Distribuição – Ampliação do portfólio de produtos e serviços garante vendas e margens

Química e Derivados, Reinaldo: portfólio ampliado permitirá abrir novos mercados
Reinaldo: portfólio ampliado permitirá abrir novos mercados

A prestação de serviços aos clientes será mantida, com suporte técnico-comercial especializado, estruturas e laboratórios de aplicação, análises químicas e sala de envase credenciada pela Anvisa. Segundo o CEO, assim como a matriz, a subsidiária segue preocupada com os aspectos ambientais e de sustentabilidade, aplicando as melhores práticas no gerenciamento de resíduos, gestão de indicadores de acidentes, transportes, manuseio e armazenamento de produtos.

“Com o desenvolvimento das linhas de produtos e de distribuídas a serem incorporadas à IMCD Brasil, a distribuidora continuará avaliando os projetos de investimento que viabilizem a ampliação da sua área operacional, bem como a sua estrutura técnica, comercial e administrativa”, comentou o CEO.

Objetivo definido – A maior distribuidora do país assumiu a nova denominação de quantiQ Distribuição Química Ltda., deixando de fazer menção às iniciais do antigo controlador. Com faturamento da ordem de US$ 600 milhões em 2013, pertence à Braskem, que pretendeu vendê-la até meados do ano passado, quando decidiu mantê-la como subsidiária com autonomia operacional. “Assumimos uma atitude de transparência total com o nosso pessoal, em todas as áreas e níveis, e também com os fornecedores, com isso aumentou a satisfação em participar da quantiQ, a rotatividade de pessoal diminuiu”, comentou Armando Bighetti, diretor-presidente da distribuidora.

Ele salientou que o foco das atividades é a geração de valor para todas as partes envolvidas no negócio, em sentido amplo (stakeholders). Nesse sentido, a permanência do controlador e a mudança de nome deixaram muito clara para o mercado a intenção de perpetuar a companhia, sem práticas aventureiras.

A decisão do acionista tranquilizou os fornecedores globais, alguns dos quais temerosos quanto ao futuro da companhia em caso de uma eventual venda. “O comprador poderia ser um distribuidor de porte mundial, com acordos com vários fabricantes, e isso implicaria problemas de incompatibilidade com os nossos parceiros atuais”, afirmou. Após a decisão, a quantiQ firmou acordos com 10 distribuídas, entre elas Kerry, DSM, Tri-Ka, Ajinomoto nos produtos farmacêuticos (já tinha a linha de cosméticos), Methanex, Shin-Etsu, Doxa e Chemtura. E foram poucas as defecções.

Na outra ponta da cadeia, os clientes não apresentaram mudanças de comportamento. “Os clientes não se preocupam com quem detém o controle acionário, eles querem ter acesso a produtos de qualidade com os serviços adequados”, avaliou Bighetti.

A meta da quantiQ é crescer com qualidade, sem perder faturamento, mas com a rentabilidade preservada. “Estamos preparados para atuar tanto em um mercado estagnado quanto num eufórico, já estudamos e avaliamos os impactos de ambos os casos e esperamos encontrar uma situação intermediária”, comentou Bighetti. “Historicamente, o Brasil não apresenta crises de longo prazo; no mundo, elas são mais fortes, porém mais curtas.”

A distribuidora já havia iniciado o programa “Ralos: não tê-los” que envolve toda a empresa na identificação de custos desnecessários e na busca por meios para realizar as operações de modo cada vez mais eficiente e mais seguro.

“Todos os nossos processos operacionais e logísticos passam por uma revisão para verificar se ainda podem ser aprimorados”, comentou. “Quando um equipamento pode fazer melhor um serviço que um operador, deve-se fazer o investimento e liberar esse profissional para tarefas mais importantes.” Ele atribuiu o avanço desse aprimoramento ao diálogo constante com todos os colaboradores, facilitando a troca de ideias.

Aliás, a política interna da distribuidora enfatiza a distribuição de poderes e responsabilidades em todo o “ecossistema empresarial”. Evidentemente, isso implica manter um sistema de informações amplo para apoiar a tomada de decisões pelos profissionais.

A rentabilidade setorial é geralmente estimada entre 8% e 9% em Ebitda (lucros antes de juros, tributos, depreciação e amortizações). Bighetti entende que essa média tenha caído no último exercício para 6% a 7%, faixa em que se enquadra a quantiQ. “Essa rentabilidade é adequada para uma distribuidora com atuação equilibrada entre commodities e especialidades”, avaliou.

A título de esclarecimento, Bighetti explica que a Braskem é acionista, fornecedora e cliente da quantiQ, mas o relacionamento entre ambas não tem nenhum tipo de favorecimento ou privilégio. “Somos um cliente como qualquer outro da Braskem, que mantém uma política de distribuição definida”, confirmou. Embora pertença à petroquímica, a distribuidora sequer opera com seus principais itens, as resinas termoplásticas, comercializadas por outras empresas do ramo. “Temos solventes da Braskem, itens que tem um peso muito relevante no nosso faturamento, mas não contamos com as especialidades dela”, considerou.

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