionados ao portfólio, ele citou o suprimento ao setor sucroalcooleiro, com produtos como ciclohexano e MEG (para desidratação do etanol). E também a entrada no setor de borracha, com SBR e neoprene, negro de fumo, aceleradores e outros, segmento para o qual montou uma equipe técnica capacitada para garantir a qualidade e prestar assistência técnica aos clientes em todas as aplicações.

Em 2013, a Química Anastácio iniciou suprimentos para nutrição animal, operando com licença do Ministério da Agricultura (Mapa). “Oferecemos principalmente vitaminas, aminoácidos e as principais commodities dessa área”, informou Krueder.

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